Fugindo com um Vampiro

 



Sinopse:

Agora Albert Blumm deve proteger a sua amada. Depois que conquistou a confiança e o amor de Elizabeth Joane, a vida da senhorita passou a correr um grande risco. O segredo de sua existência é um prato cheio para bruxas que almejam a imortalidade. E a vingança de uma antiga amante destinada a sujar suas mãos por ter sido rejeitada é um perigo maior ainda. Uma viagem para a Transilvânia é o destino proposto para manter um ser fabuloso a salvo das criaturas do mal. O sacrifício de um unicórnio e seu único chifre está relacionado ao poder da vida eterna e fugir pode ser uma boa maneira de continuar viva.





Capítulo 1 - Sob minha proteção


Fanfic / Fanfiction Fugindo com um Vampiro - Sob minha proteção

Era mais uma noite de lua cheia. O vento chegara tão forte no alto da varanda do castelo que pareciam um assobio. Algumas janelas do castelo batiam, outras rangiam e não havia ninguém ali. O quarto principal estava completamente vazio. Os corredores escuros e outros iluminados por velas. Era possível perceber o acumulo de poeira daquele lugar, a mobília ainda estava coberta por alguns lençóis brancos.

Do lado de fora, o frio era capaz de congelar alguém que não estivesse agasalhado. O castelo do Drácula situava-se em um local muito íngreme e o caminho até ele era bastante perigoso. Uma estrada bastante perigosa à beira de um abismo.

Não muito longe havia uma floresta, imensas árvores cobriam o céu escuro e não havia muitas estrelas. Uma área que é possível encontrar diversas criaturas, mas era dominado por lobos.

Um cavalo branco e com traços peculiares percorreu durante todo o caminho e seguiu à luz da lua no lugar mais alto da floresta.

- Era como se ela quisesse ser encontrada! – Disse Elizabeth Joane diante do brilho do satélite natural da terra.

O vento ficou mais forte de repente. Os galhos balançavam mais que o normal. Ela ouviu passos se aproximando e olhou para trás.

- Elizabeth! – Disse uma voz parecida com uma mulher.

- Delilah! – Respondeu Elizabeth ao saber de quem se tratava.

- Não lhe disseram que aqui é um lugar bastante perigoso? É bastante perigoso até para mim! – Disse a mulher.

- Na verdade, não sei como cheguei por aqui, quando percebi o lugar que estava, fiquei observando a lua...

- É melhor voltarmos! – Disse Delilah.

- Por favor, não conte ao Albert! – Pediu Elizabeth.

- Não pode me pedir isso, não escondo nada dele, nunca escondi e ele deveria estar lhe protegendo! – Respondeu Delilah.

 

As duas deixaram a floresta e chegaram a uma cabana. Um lugar aparentemente mau cuidado, mas era a casa de Delilah e havia um maior conforto por dentro. A lareira foi acesa e Delilah ofereceu um chá para a visita.

- São ervas e faz muito bem, às vezes bebo para dormir melhor, mas também nos torna um pouco mais forte. – Disse Delilah.

- Há quanto tempo conhece o Albert? – Pergunta Elizabeth.

- Muito tempo! – Disse Delilah.

- Às vezes fico pensando como será daqui para frente, não queria fugir, não queria continuar desse jeito! – Disse Elizabeth.

Delilah sorriu e ofereceu mais chá.

- Devia beber um pouco, não precisa dizer nada, ouça o silêncio! – Respondeu Delilah.

- Entendi muito bem que não vai me responder...

- Ele está fazendo isso porque te amar e porque quer te manter viva! – Disse Delilah.

- Não quero parecer chata, mas estou cansada de me esconder, de fugir.... Quero viver tranquila! – Disse Elizabeth.

Delilah permaneceu parada e observando Elizabeth. Sorriu levemente e levantou em seguida.

- Só vou te dizer uma coisa Elizabeth. Podemos ter uma conversa futura e de uma importância maior, no momento o meu dever é leva-la para casa! – Disse Delilah.

 

De volta ao castelo do Drácula. Elizabeth estava mais uma vez sozinha, Delilah não demorou e partiu. Ela espiou a lua através da janela e fechou após as batidas causadas pelo vento. A bela apagou as velas que iluminavam o quarto e deitou.

Um cavalo branco saiu desnorteado pela floresta. Um pobre veado estava cercado por lobos famintos. Elizabeth acordou e viu Albert olhando para ela.

- Há quanto tempo você está aí? – Questiona Elizabeth.

- Um tempo! – Disse ele.

- Você me deixou sozinha neste lugar, não gosto muito quando fica muito tempo fora...

- Era preciso, mas agora estou aqui com você! – Disse Albert.

- Albert, eu não quero parecer aquela chata, mas estou tão cansada de ficar fugindo, queria um lugar para ficar, não um lugar para fugir de todos. – Disse Elizabeth.

- Eu entendo você, estou fazendo tudo que posso para mantê-la segura, a culpa é toda minha, mas chegará um dia em que não precisaremos mais fugir! – Disse Albert.

 

Em um lugar muito distante dali. Havia uma pequena cidade situada numa ilha. O local tinha sua única beleza, o mar. As casas eram antigas. Seus habitantes muito pobres e viviam da pesca e de bebidas.

- A senhorita está precisando de ajuda? – Perguntou um mendigo.

- Quando for preciso, eu pergunto! – Respondeu Penélope que acabara de desembarcar na ilha. Ela segurava um mapa e seguiu sozinha.

Um grupo de homens passaram a observar a mulher. Ela usava um traje completamente de cor vermelha. Penélope entrou em um bar e dirigiu-se ao bar man.

- Preciso falar com esta pessoa! – Disse Penélope mostrando seus olhos mudarem de cor.

- De certo, pedirei que espere um momento! – Disse ele saindo.

- Gosto quando as coisas acontecem como eu quero! – Disse Penélope.

O homem voltou e a chamou. Ela seguiu seus passos até chegar em uma porta. A passagem tinha acesso ao sótão daquele casebre. O lugar estava completamente empoeirado.

- Espere aqui! – Disse o homem ao sair.

- Eu sabia que um dia a veria novamente.... De qualquer modo saberei o motivo e não importa o tempo que precisar! – Disse a mulher chegando.

- Demetéris! – Disse Penélope.

- Deve ter algo muito importante para estar diante de mim! O que traz neste lugar cercado de sombras? – Questiona a mulher.

Penélope sorriu e continuou com um ar mistérios sobre a sua volta.

- Antes adoraria uma xícara de chá, estou sem o meu querido escravo...

- É claro! – Concordou Demetéris.

 

De volta ao castelo...

Elizabeth estava penteando os seus cabelos diante do espelho e não percebeu que Abert estava bem ao seu lado.

- Você está aí... Ainda não me acostumei em não enxergar o seu próprio reflexo! – Disse Elizabeth.

- Sendo assim, sempre serei uma surpresa para você! – Disse Albert.

- Espero que seja sempre uma surpresa boa...

- Se depender de mim, sempre serei! – Afirmou ele.

- Albert, não quero ser chata, mas até quando iremos precisar fugir? – Pergunta Elizabeth.

- Não queria precisar fugir, mas quando penso que sua vida está em perigo, não sei cogitar outra coisa, o que mais desejo é o seu bem! – Disse Albert.

- Você sempre sendo o meu protetor, lembro quando tentou ajudar eu e minha mãe, mas a vida a levou de mim...

- A hora da sua mãe havia chegado e isso não podemos mudar. Elizabeth, a sua pelo contrário, sua mãe sabia o quanto era especial...

- Eu não acreditava, nunca imaginei que isso poderia acontecer! – Disse ela triste.

- Sua mãe está orgulhosa por toda a sua coragem, tenha certeza disso! – Disse Albert.

- De uma coisa eu tenho certeza, nunca mais pretendo voltar para aquela cidade! – Disse Elizabeth.

- E se um dia esquecer a minha existência? A cidade das boas lembranças tem um lugar especial para você se recordar. – Disse Albert.

- Acontece que eu nunca irei esquecê-lo! – Disse Elizabeth beijando o amado.

- Eu nunca deixarei de lhe proteger! – Disse ele.

 

No casebre de Demetéris

Penélope servia-se com as ervas da mulher. Demetéris tentava esconder a sua curiosidade e não esperava que toda aquela encenação terminasse.

- Podemos iniciar a nossa conversação? – Questiona Demetéris.

- Você disse que esperaria o tempo necessário! – Respondeu Penélope de propósito.

- Eu disse, mas estou quase mudando de ideia...

- Bem, o motivo da minha visita a este lugar tenebroso é algo muito importante para nós duas! – Afirmou Penélope.

- Você não sabe o que é importante para mim! – Respondeu Demetéris.

- A imortalidade? – Questiona Penélope.

- Que despautério, Penélope... Imortalidade? – Questiona Demetéris com deboche.

- Não é despautério algum, o que tenho a lhe dizer é muito sério e não estaria aqui se estivesse perdendo o meu precioso tempo! – Disse Penélope.

- Em nosso último encontro você queria o coração de alguém, sacrificaria qualquer coisa para ter o amor de um homem, que horror! – Comentou a bruxa.

- Ainda quero o coração dele, mas agora não importa se esteja sangrando em minhas mãos...

- Agora sinto uma certa crueldade em suas palavras e isso é muito bom! – Disse Demetéris.

 

O castelo ficava em um lugar muito íngreme e as nuvens pareciam estar mais perto. A lua continuava cheia e exuberantemente com seu brilho. Elizabeth caminhava segurando um castiçal nos corredores da casa e se aproximou do piano que ficara numa sala.

O vento era gritante do lado de fora e algumas janelas foram esquecidas e o ar a castigava com suas pancadas.

- Quer tocar um pouco? – Pergunta Albert.

- Tenho saudade, mas o dono pode não gostar...

- Ele não vai se incomodar, tenho muita certeza sobre isso! – Disse Albert.

- Albert, ele era como você? – Questiona Elizabeth.

Agora uma porta bateu forte no andar inferior e Albert não pode responder. Elizabeth sentiu medo e seu amado apressou-se para verificar o que estava acontecendo. A ventania estava cada vez mais forte e Albert encontrara uma senhora na entrada do castelo.

- Quem é você? – Pergunta Albert.

- Sou alguém que precise da piedade de uma boa alma, estou faminta e com a ventania precisava de um abrigo! – Disse a senhora.

- Sinto muito, mas aqui não tem nada para você! – Respondeu Albert.

Elizabeth desceu ao encontro dos dois e olhou bem no rosto da senhora que retribuiu com um olhar peculiar.

- Se ela está com fome, não podemos negar ajuda! – Disse Elizabeth.

- Como tens um coração bom! – Disse a mulher se aproximando de Elizabeth e segurando sua mão.

Albert estava em estado de alerta diante de tudo aquilo. A velha senhora olhou bem nos olhos de Elizabeth.

- Pedirei que sirva uma sopa acompanhado de um chá para aquecer! – Disse Elizabeth.

- A moça possui um coração bondoso e fico grata por tudo que me tem feito. Seu caminho pode ser tortuoso, mas os obstáculos são peças importantes em um xeque-mate, mesmo assim deverá sempre ter certo cuidado, às vezes algumas peças...

- O que está dizendo? – Questiona Albert.

- Eu aceito um pouco de comida! – Disse a senhora.

Elizabeth sorriu e olhou para o amado. Albert concordou e a senhora pode se alimentar.

A ventania parece ter cessado. A senhora entendeu que era hora de partir e Albert abriu o imenso portão.

- Agradeço por tudo! – Disse a senhora.

- A senhora não disse o seu nome! – Respondeu Elizabeth.

- O mais importante é sempre manter os olhos bem abertos! – Respondeu a senhora quem em segundos sumiu com a neblina.

O portão fechou e Elizabeth sentiu um frio. Albert a abraçou para aquecê-la.

- Lembra do que falei mais cedo? Eu sempre vou lhe proteger! – Disse Albert.

- Eu tenho certeza que sim! Mas era apenas uma pobre coitada e a ajudamos. – Disse Elizabeth.

- O portão estava trancado, como ela conseguiu abrir? Eu não confio em ninguém! – Disse Albert.

- Será que iremos precisar fugir mais uma vez? – Questiona Elizabeth.

 

CONTINUA...

Capítulo 2 - Como manter os olhos bem abertos


Fanfic / Fanfiction Fugindo com um Vampiro - Como manter os olhos bem abertos


Após a saída da misteriosa mulher do castelo. Elizabeth recolheu-se ao seu quarto e adormeceu. Albert não se convenceu de que o lugar estava seguro e tratou de verificar todos os cômodos e se as portas e janelas estavam bem trancadas. Uma forte ventania pairava do lado de fora e podia-se ouvir os gritos da brisa.

As palavras daquela mulher gritavam no pensamento do vampiro.

- É melhor manter os olhos bem abertos! – Repetia a senhora.

Ele espiou o lado de fora do castelo e ficou ali na escada de frente a janela até o amanhecer. O sol surgiu iluminando todos os lugares do lugar e então ele foi obrigado a procurar um lugar para se esconder.

O grama do jardim do Castelo estava imenso. O lugar tinha uma aparência abandonada, era proposital. Não havia mais nem um criado naquela casa.

Elizabeth despertou e colocou o vestido branco que estava no guarda-roupa. Ela percebeu que seu amado não estava e compreendeu sua ausência.

- Está um lindo dia! – Disse a moça espiando a janela. – Será que precisaremos sair daqui?

Ouviu-se batidas na porta e ela correu para verificar. Era a voz de Delilah. Percebeu de quem se tratava e abriu o mais rápido que pode.

- O que aconteceu? Estava chamando há um bom tempo! – Reclamou Delilah.

- Havia outras maneiras de ter entrado, não? – Questionou Elizabeth.

- O Castelo está bem seguro, nem a menor criatura entra aqui com todos os cuidados do Albert! – Disse Delilah.

- O Albert está em seu repouso agora.... Difícil ficar sozinha durante o dia, mas eu entendo! – Disse Elizabeth.

- É por isso que estou aqui.... Já pensou em trocar o seu horário diurno para noturno? – Questiona Delilah.

- É claro que já pensei sobre isso... – Contava Elizabeth enquanto as duas caminhavam até o salão do castelo.

- Recebi o aviso do Albert.... Acredito que sei quem seja a mulher que entrou no castelo. – Disse Delilah.

- E quem é ela? – Questiona Elizabeth.

- É apenas uma senhora solitária que vive nas redondezas de um vilarejo aqui perto! – Contou Delilah.

- O meu coração está dizendo que eu devo reencontrar esta mulher! – Disse Elizabeth.

- Elizabeth, não.... De maneira alguma deve deixar este castelo! – Disse Delilah.

- Agora sou mesmo uma prisioneira?

- A questão é que se trata de sua segurança! Albert não está repousando por quer deseja isso, ele está criando forças para enfrentar o mal que o cerca. – Responde Delilah.

- Delilah, não quero parecer egoísta.... Eu não gosto desta situação e tudo que eu mais queria era viver em paz com o Albert...

- Você fez a sua escolha e deve arcar com as consequências! – Respondeu Delilah.

 

Em uma ilha há uns quilômetros dali...

Penélope descansa em um caixão improvisado por Demetéris. A bruxa segura uma estava e observa a vampira repousar.

- Eu poderia muito bem acabar com você neste exato momento, mas estou tentando me segurar, o que sabe é muito valioso e não posso perder esta chance. – Disse Demetéris.

Ela lembra da conversa da última noite com a vampira.

- E mesmo com todas as suas poções, magias, sacrifícios.... Nada disso está perto da imortalidade. É o que todos desejam, o para sempre! – Comenta Penélope.

- Já sacrifiquei muita gente e isso não me deu a eternidade.... É um ponto a se pensar, minha cara! – Disse a bruxa. – Mas o que ganha com tudo isso? Suas respostas não me convenceram!

- Durante a minha estadia em Boas Lembranças, uma cidadezinha qualquer, mas com suas peculiaridades.... Havia outra bruxa e era da família da tal Elizabeth, a mulher que o Albert diz amar. – Contava Penélope.

- Já entendi que você quer se vingar do Albert...

- Não é apenas uma vingança... Ele rejeitou o meu amor verdadeiro, ninguém poderia amá-lo mais que eu e ele a escolheu. Enfim, o fato é que essa Elizabeth é uma criatura que pode lhe dar a eternidade. – Disse Penélope.

- Quando se torna o animal, ele é muito feroz, o unicórnio pode até usar o seu chifre para se defender... A humana não serve de nada! – Contou a bruxa.

- Não podemos matar a Elizabeth humana ou tudo seria em vão, disso eu sei muito bem, mas como faríamos para capturar o animal? – Questiona a vampira.

- Eu sei de um jeito...

Penélope soltou uma gargalhada e a bruxa a acompanhou nos seus planos malignos.

- Eu ganho satisfação.... Para mim é como se fosse uma vitória. Se não posso ter o amor do Albert, ele não terá o de mais ninguém! – Disse Penélope.

- Conheço uma artimanha infalível para esta criatura. Quem estiver com a posse tem o poder. A eternidade! – Disse a bruxa.

- A eternidade, não podemos perder mais um minuto...

- Cautela, com tudo deve se ter cautela, minha doce querida...

- É muito difícil! – Respondeu a vampira.

- Controle-se! – Exigiu a bruxa.

- Ainda sim, eu consigo porque não há nada que me detenha. Eu irei despedaçar o coração dele. – Disse Penélope mostrando seus olhos avermelhados sedentos por vingança.

 

Chegou à tarde, o sol estava mais próximo das montanhas e parecia que já sabia que estava na hora de se recolher. Delilah vasculha a biblioteca e sua expressão de insatisfeita era possível de se perceber.

- O que está procurando? Se pelo menos contasse sobre o que procura...

- Procuro alguns livros de mitologia, mas não encontro! – Respondeu Delilah.

- Algo sobre medusa, minotauro?

- Unicórnios!

- Espere um pouco, eu lembrei que você havia comentado quando cheguei com o Albert que havia uma biblioteca aqui perto, um vilarejo! – Comentou Elizabeth.

- Não, isso não! – Respondeu Delilah.

- Minha tia queria me sacrificar, tirar o meu coração em busca da eternidade...

- Eu soube dessa história, mas eu sinto que ela estava enganada, o poder não deve estar atrelado ao coração e sim ao chifre! – Comentou Delilah.

- Minha mãe contava muito sobre lendas, eu ainda recordo e de fato este detalhe passou despercebido...

- Eu sinto muito por sua mãe, mas eu e o Albert estamos aqui para ajudá-la e você ainda vai descobrir como é o seu poder! – Disse Delilah.

- Está decidido, vou ao vilarejo e se quiser me acompanhar.... Mas se não quiser, não irá me deter! – Disse Elizabeth decidida.

- Por favor, Elizabeth... Não faça isso! – Pediu Delilah.

- Estou sentindo que lá encontrarei respostas! – Disse Elizabeth.

 

Continua...


Capítulo 3 - Procurando respostas


Demetéris aproveitou a ausência de sua nova hóspede e saiu na calada da noite. Era um lugar imundo e estranho aos olhos de outras pessoas. A mulher entrou em um bar onde havia muitos homens e aproximou-se de uma mesa de canta. Havia um homem lá, era Sinval.

- Pensei que jamais precisaria de meus serviços! – Disse Sinval após tomar uma dose de bebida.

- Nunca fechei a porta para você e estou aqui, bem aqui diante dos seus olhos. – Respondeu Demetéris.

- O que tenho que fazer? – Perguntou Sinval.

- Tenha calma e compartilhe um pouco da sua bebida. A noite passa, mas ainda podemos aproveitá-la. – Disse ela.

- Eu prefiro que adiante o assunto... A noite está fria e um homem como eu precisa de seu esquento! – Disse o homem.

- Antes eu preciso que beba isso! – Disse Demetéris que mostrou um frasco.

- Está querendo me envenenar? – Perguntou Sinval.

- Se eu quisesse te matar, estaria enterrado há muito tempo e sem a cabeça! – Afirmou Demetéris.

- Você não faria uma crueldade como essa? – Questiona o homem.

- É claro que eu faria! – Disse ela.

- De certo que aconteça algo comigo esta noite, a vingança tardará, mas haverá muito sangue! – Afirmou Sinval bebendo todo o líquido do fraco.

Demetéris pegou em sua mão e deu uma leve alisada.

- Agora responda-me...

- O que quer que eu lhe diga?

- Será fiel a mim até a sua morte? – Questiona Demetéris.

- Serei fiel até o meu último suspiro! – Respondeu Sinval.

- Obrigada, meu querido. Vá amanhã em minha casa e te direi o que fazer. – Pediu a bruxa.

 

Ela saiu daquele lugar e enfrentou uma forte ventania. Folhas de árvores caia naquelas ruas e se misturava com a sujeira daquelas ruas.

- Quando você tem um determinado poder, mas sabe que ainda falta algo... E quando esse algo está bem debaixo dos seus olhos. Nada é fácil, mas não há obstáculos que eu não consiga vencer, sempre venço e grande maioria sonha em se tornar imortal. Por que eu não estaria entre a grande maioria?

 

Um pouco distante dali.

Delilah e Elizabeth seguiam a caminho do vilarejo. As duas procuravam respostas. O céu estava completamente escuro e não havia a presença da lua naquele local.

- O Albert vai me matar se souber do que estamos fazendo! – Disse Delilah.

- Ele não saberá! – Respondeu Elizabeth.

- Ele está repondo as suas forças para enfrentar algo maior. Há muito tempo que não sua alimentação estava o desgastando. – Disse Delilah.

- Não precisa me contar sobre esses detalhes! – Pediu Elizabeth.

- O que não posso é esconder a verdade! – Disse Delilah.

- Por muito tempo acreditei que ele seria uma criatura maligna...

- E ainda pensa?

- É ainda estranho, mas o amo e acredito nele! – Afirmou Elizabeth.

- Então, deve deixar de estranhar que o Albert precisa de sangue para sobreviver e ser forte como antes! – Disse Delilah.

- Matando pessoas? – Questiona Elizabeth.

- Você não sabe o quanto isso é duro para ele depois que lhe conheceu. Antes parecia algo normal e ele mudou por você. Agora é necessário ele se fortalecer. A sua vida está em jogo! – Disse Delilah.

- Se eu for embora...

- .... Não termine! Eu conheço muito bem a Penélope e nossos laços de sangue são tão fortes. Eu sinto que a sede dela é maior que tudo e ela não vai desistir. – Disse Delilah.

- Eu não queiro deixa-lo, mas se eu pudesse resolver tudo...

- Elizabeth, você tem algo que eles querem! – Afirmou Delilah.

- A imortalidade! – Disse Albert surgindo por trás das duas. – O que estão fazendo longe do castelo?

- Precisamos de respostas! – Disse Elizabeth.

- E vocês acham que aqui vão encontrar? É bastante perigoso! – Disse Albert.

- Não senti o perigo ainda e avalio que está tudo bem! – Garantiu Delilah.

 

Pouco mais tarde...

Os três se aproximaram de uma casa de uma aparência mau cuidada. Havia uma vela acesa na sala. Delilah e Albert deixaram Elizabeth seguir sozinha e ela bateu na porta. A porta rangeu ao ser aberta e era a velha conhecida senhora que anteriormente invadiu o castelo.

- Eu sabia que iria me procurar! – Disse a senhora. – Entre e beba um chá comigo. Está uma noite calma e o vento não está nestas redondezas.

- Espero não está a incomodando. Eu vim a procura de algumas respostas. – Disse Elizabeth.

A velha fechou a porta.

- A curiosidade atrai as pessoas! – Respondeu à velha. – Quando lhe disse que deve manter os olhos bem abertos. Eu quis alertar de um perigo eminente e cada dia que passa ele se aproxima.

- Que perigo é esse? – Questiona Elizabeth.

- Tu tens um coração de ouro, uma alma pura e algo bem maior. – Disse à velha. – Desculpe por não ter me apresentado anteriormente. Pode me chamar de Aurora.

- Aurora!

- Isso mesmo Elizabeth! Eu sabia o que você era desde o primeiro momento que bati os meus olhos em você. Guarda em ti um poder muito forte. – Disse Aurora.

- E que poder seria esse?

- A imortalidade! Você é uma criatura fantástica e muitos a cobiçam por isso. Se acontecer de alguém conseguir capturar o unicórnio. Ele terá em suas mãos o poder da imortalidade. Este é o grande perigo que lhe rodeia. – Disse Aurora.

- E como sabe de tudo isso?

- Não sou a única a saber sobre isso! Se procura algum livro sobre tudo isso. Eu preferi queimá-los. Não podia deixar uma informação tão importante solta por aí. Espero ter mais tempo de lhe contar tudo e a porta de minha casa estará sempre aberta para você. – Disse Aurora.

Elizabeth saiu da casa da velha e encontrou Albert e Delilah em seguida.

- Enquanto conversava com a velha senhora. O Albert ficou por perto e fui à procura da biblioteca do vilarejo. Soube que pegou fogo há um tempo atrás. – Disse Delilah.

- Ela disse que as queimou! – Respondeu Elizabeth.

- Aquela mulher que queimou? – Questionou Albert e Delilah juntos.

- Ela tem as respostas! – Disse Elizabeth.

 

Continua...

Capítulo 4 - A minha sede de vingança


Fanfic / Fanfiction Fugindo com um Vampiro - A minha sede de vingança


Era uma noite qualquer. Sarah Toledo estava na companhia de Toni e os dois jantavam em uma cafeteria. Ela olhou para a lua e viu um homem através da janela. Ela levantou-se e correu para a saída do estabelecimento.

- O que foi que houve? – Questionou Toni preocupado.

- Só pensei ter visto alguém... O Pedro! – Disse Sarah voltando à mesa onde estava.

- Eu estou com você! – Disse Toni.

- Estar nesta cidade só me traz sentimentos ruins, lembro-me de quando eu tinha os meus amigos e agora estão todos mortos! – Disse Sarah.

- Sarah, eu sei que ainda é difícil se acostumar com a sua atual condição...

- Eu estou bem, não precisa se preocupar comigo.... Estou forte e com uma sede imensa de vingança! – Disse Sarah mostrando seus olhos vermelhos.

- Por favor, controle-se porque alguém pode descobrir!  - Pediu Toni.

- Eu prometo que vou tentar me controlar! – Respondeu Sarah tocando em Toni. – Agora precisa ir e você deve ficar em um lugar seguro.

Ela saiu depressa. Toni pagou a conta e foi até a pensão onde estava hospedado.

Sarah Toledo fugiu da multidão e se isolou no alto de um prédio. Ela observou a lua e passou a refletir sobre o seu plano de vingança.

- E se ele pensar que a vida vai continuar como se nada tivesse acontecido. Ele está muito enganado e precisa saber que o final não é o que espera. – Disse Sarah.

Neste momento, Estevão Rodrigues estava jantando em sua sala e parecia que estava acompanhado de uma mulher. Seu olhar era de desejo por aquela moça.

- Estamos aqui há um bom tempo e você não me disse a que veio! Eu espero que me convença de que sua presença aqui será de bom proveito. – Disse Estevão.

 

Sarah Toledo visitou o cemitério onde se encontra o túmulo de Raquel. Ela se ajoelhou em lágrimas diante de sua cova.

- Como eu te amei e continuo te amando, Raquel...

Raquel surgiu por trás de Sarah e lhe deu um beijo no rosto.

- Eu tenho certeza que você será uma grande mulher, uma renomada jornalista! Disse Raquel.

- Não tão boa como você! – Disse Sarah.

Sarah diante do túmulo de Raquel parece ter visto um vulto ao longe. Ela saiu depressa, mas não conseguiu saber quem era.

Toni estava trancado em seu quarto e não conseguia dormir. Ele ouvia o barulho da rua e era bastante perturbador.

- Será que ela vai conseguir? – Pergunta Toni.

Sarah conseguiu encontrar a mansão de Estevão Rodrigues e entrou sem ser vista por seus capangas. Estevão e a mulher estavam aos beijos. Um objeto caiu e ele percebeu que havia mais alguém ali.

- Tem alguém aí? – Questiona Estevão.

Ele empurrou a mulher com quem estava e saiu à procura do intruso. Sarah pegou um castiçal de velas e esperou ser encontrada. O homem levou um susto diante da presença da mulher.

- Você? – Questiona Estevão.

- Surpresa! – Disse Sarah mostrando os olhos vermelhos.

- O que é isso? – Questiona Estevão. – Você está morta!

- Engano, meu caro! Quem está morto na verdade é você! – Disse Sarah.

- Por que você está fazendo isso? – Questiona Estevão.

- Uns vão dizer que foi fácil demais, outros não. Não sabe o quanto eu esperei por isso e agora eu vou terminar o que planejei há muito tempo. Seu desgraçado! – Disse Sarah partindo para cima de Estevão e lhe arrancando o coração. Ele caiu morto. A mulher que o acompanhava viu e saiu correndo.

Sarah parece ter sentindo algo e caminhou até uma porta que ficava do outro lado da sala. Sua audição parecia ter melhorado e nada passava despercebido. Ela arrombou a fechadura e conseguiu abrir a porta que dava para um sótão. Ela desceu o lugar imundo e encontrou um corpo em estado de composição.

- Então, parece que o seu destino fora igual ao dele! – Concluiu Sarah saindo daquele lugar imediatamente.

 

Elizabeth Joane estava na casa de Delilah. Ambas pareciam estar no ápice de uma conversa.

- Eu não confio naquela mulher e seu eu fosse você não voltaria mais naquela casa! – Disse Delilah.

- Mas se ela queimou os livros que podiam nos dizer tantas respostas, ela é o que resta! – Disse Elizabeth.

- Elizabeth, eu a Delilah estamos aqui para lhe proteger e eu penso que é bobagem esses livros! – Disse Albert.

- Eu só quero ter uma vida pacata...

- Vai ter, mas antes precisamos terminar algo! – Disse Albert.

- E esse algo é matar a minha própria irmã! – Disse Delilah.

- Irmã? – Questiona Elizabeth surpresa.

- Eu sei que deveria ter contado antes, mas este detalhe não é tão importante. O que sei é que precisamos matar a Penélope para essa história terminar bem. – Disse Delilah.

- E você teria coragem de matar a sua própria irmã? – Questiona Elizabeth.

- Não é uma questão de coragem! – Disse Delilah.

- A Penélope não vai sossegar antes de nos destruir! – Disse Albert.

- Então, está na hora de eu fazer alguma coisa. Não posso deixá-los sozinhos nessa. Se o unicórnio é tão feroz como dizem, ele vai ter que ajudar. – Disse Elizabeth.

- É perigoso e você ainda não dominou o seu poder! – Disse Albert.

- Eu tenho que concordar com o Albert! – Disse Delilah.

- Então, tudo bem. Eu quero lutar se for preciso e para isso preciso saber de mais coisas. Eu decidi e voltarei na casa daquela mulher! – Afirmou Elizabeth.

 

Continua...


Capítulo 5 - Reencontro


Fanfic / Fanfiction Fugindo com um Vampiro - Reencontro

Enquanto isso na ilha...

Demetéris retornou para a sua casa com algumas sacolas de compras. Haviam ervas que a bruxa precisava, entre outros itens necessários. Penélope aguardava o retorno da dona da casa.

- Está interessada em histórias? – Questiona Demetéris ao perceber que a vampira possuía um de seus livros no colo.

- Preciso conhecer as pessoas com quem lido! – Respondeu Penélope sorrindo e realçando ainda mais seus lábios vermelhos.

- De certo, é uma atitude aplausível quando não se pode confiar em certas pessoas...

- E eu posso confiar em você?

- Esquece que foi você que me procurou? Trouxe a mim a informação importante. Eu não sou boba. A gente confia e desconfia da mesma forma. – Afirmou a Bruxa.

- Precisamos agir! – Disse Penélope.

- É preciso de tempo.... Não sabemos onde o unicórnio precioso se encontra e não tenho bola de cristal! – Disse Demetéris.

- Mas você pode ver através da caldeira, já fez isso uma vez...

- A caldeira não diz tudo, não acha que já tentei? Eu preciso fazer uma poção agora e não posso ter interrupções. – Pediu Demetéris.

- Demetéris, só espero que não me traia porque eu sou capaz de arrancar a sua cabeça! – Disse Penélope.

- Tente! É melhor procurar um outro lugar para ficar, minha caridade em lhe hospedar evaporou...

- Eu estou do seu lado, Demetéris! – Disse a Vampira.

- E mesmo assim me faz ameaças, não permitirei isso dentro da minha casa e exijo que saia imediatamente. Eu lhe dei a minha confiança...

- Eu a conheço há muito tempo, Demetéris...

- Deixe-me sozinha! – Pediu a bruxa.

 

Demetéris esperou ficar sozinha e iniciou os preparativos para um ritual. Ela jogou algumas ervas no caldeirão. Seu olhar penetrou na água fervente e apenas velas iluminavam o lugar. Ela disse algumas palavras em outra língua e algo lhe foi mostrado naquela caldeira.

- Preciso agir o quanto antes! – Afirmou a Bruxa já sabendo de algo.

 

Em terras Brasileiras

Sarah Toledo e Toni chegaram em um carro alugado até o porto. Eles perceberam a chegada da chuva e procuraram um lugar para se protegerem.

- Ela disse que era para esperamos aqui perto! – Disse Toni.

- Você acredita que isso pode dar certo? – Questiona Sarah.

- Você conseguiu o que queria e agora o Estevão está morto. A Elizabeth está precisando da gente. Depois de tudo que vivemos, não posso deixar uma amiga de lado. – Disse Toni.

- Eu entendo você e faria o mesmo, eu fiz pela Raquel! – Afirmou Sarah.

- É por isso que eu te amo cada dia mais! – Disse Toni.

Eles beijaram-se rapidamente e de repente a chuva cessou. Um carro estacionou adiante e uma mulher saltou. Vestia um chapéu e trajes de cor preta. Era Vera Lúcia se aproximando.

- Como vai os dois? – Pergunta Vera Lúcia. – Peço desculpas pela demora, mas eu tinha alguns assuntos pendentes para serem resolvidos!

- Estamos bem! Creio que estamos algumas horas antes da partida do navio! – Disse Toni.

- Pontualidade é uma qualidade! – Disse Vera Lúcia.

- Você tem certeza que vai com a gente? – Questiona Sarah.

- Eu aprendi muito com a vida e ainda tenho muito o que aprender. Está aqui diante do meu filho, Antônio é uma dádiva. Eu tenho que agradecer muito por ele ter aceito a minha participação nessa jornada. – Disse Vera Lúcia.

- É muito difícil para mim ainda, mas eu estou tentando! – Disse Antônio.

- Eu fico muito feliz por isso! – Disse Sarah.

Toni pegou a mala de sua mãe e os três caminharam até o navio e embarcaram.

 

Transilvânia

Albert Blumm fazia companhia para Delilah que tomava um chá no salão do Castelo. Ele parecia bastante aflito e ela tentava deixa-lo menos preocupado.

- Você sabe que ela sabe se cuidar em até determinado tempo! – Disse Delilah.

- Sinto-me às vezes que sou incapaz de protege-la. Eu enfraqueci! – Disse Albert.

- Mas você está repondo as suas forças e tenho certeza que sua proteção valerá a pena! – Disse Delilah.

- Eu farei de tudo para salvá-lo nem que isso custe a mim mesmo! – Disse ele.

- Não podemos saber o final dessa história, acontecerá como tem quem acontecer! – Afirmou Delilah.

 

No pequeno Vilarejo

Elizabeth visitava a casa da velha senhora. Ela serviu-se um pouco de chá e acendeu a lareira de sua sala deixando o lugar mais aconchegante.

- Você sabia que muitos são céticos quando a questão é sobre a existência de unicórnios. De certa forma é como se isso dependesse da segurança dessas criaturas fantásticas. – Disse Aurora.

- Eu tentei pesquisar sobre o assunto, mas não encontrei muitos livros que falassem sobre isso! – Respondeu Elizabeth.

- Não precisa de livros porque está diante de mim e eu sei de muita coisa que irá lhe ajudar! – Disse a senhora.

- Eu preciso muito da ajuda da senhora!

- Elizabeth, há quanto tempo você sabe sobre? – Questiona Aurora.

- Tudo começou quando a noite eu não dormia em meu quarto, o que é estranho é que não acontecia quando eu morava na Capital com os meus pais. Tudo isso começou quando passei a viver em Boas Lembranças. – Disse Elizabeth.

- Curioso, muito curioso... O ser que é você começou a se manifestar quando chegou nesta pacata cidade! – Disse Aurora.

- Boas lembranças tem uma energia diferente...

- Não conheço bem essa localidade, mas eu penso o mesmo e esta cidade talvez lhe mostre algumas respostas! – Disse Aurora.

- A senhora acha que eu devia voltar para lá?

- Ainda é cedo demais para chegar numa conclusão. Você precisa controlar o seu instinto. Não pode virar um unicórnio e isso é um fato! – Disse Aurora.

- Eu não sei como me controlar, acontece de um jeito...

- Elizabeth, me ouça e quero que prometa que não vai se transformar e sair pela floresta a noite. É muito perigoso e enquanto não soubermos um jeito de fazer isso parar...

- Eu tive uma ideia! – Disse Elizabeth.

Elizabeth saiu apressada. A moça seguia por um caminho pela floresta. O castelo ainda estava distante, mas ela estava totalmente determinada.

 

Continua....


Capítulo 6 - Uma única chance


Fanfic / Fanfiction Fugindo com um Vampiro - Uma única chance

Vera Lúcia embarcou ao lado de Toni e de Sarah em um Navio e o destino final era a Transilvânia. Alcançaram a tempo a chegada ao convés e puderam observar as pessoas que estavam acenando para os familiares após a despedida.

- É algo triste e ao mesmo tempo emocionante.... Eu nunca imaginei que pudesse viajar em um navio como esse e sempre tive medo de entrar no mar. – Comentou Vera Lúcia.

- Nunca é tarde para algo novo! – Comentou Toni e naquele momento sua mãe o encarou e sorriu levemente.

- Eu espero no fundo do meu coração que essa seja uma chance...

Sarah distanciou-se um pouco para deixar mãe e filho a sós. Ela pôs os olhos ao mar e sentiu a brisa passar em seu rosto. Estava anoitecendo e a luz do sol não afetava a jornalista em sua atual condição.

Toni e Vera estavam de costas para Sarah. Ele permaneceu em silêncio naquele momento.

- Como eu estava dizendo.... Se eu tiver uma mínima chance de ter o seu perdão, tenha certeza que farei o que estiver ao meu alcance. – Disse Vera Lúcia.

- Eu cresci sem mãe, sem pai, eu sentia muito. Eu sabia que estava sozinho na vida, mas isso não foi motivo para me tornar uma pessoa ruim. Eu tenho orgulho de ser o que sou. É difícil saber que a minha mãe surgiu agora e só o tempo dirá. – Disse Toni.

- Eu entendo você completamente. Eu sei que não mereço o seu perdão, mas eu sofri bastante com a escolha que fiz e devo pagar por ela. – Disse Vera Lúcia.

Toni pegou em sua mão e sorriu.

- Eu tinha outra visão sobre a senhora, mas com o passar do tempo eu vi que havia uma luz ali e agora está aqui comprando uma luta que não é sua. Eu fico muito grato por isso. – Disse Toni.

- Obrigada por tudo, eu espero aprender muito com tudo isso! – Disse Vera Lúcia.

- Agora precisamos encontrar os nossos quartos...

- Eu estou no 107 e o de vocês é o 108! – Respondeu Vera.

- Eu prometo que breve pagarei pelos custos, deve ter gastado bastante! – Disse Toni.

- Não se preocupe com isso! – Disse Vera indo embora.

Sarah surgiu por trás de seu amado e o beijou rapidamente.

- Sarah... As pessoas podem ficar falando! – Disse Toni.

- Eu espero que os dois se entendam, sei que ela errou no passado e agora ela está se redimindo com suas atitudes. Ela está aqui conosco. Viajando para um lugar que nunca conheceu. Pode ser perigoso e sabe que é a sua chance. – Disse Sarah.

- A minha chance? – Questionou Toni em lágrimas.

- Não quero lhe forçar a nada, mas mãe a gente só tem uma e eu perdi a minha muito cedo. Ela apareceu agora, um pouco tarde, mas ainda há tempo. – Disse Sarah.

- Eu amo você.... Obrigado por seus sábios conselhos! – Disse Toni.

- É melhor irmos para nosso quarto! – Disse ela.

 

Elizabeth descobriu a manta empoeirada que estava sob o piano do salão do castelo. Albert observara a sua amada em um canto escuro. Ela usou suas mãos delicadas e começou a tocar. Não resistiu e derramou-se de lágrimas, ele saiu de seu lugar e se aproximou.

- O que está acontecendo, Elizabeth? – Pergunta Albert.

Ela olhou diretamente em seus olhos e tocou o rosto do vampiro.

- Estou triste e sem esperanças. Eu temo que essa história não termine nada bem e tudo que fizemos será em vão. – Disse Elizabeth.

- Não diga uma coisa dessas! Você está ao meu lado e enquanto eu existir, nada de mal lhe acontecerá! – Afirmou Albert.

- Você promete? – Questiona Elizabeth.

- Vai ser assim, eu e você! – Afirmou Albert.

Ele pegou em suas mãos e a trouxe para o meio do salão. Então, iniciou-se uma valsa e não havia mais ninguém ali. Ouvia-se apenas os passos de Elizabeth tocando no chão. O vento fazia com que algumas janelas abertas batessem. O salão ficou vazio completamente.

 

Muito distante dali.... Naquela ilha.

Sinval estava em uma mesa de bar e rodeado de capangas. O funcionário daquele lugar imundo servia as bebidas.

- Divirtam-se enquanto podem, teremos um longo caminho a seguir! – Disse Sinval.

- E a recompensa? – Perguntou um dos homens.

- Será muito dinheiro, muito dinheiro em nossos bolsos porque ficaremos ricos! – Disse Sinval.

Penélope chegou diante daquela mesa e encarou Sinval. Ele ficou sozinho com a mulher.

- Então, vai se tornar rico? – Pergunta Penélope.

- Quem te disse isso? Quem dera se eu fosse rico, até pagaria uma bebida para uma mulher como você. – Disse Sinval.

- Mas olha que coisa, eu ouvi você muito bem quando usou as palavras: Ficaremos ricos! – Disse Penélope.

- Quem é você?

- Alguém que você jamais quisesse conhecer! – Afirmou Penélope.

- Saia da minha mesa! – Exigiu Sinval.

- Não pense que coloca medo em mim, preciso que seja meu aliado em sua missão. Eu sei que a Demetéris lhe pediu algo e se ela lhe pediu é porque precisou de mim...

- Do que está falando? – Questiona Sinval.

- Falo da imortalidade que vocês mortais tanto almejam! – Disse Penélope.

- Não sei do que está falando e se quer me colocar contra a Demetéris. Saiba que confio bastante nela. – Disse Sinval.

- Eu lhe darei uma única chance, Sinval e esperarei por uma reposta.... Até logo?

 

Continua...


Capítulo 7 - A decisão


Alguns dias se passaram e Albert parecia bem preocupado com a segurança de sua amada. Ele contava com o apoio da velha amiga Delilah.

- Sabe que sou muito grato por contar com a sua ajuda! – Disse Albert.

- Faço isso por consideração a você e porque é um grande amigo! Eu sei que ainda temos as nossas diferenças, mas temos que passar por cima de muita coisa para seguir em frente. – Disse Delilah.

- Sua irmã poderia facilitar as coisas....

- Ela jamais faria uma coisa dessas. Você a rejeitou e agora está destinado a enfrentar a ira dela! – Respondeu Delilah.

- Eu sinto que as minhas forças estão voltando e devo procurar outro lugar para seguir com Elizabeth! – Disse Albert.

- Deve seguir, mas não agora... Penélope vai te achar em qualquer lugar desse universo e o melhor é enfrenta-la!

- Eu sei e é isso que farei. Não vou desistir e vou parar com esse derramamento de sangue. – Disse Albert decidido.

Elizabeth entrou na sala imensa do castelo e soluçou interrompendo a conversa entre os dois.

- Preparei um chá para aquecer um pouco! – Disse Elizabeth.

- Agradeço o chá, mas está na hora de eu ir embora e você não saia tarde da noite! – Aconselhou Delilah.

- Esqueceu que não sei lidar com esse meu lado selvagem?

Albert sorriu e Delilah segurou-se.

- É por isso que estou sempre por perto! – Disse Delilah.

 

Delilah saiu. Albert aproximou-se de Elizabeth e os dois iniciaram uma valsa sem música. Ele estava realmente preocupado, mas tentava o máximo esconder isso de sua amada.

- Esse tormento acabará muito em breve! – Disse Albert.

- Eu não vejo a hora!

Os dois continuaram a valsar.

 

Na floresta. Delilah fora surpreendia por alguns homens e ficou completamente indefesa. Ela tentou usar suas forças, mas Sinval foi surpreendentemente rápido enfiando uma estaca em seu peito e lhe torceu o pescoço.

- Bem, isso é um bom começo! – Disse Sinval.

- Precisamos beber para comemorar! – Disse um dos capangas.

- Calma aí, ainda nem terminamos a nossa jornada e há muita coisa por vir! – Garantiu Sinval.

 

E muito distante dali. Penélope parecia sentir algo e isso intrigou Demetéris. As duas se encaravam.

- Ele conseguiu! – Disse Penélope.

- O que está dizendo? – Questiona Demetéris.

- Eu pensava que duvidava dos meus métodos, Demetéris! – Respondeu Penélope.

- Estamos do mesmo lado ou não estamos? Eu preciso que seja sincera! – Avisou a bruxa.

- O seu capacho conseguiu exterminar o braço direito do Albert...

- Está aliviada pela morte da sua irmã? Eu vejo agora com maior clareza o tamanho da sua frieza. – Disse a bruxa.

- Você sabe do que sou capaz de fazer, Demetéris! É por isso que estamos juntas e eu não vou sossegar enquanto o Albert não pagar por tudo que me fez! – Afirmou a vampira.

- A sua razão é tão medíocre, mas se é isso que devo suportar para conseguir a eternidade, com toda certeza eu passarei por cima! – Afirmou Demetéris.

 

No castelo do Drácula

Elizabeth vestia-se sua camisola quando Albert entrou pela porta enfurecidamente. Ela respirou fundo e esperou ele falar alguma coisa.

- A Delilah está morta! – Revelou Albert.

- O que? O que disse? – Questionou Elizabeth.

- Eu senti que havia algo estranho acontecendo e ela não voltou para casa! – Respondeu Albert.

- Mas como pode ter tanta certeza?

- Simplesmente sei!

- Eu pensei que teríamos mais alguns dias, mas agora eu devo me preparar! – Disse Albert.

- Mas não pode lutar sozinho. É muito arriscado! – Disse Elizabeth.

- Eu arrisco tudo para salvar a sua vida.... Eu sou apenas um vampiro e sei a diferença que existe entre nós dois. – Disse ele.

- E eu não sou 100% humana se é isso que está querendo dizer. Devemos ser justos aqui e eu devo lutar ao seu lado. – Respondeu Elizabeth.

- Não pode lutar, Elizabeth! – Respondeu Albert.

 

Ouviu-se batidas na porta. Albert apressou-se para checar de quem se tratava e para sua surpresa eram pessoas que já conhecia. Vera Lúcia, Sarah Toledo e Toni estavam aguardando a abertura do portão.

- O que fazem aqui? – Questionou Albert.

- Não pensou que deixaríamos nossos amigos em apuro? Isso não é de nosso feitio! – Respondeu Sarah.

- Eu espero que não se incomode! – Disse Toni.

- É um imenso prazer ajuda-los! – Disse Vera Lúcia.

- Eu não acredito no que estão fazendo. Estão colocando a vida de todos em risco. – Alegou Albert.

- E a vida da Elizabeth? De certa forma você a colocou em risco e não negue a nossa ajuda. – Disse Toni.

- Farei o que for preciso para acabar de vez por todas com esse tormento.... Eu nunca me senti tão forte, Albert e eu lhe devo tudo! – Disse Sarah.

 

Elizabeth chegou na sala e ficou surpresa com a chegada de seus velhos amigos. Ela abraçou Toni e depois cumprimentou Vera e Sarah.

- Eu não esperava....

- Está na hora de acabar essa fuga com um vampiro! – Disse Sarah.

- Está e eu tomei uma grande decisão! – Disse Elizabeth.

- Qual? Posso saber? – Questiona Albert.

 

Continua...


Capítulo 8 - Estamos todos juntos


No castelo

 

O Albert era um vampiro que eu pensei por muito tempo da minha vida que seria uma criatura do mal. Hoje presencio como está sendo doloroso a perda de uma amiga. Uma amiga que jurou estar sempre ao nosso lado. – Pensava Elizabeth Joane.

- Se eles pensam que vou facilitar, estão completamente enganados! – Dizia Albert com o punho contra a parede.

Elizabeth se aproximou e tentou acalmá-lo.

- Essa história já chegou longe demais, muito longe mesmo e eu sou culpada por isso! – Disse Elizabeth.

- Eu que sou o verdadeiro culpado.... Eu entrei na sua vida e trouxe a Penélope junto. O que eu mais quero é estar em paz com você. – Disse Albert.

- Isso precisa acabar meu amor! – Pediu Elizabeth.

Sarah tossiu e interrompeu a conversa entre o casal e sorriu como um pedido de desculpas.

- Estamos todos aqui para ajudar. Será um prazer acabar com esse tormento. Preciso agir cautelosamente. – Disse Sarah Toledo.

- Você está certa! – Disse Albert.

- Eu queria ter forças o suficiente para despertar a criatura que existe em mim! – Disse Elizabeth.

- Você deve estar em um lugar seguro com o Toni e a dona Vera Lúcia! – Disse Albert.

Vera Lúcia encarou Albert e se aproximou.

- Meu caro, posso não ser o que você é de fato, mas o que não tenho é medo e aprendi a me defender. – Disse Vera Lúcia.

- É verdade, Albert. Ela tem boas habilidades para acabar com qualquer vampiro! – Disse Sarah Toledo.

- É muito perigoso! – Disse Toni.

- Eu tenho tudo que preciso na mala! – Disse Vera Lúcia.

- Eu estive há alguns dias na casa da Aurora. É uma senhora que vive aqui perto e tem bastante conhecimento. A ideia que tive quando a encontrei era de usar os meus próprios poderes. – Disse Elizabeth.

- Eu não confio naquela mulher! – Disse Albert.

- Eu preciso reencontrá-la! – Disse Elizabeth.

 

Em uma cabana no meio da floresta...

Penélope Vermelho estava descansando quando Sinval chegou com alguns capangas. Ela sorriu quando olhou para o caçador.

- Traz boas notícias? – Perguntou a vampira.

- Sim, agora eles estão com um membro a menos! – Disse Sinval.

- DELILAH! – Respondeu Penélope.

- Eu não sei bem o nome, mas penso que esse seja o nome da criatura.... Pensei que fosse esperta, mas foi muito fácil. Virou cinzas! – Disse Sinval.

- Tenho que reconhecer que fez muito bem o seu trabalho, a minha irmã nunca foi fácil, como devo lhe retribuir? – Questiona Penélope.

- Um beijo?

- Uma mordida?

A vampira sorriu.

 

Albert Blumm havia chegado próximo a cabana de Delilah e percebeu que havia mais alguém ali, mas não a sua amiga.

- A Delilah se foi, mas você vai pagar muito caro! Eu prometo, prometo a minha existência! – Disse Albert com os olhos vermelhos de fúria.

 

E Aurora estava tomando um chá especial quando ouviu batidas na porta. Era Elizabeth que estava acompanhada de Toni e Sarah. A velha sorriu e os deixou entrar.

- Eu pensei que nunca mais fosse vê-la em meu recinto! – Disse Aurora.

- Preciso muito conversar com a senhora! – Pediu Elizabeth.

Aurora encarou Sarah e Toni e sorriu.

- Aceitam um pouco de chá? – Perguntou a velha.

- Não, o que quero mesmo é conversar com a senhora sobre aquela nossa última conversa! – Disse Elizabeth.

- Parecia bem decidida menina, o que deu errado? – Questionou Aurora.

- Eu não consegui e preciso que me ajude! – Pediu Elizabeth.

 

De volta ao castelo....

Albert Blumm entrou e encontrou Vera Lúcia parada na imensa escada e a luz do castiçal.

- Devia descansar um pouco! – Disse Albert.

- Desde que me transformei nesta pessoa que sou hoje, fica difícil dormir! – Disse Vera Lúcia.

- E é isso mesmo que você quer para a sua vida? – Questiona Albert.

- Eu preferia ter uma vida pacata, mas acabei me envolvendo demais. Em uma outra época eu queria muito lhe destruir. – Disse a ex beata.

- Eu sei o quanto pensou mal de mim, estava certa em determinado momento, nunca fui sempre mocinho ou sempre vilão. – Disse Albert.

- Não precisa se explicar para mim, estou bem diante de você e não represento ameaça alguma! – Disse Vera Lúcia.

- Quero que me prometa uma coisa! – Disse Albert.

- O que quer que eu prometa?

- Eu quero que proteja esta casa com tudo que deve ser feito e não pense em mim.... Eu não vou entrar no castelo quando estiver lutando! – Disse Albert.

- O que?

 

Continua...

Capítulo 9 - A coragem que existe em mim


Elizabeth havia adormecido e quando abriu seus olhos percebeu que havia algo estranho acontecendo. Ela levantou-se e caminhou pelos corredores imensos do castelo.

- Albert? – Chamou Elizabeth.

- Durante muito tempo eu quis dar o meu amor a você e agora não quero mais e mesmo que implorasse de joelhos! – Disse Penélope em voz alta.

- Você não precisa fazer isso, não vai ganhar nada com tudo isso! – Disse Albert.

- Esta é a parte em que se engana.... O seu grande amor vale muito e você sabe bem do que estou falando! – Disse Penélope.

- Eu não vou deixar...

- O que? Não vai deixar o que?

- Chegar perto da Elizabeth!

- Você não estará aqui para saber do final dessa história! – Disse Penélope atacando Albert. Ela usou uma velocidade que o surpreendeu segundos antes de ter a sua garganta corta. O corpo do vampiro começou a incendiar e virou cinzas. Os olhos de Penélope estavam vermelhos de fúria e glória.

- Albert! – Gritou Elizabeth despertando. Albert estava em pé perto da janela e olhava para sua amada.

- Foi só um sonho! – Disse Albert.

- Eu vi.... Vi de alguma maneira o que vai acontecer e não posso ficar parada sem fazer nada! – Disse Elizabeth.

- Eu prometo que esse pesadelo vai acabar e não vai demorar...

- Albert.... Eu amo você! – Disse Elizabeth.

- Eu também te amo. E dói só de pensar que um dia não estarei por perto. – Disse o vampiro.

- E eu não quero que isso aconteça. Não quero ficar fugindo para sempre...

- E não vai! – Garantiu Albert.

 

A sala do castelo estava escura, mas Vera Lúcia estava completamente acordada na velha poltrona. Sarah se juntou e segurava uma taça com uma bebida vermelha.

- Deveria dormir para renovar as suas forças! – Disse Sarah.

- Poucas horas de sono será o bastante! – Garantiu Vera.

- Eu tenho que confessar que a sua presença aqui é algo importante para o Toni. Eu não tenho que me intrometer, mas eu apoio os dois e quero que se entendam. – Disse Sarah.

- Nossa convivência está sendo melhor do que esperava...

- Estamos em uma situação de riscos e podemos sair dela sem nossas vidas.... Não precisa fazer isso! Eu devo tudo o que consegui ao Albert e faço isso pela Elizabeth. – Disse Sarah.

- Eu aprendi muito com tudo que me aconteceu, parece estranho e mesmo sendo aquela beata e sempre quis lutar contra os seres do mal. Eu sou o que sou e não tenho medo. Lutarei até o fim e não tenho medo. Confesso que detestava o Albert, mas o conheci melhor e vi que ele não era o vilão que sempre pensei...

- Obrigada por estar do nosso lado! – Disse Sarah.

- Pode contar comigo! – Disse Vera.

 

Albert encontrou Toni em outra sala mais reservada e os dois pareciam bem sérios.

- Eu sei que temos as nossas diferenças, nunca fui um amigo para você... – Dizia Toni.

- Se é amigo da Elizabeth, também é um amigo meu! – Respondeu Albert.

- Eu queria fazer um pedido e não tenho coragem para pedir a Sarah...

- Um pedido?

- Olha onde estamos agora, em um castelo no meio do nada e prestes a enfrentar uma vampira faminta de ódio por você e eu sou apenas um humano e eu quero ser mais que isso! – Disse Toni.

- Está me pedindo para ser um de nós? – Questiona Albert.

- É justo, não é? Você transformou a Sarah...

- Olha o que você me pede....

- Você tinha a Delilah como um braço direito e infelizmente ela se foi.... Aqui entre nós, perderemos essa batalha e somos apenas cinco! – Disse Toni.

- Eu preciso conversar com a Sarah! – Disse Albert.

- Eu já tomei a minha decisão! – Disse Toni abrindo a janela.

- O que está fazendo? – Questiona Albert.

- Se não posso me tornar um de vocês...

- Não faça uma besteira dessa.... Você tem que proteger a Elizabeth!

- Se eu não for um de vocês, jamais poderei proteger a Elizabeth! – Respondeu Toni.

- Você me convenceu! – Disse Albert Blumm mostrando seus dentes caninos.

 

Elizabeth Joane encontrava-se em seu quarto sozinha e tudo que mais queria naquele momento era concentração.

- Você precisa usar o seu instinto, Elizabeth! Vamos, coragem, força de vontade.... Você tem que ser o que você é! – Disse a moça confiante.

- O que você precisa é saber usar as suas forças, tirar o que tem de precioso pode ser fácil se não souber como usá-la! – Disse Aurora.

- Você é uma bruxa, não é?

- É claro que sou, mas não sou como a sua tia.... Eu já vi muitos como você perder a vida e você deve lutar. – Respondeu Aurora.

- Eu desconfiei de suas intenções no início, mas agora sei que está falando a verdade! – Disse Elizabeth.

- Sabe? As bruxas envelhecem e querem ser eternas. Eu tive uma época em que vivi um grande amor, mas infelizmente ele morreu na guerra e outro ponto importante é que não era como eu.... Precisa traçar um plano para que o bem vença o mal! – Disse Aurora.

- Eu tenho que usar as minhas forças! – Disse Elizabeth.

- Se quiser viver com o amor da sua vida, deve usar toda a sua força! – Disse Aurora.

 

Enquanto isso no castelo...

Toni surgiu diante de Sarah. Ele percebeu que sua mãe biológica acabara adormecendo na poltrona.

- Agora ela está repondo as suas forças.... Aconselhei a dormir um pouco. Estamos prestes a enfrentar algo que...

- Sarah!

- O que foi? Você está estranho! – Respondeu ela.

- É sobre isso que eu quero falar, sobre enfrentar... – Disse ele.

- Não!

- Eu precisava!

- Meu amor.... O que você fez?

- Agora eu não sou comum como os outros e eu preciso disso para lutar ao seu lado! – Disse Toni.

- Sua mãe vai ficar muito brava! – Disse Sarah.

- Eu tenho certeza que ela vai entender! – Respondeu Toni.

 

Na floresta

Sinval encontrou Penélope na cabana de Delilah e os dois trocaram beijos.

- Você é medíocre! – Disse Penélope.

- Vai me ofender? Eu sei que gostou quando seu corpo tocou no meu. – Disse Sinval.

- Eu só quero que essa história termine logo de uma vez.... Olha esse casebre da minha irmãzinha....

- Ela era bem atraente...

- Delilah está morta! E amanhã será Albert e sua trupe! – Disse Penélope.

- Eu gosto disso!

- Demetéris deu alguma notícia? – Questiona a vampira.

- Não disse nada! – Respondeu Sinval.

Ouviu-se um barulho do lado de fora e os dois ficaram surpresos com a chegada de alguém.

- O que? – Questiona Penélope.

 

Continua...


Capítulo 10 - Não importa o quanto dure


Fanfic / Fanfiction Fugindo com um Vampiro - Não importa o quanto dure


Penélope e Sinval foram surpreendidos por uma visita inesperada enquanto estavam sozinhos na cabana.

- Você? Mas que diabos está fazendo aqui? – Questiona Penélope.

- Como passou pelos meus homens? – Questionou Sinval.

- Estão surpresos com a minha audácia? – Questionou a mulher.

- Fale logo de uma vez... O que quer? – Questiona Penélope impaciente.

- Eu tenho algo que vocês nem imaginam! – Respondeu a mulher.

- O que será que ela tem? – Cochichou Sinval.

- É o que vamos descobrir! – Afirmou a vampira. Seus olhos ficaram avermelhados diante daquela situação.

 

Na floresta não muito distante dali.... Demetéris seguia em um caminho perigoso. Estradas curtas a beira do abismo parecidas com os lugares próximos ao castelo do Drácula. O cavalo relinchou e a carruagem parou.

- O que será que está acontecendo? – Questionou Demetéris impaciente.

Ela ouviu gargalhadas e desceu de sua carruagem. Havia uma mulher impedindo a passagem. Usava uma capa preta com capuz.

- O que aconteceu? Eu tenho a resposta. Chegou ao seu destino! – Respondeu a mulher.

- Este cheiro horroroso me parece familiar, como eu poderia me esquecer? Aurora! Como ousa atrapalhar a minha viagem? – Questiona Demetéris.

- Você achou mesmo que seria fácil? Eu sinto muito em ter que lhe decepcionar....

- Saia do meu caminho! – Exige Demetéris.

- A que ponto chegamos? Eu até tentei esquecer o que você me fez no passado, mas quando descobri o que estava tramando, não pensei duas vezes e é a minha vez de dar o troco.... Só que definitivo! – Disse Aurora.

- Não ouse me pleitear! – Avisou Demetéris.

- Está duvidando do que sou capaz?

- Já te derrotei uma vez, mas cometi o erro de ter deixado você viva....

- Sinto muito, não haverá outra chance! – Disse Aurora lançando um feitiço em Demetéris. Ela tentou se defender, mas já era tarde demais.

Demetéris parecia ter congelado, mas o olhar parecia vivo e furioso. Aurora se aproximou e abriu um sorriso.

- Eu sempre trabalhei minuciosamente para isso e tenho que admitir. É sensacional! – Disse Aurora com um golpe decepando a cabeça de Demetéris.

 

De volta a cabana...

Penélope ficou completamente boquiaberta quando viu Aurora retirando a cabeça de Demetéris de uma sacola.

- Minha nossa! – Disse Sinval com medo.

- É uma lástima ter que arruinar todo o plano de vocês, mas consegui acabar com mais de vinte homens só para entrar nesse casebre, o que esperam daqui para frente? – Questiona Aurora.

- Eu proponho uma aliança! – Disse Sinval.

O caçador fora golpeado com uma adaga em sua cabeça e Penélope desapareceu

- Fugiu a desgraçada.... Mas é desse jeito que o jogo fica mais atrativo! – Disse Aurora satisfeita.

 

No castelo do Drácula...

Vera Lúcia usou todo o seu alho para espalhar pelo castelo. Ela tinha uma expressão preocupante, mas tentava se manter firme.

- Eu jurei para mim mesma que farei de tudo para proteger o meu filho e a Elizabeth! – Disse ela segurando uma estaca e um crucifixo.

Em outra sala estava Sarah Toledo e seu Amado Toni. Os dois se beijam com tanta paixão.

- Eu não sei como a sua mão vai reagir quando descobrir que você agora é um de nós! – Disse Sarah.

- Ela vai ter que entender e agora nada pode nos impedir de ficar juntos para sempre! – Disse Toni.

- Deve saber que não existe para sempre.... Eu perdi a maioria dos meus amigos e o sempre parece um futuro solitário. – Disse Sarah.

- Prometo que nunca a deixarei sozinha! – Disse Toni.

Os dois se beijam.

 

Elizabeth Joane continuava concentrada em seu quarto. A porta estava trancada e não queria ser interrompida.

- Vamos, você consegue! – Dizia ela tentando se transformar.

Ela tentava se esforçar ao máximo para se transformar em um unicórnio. – Preciso aprender a me controlar, a usar a minha força e eu sei que posso!

Ela lembrou das palavras de Aurora.

- Se a criatura puder ter o total controle de seus poderes, ela vai muito longe e ninguém conseguirá detê-lo. – Disse Aurora.

- Eu acho que não sou capaz...

- Parece que não, mas devia tentar... O unicórnio é uma criatura tão mágica! – Disse a bruxa.

Os olhos de Elizabeth mudaram de cor.

 

Albert Blumm estava na biblioteca e aguardava o chamado de Elizabeth. Ele sabia das tentativas de sua amada e optou em simplesmente esperar. A lua agora podia ser vista da janela e estava completamente vermelha.

- Albert! – Disse Penélope surgindo diante do vampiro.

- Eu sabia! Sabia que chegaria a qualquer momento! – Respondeu Albert.

- Você viu como a lua está esplêndida hoje? Sabia que quando ela está cada vez mais vermelha, eu fico cada vez mais forte. – Disse Penélope orgulhosa.

- Eu nunca tive medo de você...

- Ah, é? Você poderia ter facilitado e eu mesmo acabaria com esse tormento naquela cidade em que você se escondeu...

- Acha mesmo que estou facilitando mesmo para você?

- Conversa fiada, a Delilah virou cinzas e esse será o seu destino também! – Disse Penélope.

- Por que tanto ódio no seu coração? – Questionou Albert.

Penélope gargalhou.

HAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAAHAHAHHAHHAHAAHAHAHA.

- E desde quando você tem um coração, Albert? Você nunca foi o mocinho dessa história. Falando assim, parece que não tem um passado obscuro. Você é igual a mim! – Disse a vampira.

- Eu jamais serei como você! – Alegou ele.

- Bem, essa história poderia ter tido outro final, você do meu lado e poderíamos ser infelizes para todo sempre, mas você preferiu o pônei de chifres! – Disse Penélope.

- É a sua última chance de ir embora! – Disse Albert.

 

Aurora entrou no quarto de Elizabeth e se deparou com o unicórnio lhe encarando.

- Eternidade! – Disse Aurora com os olhos brilhando.

O unicórnio encarava a bruxa com muita fúria.

- Calma, não vou te machucar.... Eu prometo! – Disse Aurora pegando a sua adaga.

Sarah e Toni entraram no mesmo momento e ficaram diante da bruxa.

- Não ouse dar mais um passo! – Exigiu Sarah.

- Vamos acabar com ela agora! – Disse Toni.

- Eu vou contar de um até três e os dois vão simplesmente virar pó! – Afirmou Aurora.

Sarah e Toni trocaram olhares.

- Um... Dois... – Contava a bruxa.

Antes de chegar ao número três. O unicórnio usou o seu chifre contra a bruxa e acerto bem em seu coração. Aurora gritou e seu corpo começou a pegar fogo. Sarah e Toni estavam abraçados. A bruxa havia morrido e a criatura mágica já não estava mais no quarto.

 

Penélope estava mais forte com a força da lua e suas mãos tentavam esganar Albert. Ele estava sentindo bastante diante sua luta com a vampira.

- Eu sinto a sua derrota e isso é muito bom! – Disse Penélope.

Albert não conseguia falar e seus olhos estavam pressionados de dor. Penélope sorria por estar com vantagem. Vera Lúcia se aproximou cautelosa e em um surto de adrenalina enfiou uma estaca na vampira.

- MORRE! – Gritou Vera Lúcia.

Penélope caiu e Albert se recuperou. A estaca estava na vampira, mas ela tentou tirar.... Albert apressou-se e sorriu para ela antes de perfurar totalmente o peito de sua ex.

- Desgraçado! – Gritou Penélope.

- Isso é o seu fim! – Disse Albert aliviado.

O corpo de Penélope virou cinzas em poucos segundos. Vera Lúcia vibrou ao lado de Albert Blumm.

 

Enquanto isso... O unicórnio percorria a floresta durante a noite de lua vermelha.

 

Algum tempo depois...

 

Vera Lúcia retornou a sua cidade de Boas Lembranças e fora recebida por seu irmão Eurico.

- Eu estava morrendo de saudades! – Disse ele.

- Estou de volta meu irmão e para ficar! – Respondeu ela.

- Vejo que está tão diferente! – Disse Eurico.

- Eu sou uma nova pessoa e graças a Deus aquela beata louca ficou no passado, para sempre! – Garantiu Vera Lúcia.

Os dois se abraçaram.

 

E em um lugar muito distante dali....

Elizabeth Joane estava feliz e ao seu lado estava o amor de sua vida.

- Albert Blumm! – Disse ela.

- Você me perdoa? – Pergunta ele.

- Mas perdoar por qual motivo? – Questiona Elizabeth.

- Você sabe que meu passado foi terrível e por você eu me tornei algo melhor. Eu fiz coisas terríveis. – Disse Albert.

- Você já justificou os seus erros e não quero mais voltar a falar sobre isso. Não precisamos mais fugir e nem precisamos falar do passado. Se eu pudesse voltar, eu teria salvo os meus pais, mas infelizmente não posso. – Disse Elizabeth.

- Chegou uma carta da Sarah e do Toni...

- Imagino que os dois agora estão felizes, fico aliviada em saber e tem o Heitor que reencontrou o seu reino. – Disse Elizabeth.

- E eu encontrei você e amo você todos os dias...

- E eu amo muito você! – Disse Elizabeth.

- Eu disse que iria sempre te proteger e estou cumprindo a minha promessa! – Disse Albert.

Os dois se beijaram.

 

Sim, Elizabeth Joanne e Albert Blumm encontram a felicidade e esse amor é para sempre. Não importa o quanto dure.

 

FIM




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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