História Atração Perigosa

 


Sinopse:
Mara estava magoada com Alex, e no fundo... A jovem de apenas dezoito anos tinha total razão. Alex tinha lhe traído com Carmín e isso... Isso era imperdoável. Alex poderia fazer qualquer coisa, mas traí-la com sua pior inimiga era o limite. Querendo se vingar do ex-namorado, a jovem decide convidar Antônio – pai de Alex – para ser seu novo representante. O homem, querendo cada vez mais dinheiro, obviamente aceita... Porém, ele não imaginava que se aproximar da ex-namorada do filho fosse lhe render outros frutos além do campo profissional. Uma relação proibida pode surgir e uma atração perigosa poderá colocar em risco o futuro da tão sonhada “família perfeita” idealizada por Antônio. Será que ele se renderia aos encantos de Mara ou a frustraria como seu filho já o havia feito?




Capítulo 1 - Atração  

Perigosa


Fanfic / Fanfiction Atração Perigosa - Atração Perigosa

Mara se encontrava a caminho da casa de Alex para ter uma reunião com Antônio Gutiérrez, pai do rapaz. Antônio havia sido contratado pela jovem para ser seu mais novo representante juntamente a plataforma Laix. A verdade é que a garota somente havia contratado o advogado pelo simples fato de querer se vingar de seu ex-namorado. A raiva que ela estava sentindo por ter sido traída por ele era enorme e agora... Ela iria até o fim para acabar de vez com a carreira do rapaz.

Já na frente da casa de Alex, a garota aperta a campainha e engole a seco ao ver o rapaz abrir a porta. – O que faz aqui?

- Boa tarde pra você também. – A jovem fala ironicamente e entra sem nem ao menos pedir licença. Rindo, Mara passa por Alex e vai direto ao sofá para deixar sua bolsa. Assim que vira seu rosto, suspira pesadamente ao ver Carmín. – Interrompo? –  A raiva de ver sua rival ali era muito grande. Como Alex poderia ter sido capaz de lhe trair com sua pior inimiga? Ele sempre soube que as duas nunca se deram bem... Como teve a audácia de lhe trair daquela forma com ela? Agora, Mara dava total razão para as palavras de Antônio na época em que ele queria que o casal se separasse. Se tivesse terminado tudo com o rapaz naquele momento, com certeza não estaria sofrendo agora. Sim, Mara havia realmente se apaixonado por Alex e doía demais saber que não era correspondida. Doía saber que o garoto jamais havia gostado dela. E o pior de tudo: Doía muito mais saber que tinha sido trocada por Carmín, a garota a qual ela odiava com todas as suas forças.

- Mara! Que bom que chegou. Já terminei o contrato, só preciso que assine. – Antônio fala interrompendo o momento tenso que claramente já se havia instaurado. O homem se aproxima da jovem e a cumprimenta com um beijo no rosto, o que não passa despercebido por Alex e Carmín que estavam parados ali os observando.

- Que... Que contrato? – Alex pergunta confuso. Ele não fazia a menor ideia do que seu pai estava falando e muito menos do porquê Mara estava ali.

- Ah... Você não sabia? Seu pai vai ser meu novo representante. – Mara fala sorridente e se aproxima ainda mais de Antônio.

- O que? Como assim... O meu pai vai ser seu novo representante?

- É exatamente isso que ouviu, Alex. Seu pai e eu a partir de agora... Seremos uma equipe invencível. – A jovem fala enquanto toca Antônio nos ombros. Seus olhares se cruzam e Mara não consegue evitar um sorriso ao encarar os olhos claros do pai de Alex.

- Olha... Se isso for uma piada, não tem a menor graça, sabiam?

- Não, Alex. Felizmente, não é uma piada. É a mais pura verdade. Seu pai vem demonstrando que é um excelente representante. E ao contrário de você... Eu sei escolher o que é melhor pra mim. – A garota elogia Antônio que sorri e a encara.

- Tenho certeza de que nós três juntos poderemos fazer muito sucesso.

- Qual a parte de que não quero que seja meu representante, você não entendeu? – Alex fala irritado. Mara o encara incrédula. Como ele conseguia falar assim com o próprio pai?

- Pensei que tinha mudado de opinião.

- Não. Essa é a minha decisão final. – O rapaz afirma ao mesmo tempo em que Paula aparece na sala.

- Tudo bem?

- Sim, claro. Tudo bem, mamãe. Eu só estava relembrando o papai que a nossa relação profissional acabou. – Alex fala ironicamente.

- Filho, por favor... Não tome decisões precipitadas. Você assinou vários contratos e tem que os cumprir.

- A mesma coisa me disse Marcos...

- Eu só quero te ajudar... – Antônio o interrompe.

- E eu só quero que me deixe em paz. – Irritado, Alex fala e sai para seu quarto enquanto Mara encara Antônio ainda chocada com a “discussão” que havia presenciado.

- O que tá fazendo aqui? – Paula pergunta encarando a jovem muito próxima de seu marido.

- Vim visitar meu novo representante.

- O que?

- O contrato está aqui. Se quiser, podemos ler juntos antes de assinar.

- Eu adoraria. – A jovem fala novamente tocando Antônio, para o desagrado de Paula que observava a proximidade dos dois. Carmín decide ir treinar no pátio com a mulher=er para deixar o “casal” sozinho. Até porque, a garota já estava cansada de discutir com Mara e não queria arrumar mais uma confusão na casa da mãe de seu ex-namorado. Paula estava sendo muito legal com ela. Haviam se tornado grandes amigas.

[...]

Enquanto lia o contrato ao lado de Antônio, Mara não conseguia parar de pensar em Alex e Carmín. Até quando ela teria que aguentar ver os dois juntos, esfregando que se gostavam bem na cara dela? Poderiam não estar juntos agora, mas ela tinha certeza de que isso era somente uma questão de tempo. E doía pensar que teria que ver o casal pra lá e pra cá juntos, de mãos dadas enquanto ela sofria por um amor não correspondido. – Mara... Tem alguma clausula que deseja mudar? – Antônio pergunta para a jovem que não estava prestando atenção em nada. – Mara? Está me ouvindo? – O homem fala tocando na perna da jovem, o que a faz sair de seus pensamentos e encarar Antônio.

- Ér... Perdão... O que você falou?

- Eu perguntei se tem alguma clausula no contrato que você deseja mudar.

- Desculpa, Antônio. Eu... Eu não estava prestando atenção.

- Eu notei. Mas... Estava pensando em que? – O homem fala deixando o contrato ao seu lado no sofá, e focando seu olhar em Mara.

- Em tudo o que eu sofri e ainda sofro por causa do seu filho. – A jovem confessa com lágrimas nos olhos. – Sabe... Eu realmente me apaixonei por ele. – Antônio escuta as palavras da garota e engole a seco. – E... Eu acreditei que ele poderia me amar de verdade também, mas... Ele sempre gostou da Carmín. E eu só fui mais uma na vida dele.

- Não fala assim, Mara

- E como quer que eu fale? Seu filho me machucou muito, Antônio. Ele... Ele traiu a minha confiança. Me fez de idiota. Eu fiquei sabendo da traição dele através de um vídeo. Tem noção disso? Ele... Ele acabou comigo. De todas as formas. – A jovem fala com lágrimas nos olhos.

- Você é muito jovem. Tem a vida toda pela frente. Tenho certeza de que vai encontrar alguém a sua altura. – Antônio fala enquanto pega as mãos de Mara e as entrelaça nas suas. A jovem o encara e dá um meio sorriso.

- Eu queria muito que o Alex fosse como você.

- Como eu?

- Sim. Atencioso, carinhoso, gentil... Uma pessoa que realmente se preocupa com o nosso bem estar e o nosso futuro. – Mara fala se aproximando mais de Antônio que engole a seco. – Sabe que... Olhando pra você agora... É um homem muito bonito.

- Ér... Obrigado. Muito obrigado. – Antônio fala sem jeito diante do olhar que Mara lhe dirigia.

- Eu acho que... Eu já encontrei um homem à minha altura. – Dizendo isso, Mara aproxima seu rosto do de Antônio e sela seus lábios com os dele. Era uma completa loucura o que ela estava fazendo, porém, a jovem não havia conseguido resistir a tentação de beijar os lábios do pai de seu ex-namorado. Agora mais do que nunca... A atração perigosa estava selada. De uma forma a qual não se podia mais voltar atrás.


Capítulo 2 - Um Like

 e Um Flagra


Fanfic / Fanfiction Atração Perigosa - Um Like e Um Flagra

Mara continuava pressionando sua boca contra a de Antônio, mesmo sem o homem corresponder. Era uma loucura o que estava acontecendo. Antônio jamais havia imaginado que estaria beijando a ex-namorada do filho. Tudo bem, ele não podia negar que sentia uma certa atração pela garota e que esse havia sido o motivo dele querer tanto que Alex terminasse sem relacionamento com ela. Sim, Antônio Gutiérrez nutria secretamente um desejo pela jovem rainha do Laix, porém, nunca havia tido coragem de confessar. Até porque ele sabia que a garota era apaixonada por seu filho. E não queria correr o risco de ser descoberto em mais uma de suas mentiras. Por sua vez, Mara também não era nenhuma santa. A jovem estava disposta a tudo para se vingar e nada melhor do que seduzir o pai de seu ex para obter finalmente seu triunfo sobre o rapaz e também sobre Carmin e Paula. A mãe de Alex sempre lhe tratou mal e agora... Agora estava na hora de pagar pelo que havia lhe feito.

- Mara... Es... Espera. – Antônio fala tentando se afastar, porém, a vontade de ceder e beijar a garota era maior que tudo. O homem então entreabre a boca e começa a corresponder o beijo, o que surpreende Mara. A garota jamais havia imaginado que seria correspondida. Antônio puxa a garota para mais perto e intensifica o beijo, fazendo Mara gemer contra sua boca. Gutiérrez pede passagem com a língua e prontamente é atendido. Mara passa os braços pelo pescoço do homem e suspira contra sua boca. Jamais havia sido beijada daquela forma. Com tanto desejo e paixão. Alex jamais tinha lhe beijado daquele jeito e isso era o que mais a irritava. Seu namorado que deveria beijá-la daquela forma, jamais havia sido capaz de fazer enquanto o homem que não era nada seu... Estava lhe surpreendendo.

A falta de ar se faz presente e o casal se separa. Extremamente ofegante, Mara levanta do sofá e encara Antônio um pouco atônita com o que havia acontecido. De fato, havia sido um impulso da jovem. Porém, não podia negar que tinha sido muito bom. E agora, mais do que nunca ela tinha certeza do que queria fazer para se vingar. Seduziria Antônio e acabaria de vez com a família Gutiérrez. – Desculpa, Antônio. Eu... Eu não sei o que me deu. Des... Desculpa. – Mara fala nervosa, fingindo estar mal por ter beijado o homem.

- Ér... Tudo bem. Vamos... – Antônio fala e suspira. – Vamos esquecer o que aconteceu. Foi... Foi algo de momento. Você... Você está sensível por tudo o que aconteceu. – O homem fala. Era óbvio que ele queria continuar a beijando, porém, precisava manter a pose de um homem “fiel”.

- Eu... Eu preciso ir. – Mara fala pegando sua bolsa no sofá. Quando vira novamente, seu corpo se choca com o de Antônio que também estava em pé. – Eu... Desculpa. – Nervosa, a jovem se afasta ao mesmo tempo em que Carmin e Paula entram.

- Tudo bem por aqui? – A mulher pergunta encarando Antônio. O homem engole a seco e força um sorriso.

- Sim, claro.

- Bom, eu... Eu preciso ir. Lembrei que tenho um compromisso muito importante agora. Ér... Antônio, nos vemos no Laix. Lá, terei mais tempo pra assinar o contrato. – A jovem fala e se despede do Gutiérrez.

Caminhando pelas ruas, Mara se sentia extremamente confusa. Tudo bem que ela havia beijado Antônio por impulso, mas não imaginava que iria gostar tanto do beijo. Jamais pensou que o pai de Alex beijasse tão bem. Era de um homem assim que ela precisava em sua vida. – Antônio Gutiérrez, você vai me ajudar a me vingar de todos os que me fizeram sofrer e que me humilharam. Em especial, sua querida família. – A garota fala para si mesma. Mara estava disposta a tudo para se vingar e agora tinha uma nova carta na manga. Antônio Gutiérrez. Ele seria seu alvo. Ele a ajudaria a se vingar.

[...]

Já era madrugada, quando Mara decidia levantar para tomar um copo de leite. A jovem não conseguia parar de pensar no beijo que havia trocado com Antônio. Apesar de agora se dar conta de que ele seria sua arma secreta para se vingar, a garota não podia negar que havia gostado muito do que havia acontecido. E Mara queria mais. Não somente por causa de seus planos, mas porque estava se sentindo muito atraída pelo homem e queria ir até o fim. As consequências de seus atos depois ela veria. Agora, ela só precisava seduzi-lo e se entregar a essa maluca atração que estava sentindo. Mara estava entrando em um terreno extremamente perigoso, porém, ela amava o perigo. E nada melhor do que tirar proveito de algo que a beneficiaria. Antônio era um homem bonito, beijava bem... Era carinhoso com ela e agora era seu mais novo representante. Ela podia muito bem se aproveitar da situação. E era isso o que iria fazer.

Após terminar seu copo de leite, a jovem volta para o quarto tendo plena certeza de que não iria conseguir dormir naquela noite. Já na casa dos Gutiérrez, a coisa não era muito diferente. Antônio não conseguia pregar o olho. Há tempos vinha escondendo sua atração por Mara e agora que ela havia lhe beijado, não saberia dizer se continuaria fingindo que não sentia nada. Ele já havia sido infiel diversas outras vezes, porém, agora era diferente. Mara era diferente. Pela primeira vez, o homem tinha medo do que poderia acontecer entre ele e a jovem. Mara era igual ou pior que ele e não media esforços para conseguir triunfar. Ele tinha até um certo medo do que a garota pudesse fazer. Mas... No fundo, ele sabia que estava disposto a tudo somente para beijá-la mais uma vez.

O dia finalmente amanhece e já no Laix, Mara arrumava suas coisas para a gravação de mais um vídeo. Havia tido algumas ideias e queria coloca-las em prática. Claro que iria esperar Antônio e Marcos chegarem para contar-lhe as ideia. A jovem tinha certeza de que os dois iriam adorar. Novamente, os pensamentos da garota recaem no beijo com Antônio. – Droga! Porque eu não consigo parar de pensar em você?

- Falando sozinha, Mara? – Antônio fala ao entrar na sala e ver a jovem sentada com um semblante pensativo.

- Ah... Ér... Não é nada demais, Antônio. Tudo bem? – A garota pergunta se aproximando do homem e lhe dando um beijo no rosto.

- Sim, tudo.

- E... Porque essa cara então?

- Não... Não dormi bem à noite. – O homem confessa encarando a jovem que sorri.

- Também tive o mesmo problema. E com certeza também é pelo mesmo motivo. Eu... Eu sei que parece uma loucura, mas... Eu não consigo parar de pensar em você e no nosso beijo. – A jovem fala dando às costas para Antônio. – Desculpa por falar isso, mas... Eu... Eu gostei muito do beijo.

- Eu também gostei. Demais. – Antônio fala se aproximando da garota que repentinamente se vira e o encara. Ambos estavam próximos demais. Seus corpos quase se tocavam. O calor que um emanava pro outro era surreal e muito gostoso. – Eu não consigo parar de pensar em você. – Antônio confessa enquanto acaricia o rosto de Mara que instantaneamente fecha os olhos. Ela nunca havia sido acariciada assim. Porque Alex nunca tinha lhe tratado daquela forma? Porque ele nunca a olhou da forma como seu pai a olhava? Porque tinha que ser Antônio ali e não ele?

- Antônio... Me... Me beija. – Mara pede ao abrir os olhos e se rendendo ao desejo de seus corpos, o homem cola sua boca na da jovem num beijo quente e intenso. Seus corpos se chocam e o calor aumenta. Mara corresponde de imediato ao beijo e estremece quando sua língua encontra a de Antônio. A jovem então sobe as mãos pelos braços do Gutiérrez e as repousa em seu pescoço. Cada vez mais entregue, Mara arranha a nuca de Antônio e recebe um gemido como resposta. Mara sente seu corpo pegar fogo ao ser prensada na parede. Seu corpo estava cada vez mais colado ao de Antônio e a jovem já conseguia sentir os sinais que aquele beijo intenso estava dando. Antônio estava começando a ficar excitado e isso a estava deixando louca. Alex jamais havia ficado assim com ela. Sim, o casal nunca havia transado. O motivo? Alex acreditava que era cedo demais para se entregarem daquela forma. Agora, Mara sentia cada vez mais raiva pelo ex e queria a todo custo se vingar. Alex não perderia por esperar. Sentindo falta de ar, Antônio separa sua boca da de Mara e passa a distribuir beijos pelo pescoço da garota que geme em seu ouvido.

- Você me deixa louco... Completamente louco. – O homem sussurra e volta a beijar os lábios da garota. Mas, o momento quente não dura muito. Ambos se assustam quando escutam aplausos logo atrás dele. Ao olharem, o casal arregala os olhos ao verem que Marcos Golden estava parado sorrindo maliciosamente enquanto os observava.

- Like para essa parceria. Ou será que... Seria um deslike por sua traição, Antônio Gutiérrez?

Capítulo 3 - Acordo 

Selado


Fanfic / Fanfiction Atração Perigosa - Acordo Selado

Mara e Antônio se entreolhavam ainda sem saber o que dizer a Marcos que os encarava com o olhar divertido e um sorriso malicioso no rosto. Era óbvio que o CEO do Laix iria querer algo em troca para não contar nada. Disso, eles tinham plena certeza. – Marcos, Ér... Não é nada do que você está pensando. A gente pode explicar e... – Antônio tenta falar, mas o homem faz um gesto para ele se calar.

- Stop, meu querido Antônio. Desse jeito você insulta minha inteligência. – O homem fala caminhando pela sala. – Eu sei muito bem o que meus olhos viram. Não preciso que me expliquem nada, porém... Posso ficar calado. Claro... Se eu puder contar com vocês para mais um plano Golden que pretendo colocar em ação.

- Que... Que plano? – Mara se pronuncia curiosa.

- Quero acabar de vez com os beyourslers. E vocês vão me ajudar. Claro... Se não quiserem que todos saibam sobre o... Segredinho de vocês. – Marcos fala sorrindo de orelha à orelha enquanto Mara e Antônio trocam olhares cúmplices.

- Eu aceito. – A jovem fala.

- Por onde começamos? – Antônio fala também aceitando a proposta de Marcos. O vilão então solta uma gargalhada e chama os dois para sua sala.

[...]

- Marcos, sua ideia é... É genial. Eu adorei. – Mara fala sorridente após escutar a proposta do homem.

- Eu tinha certeza de que essa ideia iria lhes interessar. Então... Temos um acordo selado?

- Temos um acordo selado. – A jovem fala sorrindo enquanto aperta a mão de Marcos. Antônio também sela o acordo e promete ajudar em tudo o que ele quisesse. Após a pequena reunião, Antônio decide convidar Mara para almoçar em sua casa. Ele sabia que não teria a aprovação de Paula, porém, precisava ainda acertar mais alguns detalhes com a garota sobre os próximos passos para acabar de vez com o Fundom.

- Você acha que fizemos bem em aceitar essa proposta do Marcos? – Mara pergunta enquanto caminha ao lado de Antônio.

- Claro que sim. A ideia que o Marcos teve é simplesmente maravilhosa. Como ele mesmo disse, uma ideia Golden 100%. Além do mais, se não aceitássemos... Correríamos o risco de nossa situação ser revelada em todas as mídias sociais. Eu não quero mais um escândalo na família. – O homem fala enquanto abre a porta do carro para Mara entrar.

- Eu também não quero me envolver em mais problemas. Já tenho coisas demais pra pensar. – A jovem fala entrando no carro. Antônio suspira e dá a volta para entrar no banco do motorista. – Espera... – Mara fala ao ver que Antônio começava a colocar o cinto de segurança.

- O que foi?

- Eu... Eu gostei muito do que aconteceu na minha sala. – A garota fala surpreendendo Antônio.

- Eu também gostei. Mas... Precisamos manter descrição, Mara. Ninguém mais pode saber do que aconteceu entre nós dois.

- Eu sei disso. Pode ficar tranquilo, da minha boca não vai sair absolutamente nada. – A garota fala sorrindo. Antônio acena positivamente com a cabeça e liga o carro. Cerca de quinze minutos depois, o casal acabava de chegar em casa para descontentamento de Paula.

- Antônio... O que ela tá fazendo aqui?

- Oi pra você também, Paula. – Mara responde ironicamente.

- A Mara vai almoçar com a gente. Eu mesmo a convidei. – O homem responde sorrindo, deixando a mulher visivelmente chateada.

- Espero que não faça nenhum escândalo então... Carmin virá almoçar conosco também. Eu mesma a convidei. – Paula fala fazendo o sorriso de Mara rapidamente se esvair de seu rosto.

- Não tenho problema algum com a sua... Aluna. Agora... Ela... Eu já não posso falar o mesmo.

- Vou terminar o almoço. Com licença... – Paula fala se afastando e indo para a cozinha. Antônio conduz Mara até o sofá e senta ao lado da jovem.

- Eu não suporto a sua mulher e essa amizade dela com a Carmin.

- Esquece isso, Mara. Carmin e Paula não são amigas.

- Ah não? Então como é que você explica ela aqui o tempo todo? Claro... Tá na cara que a sua esposa quer fazer a Carmin ficar com o Alex de novo. E ele tá adorando. – A jovem fala ao escutar risos vindo da porta de entrada da casa. Por ela, passam Alex e Carmin extremamente sorridentes.

- Mara... O que tá fazendo aqui? – Alex pergunta ao ver a jovem. Mara pensa em falar algo, porém, Antônio toca sua perna a fazendo se calar.

- Eu convidei Mara para almoçar com a gente. Como agora eu sou seu mais novo representante, acho que devemos nos conhecer melhor.

- Ah sim, claro. – Alex concorda desconfiado.

- Eu vou trocar de roupa... Se comportem, meninos. – Antônio fala se afastando. Mara encara Carmin com um sorriso falso.

- Espero que esteja gostando de passar boa parte dos seus dias aqui na casa do Alex... Porque isso vai acabar logo, logo.

- É uma ameaça?

- E se for?

- Eu não tenho medo de você, Mara. Nunca tive e não vai ser agora que eu terei.

- Pois é bom começar a mudar de opinião sobre mim, querida. Posso te surpreender. – Mara responde irritada. A garota levanta do sofá e segue para o banheiro. Antes de chegar no cômodo, algo faz a jovem parar e dar um passo para trás. Era Antônio que estava em seu quarto trocando de roupa. A porta estava entreaberta e dava para ter uma bela visão do interior do quarto e claro... De quem se encontrava nele. Mara se encontrava parada na porta olhando Gutiérrez começar a desabotoar a camisa que usava. Ele estava de costas para a porta e por isso não sabia que estava sendo observado pela jovem.

Por algum motivo, Mara não conseguia sair dali. Ela queria ir até o banheiro, porém, seus pés não a acompanhavam. O crescente desejo que a jovem começava a nutrir por Antônio estava lhe deixando louca. Ela queria somente se vingar de sua família e de Carmin, mas não podia negar que estava realmente desejando ficar com Antônio. Ele a tratava bem, com carinho... E seus beijos... Seus beijos eram quentes, intensos... Completamente diferentes dos que Alex lhe dava. A cada segundo que se passava, Mara tinha mais certeza de que Antônio era o homem ideal para ela. E não iria medir esforços para acabar de ver com o casamento dele e Paula. Pensando nisso, a jovem abre lentamente a porta e entra no quarto. Antônio ainda não havia sentido sua presença.

Sorrindo, Mara ergue uma de suas mãos e acaricia as costas do homem que instantaneamente se arrepia e se vira. Seus olhos se arregalam ao verem Mara o encarando com um olhar intenso e malicioso. – Mara...

- Shiii... Não fala nada. – A garota fala agora tocando o peito de Antônio que estremece. – Você é lindo. – Mara sussurra enquanto desce os olhos pelo corpo do homem.

- Ér... Alguém pode nos ver aqui. É melhor você voltar pra sala.

- Quer mesmo que eu volte? Hum? Pois... Não parece. – Mara fala sedutoramente enquanto cola seu corpo ao de Antônio.

- A Paula pode entrar e... E nos ver aqui. Não vai pegar bem pra mim. – O homem fala se afastando e indo fechar a porta do quarto.

- Ah... Vai dizer que nunca traiu a sua esposa? – Mara pergunta ironicamente e sorri quando Antônio fica calado. – Tá vendo? Uma traição a mais... Uma a menos... Não fará diferença.

- Eu sei, mas... Não podemos. Não aqui. – Antônio fala nervoso.

- É claro que podemos. Podemos fazer tudo o que queremos, Antônio. É só você se render... E aproveitar os prazeres que nós dois juntos podemos sentir. – Antônio escuta suas palavras ainda sem saber se era certo ou não continuar com aquilo. Ele queria... Só Deus sabe o quanto ele queria ficar com ela, porém, não podia correr o risco de ser descoberto. Já havia sido infiel outras vezes, mas agora era diferente. Mara era diferente e ele sabia disso. – Então, Antônio... O que você quer?



Capítulo 4 - Traindo sem  

Culpa




- Então, Antônio... O que você quer? – Mara pergunta surpreendendo o homem que engole a seco e a encara. Sem dizer nada, Antônio puxa a jovem para um beijo intenso e apaixonado. Mara corresponde no mesmo instante e geme contra a boca do homem que a aperta cada vez mais contra seu corpo. O fato de Antônio estar sem camisa deixa Mara ainda mais quente. Ela nunca o havia tocado daquela forma e sentir sua pele em sob dedos era extremamente delicioso. O beijo fica cada vez mais intenso. Ambos duelavam com suas línguas na busca de um vencedor. Antônio troca de posição e vira Mara para o lado em que estava a cama. O homem acaricia todo corpo da jovem que soltava pequenos gemidos em sua boca.

- Pai, o almoço está pronto. – Alex fala do corredor e o casal se separa rapidamente.

- Se esconde.

- Onde? – A garota fala nervosa. Antônio também se encontrava muito nervoso. Ele não podia sequer imaginar a confusão que iria dar se descobrissem seu envolvimento com Mara.

- Ali... Atrás da porta. – O homem fala e empurra levemente a jovem para trás da porta que em menos de um segundo é aberta por Alex. – Alex... Tá tudo bem?

- Eu que pergunto. O senhor tá estranho.

- Estranho? Eu? imagina, impressão sua.

- Tá, eu... Eu só vim avisar que o almoço está pronto. – Alex fala dando de ombros.

- Ah sim, eu já estou indo. – Antônio fala enquanto vestia uma camisa diferente da qual ele estava antes.

- Ér... Você viu a Mara?

- A Mara? Nã... Não, porque?

- É que ela falou que ia no banheiro, mas... Até agora não saiu de lá.

- Tá preocupado com ela é?

- Claro que não, pai. Sabe muito bem que minha relação com ela acabou. Aliás, nem deveria ter começado. Bom... Eu vou indo. Não demora.

- Eu já vou. – O homem fala e respira aliviado ao ver a porta se fechar e Mara sair detrás da mesma.

- Ui... Essa foi por pouco. – A jovem fala ironicamente.

- Você é louca.

- Mas bem que você gosta, não é mesmo? – Antônio não responde nada e a jovem sorri maliciosamente.

- Vai logo... Eu vou depois... – O homem fala e a garota acena positivamente.

- Te espero na mesa, meu amor. – Mara fala e rouba um selinho de Antônio que observa a jovem sair e sorri.

- Vai me enlouquecer desse jeito, garota. Rsrs. – Antônio fala e respira fundo terminando de se arrumar para voltar até a sala.

O almoço se iniciava tranquilo, porém, todos ali sabiam que aquela calmaria toda não iria muito longe. – Então, Carmín... Satisfeita por ter roubado o Alex de mim?

- O que? Eu não roubei o Alex de ninguém, Mara. Nós dois somos apenas amigos. Palavra que você não deve saber o que significa, não é mesmo?

- Cala a boca, Carmín. Eu não...

- Meninas, por favor... Vamos almoçar em paz, ok? – Antônio fala cortando a discussão das jovens que o encaram. Carmin respira fundo e volta a comer enquanto Mara continua o encarando.

- Isso não vai ficar assim, Carmín. Suas palavras vão ter consequências. – A jovem fala e volta a comer ao receber novamente mais um olhar de Antônio. O restante do almoço se passa em um completo silêncio. Ninguém ousava falar absolutamente nada. Carmín e Mara continuavam se fuzilando com o olhar, mas nenhuma das duas ousava falar algo. Por sorte, o almoço rapidamente terminou deixando somente Mara e Antônio em casa. Paula teria que sair com Carmín, pois as duas iriam fazer uma aula ao ar livre. Já Alex precisava ir para o Laix. Víctor não se encontrava em casa... Então, só havia sobrado o patriarca da família Gutiérrez na casa juntamente com a “rainha” do Laix. – Finalmente sozinhos. – A jovem fala se jogando no sofá enquanto observa Antônio sentar ao seu lado.

- Queria tanto assim ficar sozinha comigo?

- Claro que sim. Tem alguma dúvida? – Mara fala se ajeitando no sofá para se aproximar mais de Antônio. – Sabe que eu não suporto a Carmín. A Paula e o Alex então... Não suporto nem ouvir a voz deles. Tá, eu sei os dois são da sua família, mas... Eu não aguento. A sua esposa faz de tudo pra me afastar. Ela conseguiu me tirar o Alex e o jogar pra cima da Carmín, mas ela não vai me tirar você não. – A garota fala e se aproxima ainda mais do homem que engole a seco e desce o olhar para os lábios da jovem. – É uma pena que estamos só nos dois aqui sozinhos não acha?

- Não me provoca, Mara... Não sabe do que eu sou capaz. – O homem fala e acaricia o rosto da garota que fecha os olhos e morde os lábios.

- Me mostra do que você é capaz então... Tô louca pra provar... – Mara sussurra e beija Antônio. O homem corresponde, mas rapidamente se afasta. – O que foi?

- Precisamos trabalhar um pouco. Eu...

- Mas nós estamos trabalhando... No que nos dá prazer. – Dizendo isso, Mara levanta e puxa Antônio para um beijo intenso e cheio de paixão. O moreno sorri em meio ao beijo e agarra a garota pela cintura. Os papéis que ele tinha em uma das mãos caem ao chão e o homem aproveita para abraçar fortemente Mara. – Eu quero você. – A jovem sussurra contra a boca de Antônio que suspira.

- Mara... Tem certeza?

- Absoluta. Eu quero você. – Sem responde, Antônio ataca a boca de Mara novamente enquanto começa a caminhar com ela até a porta de seu quarto. Lá, ele prensa a jovem contra a mesma e segue a beijando de uma forma quente e excitante. Mara nunca havia sentido tanto prazer somente com poucos beijos e carícias em seu corpo. As mãos de Antônio estavam em todo lugar e isso a deixava em chamas. Com cuidado para não derrubar Mara, Antônio abre a porta e entra com a garota em seus braços. Ele fecha a porta e volta a prensar a jovem contra a mesma. Mara solta um gemido quando sente os lábios de Antônio em seu pescoço. Respondendo ao carinho do homem, Mara arranha a nuca do mesmo o deixando cada vez mais excitado.

- Mara...

- Shiii... Cala a boca, Antônio. Usa ela pra me dar prazer. – Dizendo isso, a jovem empurra o homem para a cama e volta para trancar a porta do quarto. Sem pudor algum, Mara começa a retirar a blusa a qual vestia. Antônio observava sem conseguir piscar. Aquilo tudo era uma loucura, porém, era a loucura mais insana e deliciosa que ele já havia experimentado. E ele iria até o fim. Após se livrar da camisa, Mara se inclina para retirar a saia que usava juntamente com sua bota. Sorrindo maliciosamente, a jovem caminha até a cama e se deita por cima de Antônio que a agarra automaticamente. Enquanto beija a garota, Antônio inverte as posições, ficando por cima da jovem que arqueava seu corpo contra o dele.

- Não sabe quanto tempo eu esperei por isso...

- Então não perca mais tempo. Me faça sua, Antônio. Aqui e agora. E eu não quero preliminares. Quero que vá direto ao ponto. Vai... Me torna sua... Agora... – A jovem fala e morde os lábios enquanto observa Antônio se despir. A boca de Mara salivava enquanto via o homem ficar completamente nu. Seus olhos descem até o membro de Antônio e a garota sorri maliciosamente. Mara o puxa para cima dela novamente e o casal inicia um beijo carregado de desejo. Antônio retira o sutiã da garota e acaricia os seios da mesma que solta gemidos de prazer com seus toques. – Antônio...

- Deixa eu te tocar... Por favor... – O homem pede e continua acariciando os seios da jovem que estremece de prazer enquanto sentia a boca do mesmo lhe dar leves mordidas no pescoço. Aquelas sensações eram deliciosas. Ela se sentia nas nuvens. Nunca havia sentido algo parecido. Obviamente, ela não era virgem, mas mesmo assim... Nenhum homem havia lhe dado aquele prazer que estava sentindo agora. Era algo diferente e extremamente delicioso. Antônio deixa o pescoço da garota e passa a distribuir beijos pelo colo da mesma até chegar em seus seios. Mara geme alto quando sente a boca do homem mordiscar seu seio direito. Meu Deus! Como aquilo era delicioso, a jovem pensava.

Rapidamente Antônio volta a distribuir beijos pelo corpo da garota e desce até chegar na calcinha de Mara que já se encontrava encharcada de excitação. – Ah Mara... – O homem sussurra e toca levemente a intimidade da garota por cima da calcinha fazendo a mesma soltar um alto gemido.

- Ahhh... Antônio... Por favor... – Gemendo, Mara pede para ele acabar com aquela tortura deliciosa pela qual ela estava passando. Sorrindo, Antônio retira a última peça de roupa do corpo de Mara e a observa de baixo para cima.

- Como você é linda. – O homem sussurra e a garota o puxa para cima para beijá-lo novamente enquanto Antônio se ajeita entre as pernas da mesma. Já devidamente protegido, o pai de Alex com uma das mãos, toca a intimidade de Mara que se contorce em baixo dele. – Molhada... Só pra mim... Vai me enlouquecer assim, garota... – O homem sussurra e começa a fazer alguns movimentos com os dedos no clitóris da jovem que geme contra sua boca. Ao mesmo tempo em que acariciava Mara tão intimamente com seus dedos, Antônio a penetra... Fazendo a garota morder sua boca por causa do susto e do prazer que estava sentindo. – Delícia... – Antônio sussurra contra a boca da garota sem se importar em ficar com os lábios marcados pelos dentes da jovem em baixo de seu corpo.

Com movimentos lentos e ritmados, Antônio se movia dentro de Mara enquanto a garota arranhava suas costas deixando várias marcas ali, o que o fazia sentir ainda mais prazer. Nunca pensou que transar com aquela garota fosse ser tão bom. Desde que a viu pela primeira vez, Antônio a quis para si, porém, nunca teve coragem de falar nada e a única coisa que fazia era tentar afastá-la dali, fazendo a cabeça de seu filho para terminar a relação que tinha com a jovem. Bom, ele conseguiu esse feito, mas não tinha conseguido tirá-la de sua cabeça, tanto é que agora estava ali... Com ela em seus braços e gemendo seu nome.

Antônio decide mudar de posição e vira a garota para deixa-la de costas para ele. O homem então cola seu corpo no da jovem e a penetra novamente, fazendo Mara ofegar e gemer ainda mais alto. Aquela posição era diferente e mais intensa. Fazia ambos sentirem melhor seus corpos colados um ao outro, sem contar que era uma delícia. Não demora muito para o casal sentir os espasmos de prazer passar por seus corpos, fazendo seus gemidos ecoarem por todo quarto. Respirando contra o pescoço de Mara, Antônio sussurra seu nome quando sente o orgasmo lhe atingir e sorri ao escutar seu próprio nome sair dos lábios da garota colada a ele.

Segundos depois, Antônio já se retirava de Mara e também retirava o preservativo que havia usado, o deixando no chão ao lado da cama. Ainda ofegante, o homem deita e puxa a garota para se aninhar em seu peito. – Uau! Isso foi... Foi maravilhoso. – Mara fala também com a respiração entrecortada.

- Sempre quis ter você assim... Nos meus braços. – Antônio confessa e aperta a jovem contra si.

- Sempre? – Mara pergunta afastando o rosto para encará-lo.

- Porque você acha que eu infernizei a vida do Alex pedindo pra ele terminar com você? Eu simplesmente não conseguia te ver nessa casa ou em qualquer outro lugar pra cima e pra baixo com ele, quando na verdade eu queria estar em seu lugar. – Antônio fala surpreendendo a jovem que sorri e recebe um carinho do homem. – Desde o primeiro momento em que te vi, fiquei encantado por você. Eu sabia que nunca poderia te ter e por isso achei melhor que o único jeito de afastar o que eu sentia fosse você se afastar do Alex.

- Mas não adiantou nada, não é mesmo?

- Não, não adiantou nada. E eu confesso agora que foi melhor assim. Ter você aqui é tudo o que eu mais queria. – Antônio fala puxando Mara para seus braços novamente, fazendo a garota sorrir e se sentir amada. De um jeito que ela nunca havia se sentido antes.

- Antônio... O que você acha de nos tornarmos amantes?

- Amantes? Bom... Considerando que já traímos Paula mesmo e eu não estou sentindo nenhuma culpa por isso... Por mim, tudo bem. Claro que podemos ser amantes. – O homem fala sorrindo e beija apaixonadamente Mara. Ele pede passagem com a língua e prontamente é atendido pela jovem que geme ao sentir suas línguas se unirem num beijo intenso e excitante. O clima esquenta novamente enquanto o casal se beijava e eles já se preparavam para se entregarem a mais uma rodada de desejo e prazer. Eles só não imaginavam que alguém estaria voltando para casa naquele exato momento. Será que o casal seria descoberto?



Capítulo 5 - Harta de Ti


Fanfic / Fanfiction Atração Perigosa - Harta de Ti

- Onde eu deixei meu celular? – Carmín fala entrando na casa de Antônio e começando a procurar o aparelho que havia esquecido ali antes de sair com Paula. Por sorte, no meio do caminho a jovem tinha percebido que seu celular não estava com ela e com a compreensão de Paula, voltou rapidamente para a casa pegar o mesmo. Enquanto caminhava pela sala tentando encontrar seu celular, Carmín escuta um barulho vindo de um dos quartos da casa. – Que barulho é esse? – A jovem sussurra para si mesma e começa a ir na direção de onde escutava os sons. Mais perto do corredor, a garota se dá conta de que não era um barulho qualquer mas sim gemidos. – O que é isso? – Assustada, porém, curiosa... Carmín caminha mais um pouco e para exatamente na frente da porta do quarto de Antônio. Um pouco receosa, a garota fica parada para tentar ouvir melhor.

- Eu sou louco por você, Mara. Completamente louco. – Antônio falava entre gemidos. Ao escutar essas palavras, Carmín arregala os olhos e abre a porta num movimento só e fica de boca aberta enquanto observa Mara e Antônio transando. Sem conseguir pronunciar uma palavra sequer, Carmín seguia petrificada encarando aquela cena com total nojo e abominação. Ela não conseguia acreditar que Antônio estava traindo Paula com Mara. Era surreal demais para assimilar. Antônio é o primeiro a perceber que tinha alguém no quarto e rapidamente empurra Mara que estava em cima de seu corpo. – Mara...

- Carmín? – A garota fala chocada encarando a inimiga que não conseguia nem ao menos piscar de tão atônita que se encontrava. – Ér... Não... Não é nada do que...

- Eu vi tudo, Mara. Não precisa dizer nada. – A jovem fala ironicamente e vira as costas para voltar até a sala.

- Antônio... O que... O que a gente faz? – Mara falava para o homem que não conseguia pronunciar absolutamente nada. Ele estava simplesmente perplexo por ter sido pego no flagra.

- Eu... Eu não sei mas, ninguém pode saber o que aconteceu aqui. Carmín vai ter que ficar quieta.

- E como é que a gente vai fazer isso?

- Eu não sei, Mara. Eu não sei. – Antônio fala levantando rapidamente para vestir sua roupa. Mara também faz a mesma coisa e em questão de minutos, o casal saía do quarto e se dirigia a sala para encarar Carmín.

- Ah... Achei que iriam continuar o que estavam fazendo. – Carmín fala novamente irônica, fazendo Mara revirar os olhos.

- Se você contar pra alguém... Vai se arrepender, garota. – Mara devolve irritada e nervosa.

- Se eu contar, vou me arrepender? Sério mesmo? E você vai fazer o que? Hã? Mara... Você não tem nenhuma carta na manga. Já eu... Eu tenho. Se eu contar pra Paula... Ela claramente vai acreditar em mim e não em você. Vocês dois estão perdidos. Já pensou o que os seguidores da MStyle diriam?

- A... A Paula não pode saber de nada, Carmín. Por... Por favor... Não... Não conta nada pra minha esposa.

- Minha esposa? Que moral você tem pra chamar a Paula de “minha esposa”? Antônio, você traiu a SUA ESPOSA com uma... Uma garota que tem idade pra ser sua filha e ainda por cima na casa dela. Na CAMA dela. Você não tem moral nenhuma pra vir me pedir pra não falar nada. Meu Deus! A Paula... A Paula vive falando de você pra mim. Que... Que apesar de todos os problemas, ela te ama... Que você é o amor da vida dela e... E você paga com isso? Vai saber com quantas mais você a traiu, não é mesmo?

- A... A Mara foi a primeira. – Antônio mente.

- Ah, faça-me um favor. Quem trai uma vez, trai sempre. Eu conheço tipos como você. Sempre dizem que é a primeira, mas no final... Descobre-se que existiam várias. - Carmín fala deixando Antônio sem ter o que responder.

- O que você quer pra não contar nada? – Mara fala após respira fundo.

- Eu poderia muito bem falar tudo. Agora mesmo. Porém, eu sei o sofrimento que isso causaria na Paula e no Alex. O Alex apesar de tudo, te adora Antônio. Eu não suporto chantagens, mas... Vocês não estão me dando escolha, então... A única coisa que eu quero é que deixem o pessoal do Fundom em paz.

- O que? Você não pode pedir isso.

- É claro que eu posso, Mara. Eu posso pedir qualquer coisa. Vocês não estão com moral alguma pra reclamar. Eu quero que vocês deixem o pessoal do Fundom em paz. Parem de postar provocações nas redes, simplesmente esqueçam que eles... Ou melhor, que nós existimos.

- Você sabe que o Marcos não vai aceitar algo assim. Ele... Ele quer destruir vocês. – Antônio fala.

- Vocês vão fazer ele desistir dessa ideia. Caso contrário... A sua família vai saber de tudo, Antônio. Vai me doer muito ver a decepção da Paula e do Alex, mas eles vão saber de tudo. – A jovem fala e vira as costas para sair da casa.

- Espera. – Antônio fala e se aproxima de Carmín. – Nós... Nós aceitamos a sua proposta. Eu não sei o que eu vou fazer pro Marcos desistir dessa ideia de acabar com o Fundom, mas... Nós iremos dar um jeito. – O homem fala pensativo e extremamente nervoso. Antônio não sabia o que fazer. Estava de mãos atadas. Se Carmín contasse algo, sua vida estava destruída. Sua família que já não andava bem... Agora então... Estaria quebrada e ele não queria isso. Não queria mais um escândalo em sua vida.

- Assim espero. – A garota fala respirando fundo. – Que decepção hein, Mara. Poderia ter escolhido alguém melhor. – Carmín diz virando as costas e indo embora dali, deixando o casal atônitos e sem saber o que fazer.

- Antônio, o que ela pediu é... É impossível. O Marcos jamais vai aceitar uma ideia dessas. Sabe muito bem que ele quer destruir o Fundom e...

- Ele vai ter que entender. De alguma forma ou de outra, ele vai ter que entender. A gente não pode correr o risco da Carmín contar tudo pra Paula.

- Ah claro... Vai defender a esposinha agora?

- Eu não tô defendendo ninguém, Mara. Mas... Pensa bem. Se todo mundo souber, a minha carreira vai estar no lixo. E a sua também.

- Ou não... As pessoas amam uma polêmica, Antônio.

- Melhor não arriscarmos. Eu... Eu vou pensar em alguma ideia pra acabar de vez com o plano do Marcos de destruir o Fundom.

- E... E nós dois? Como vamos ficar?

- Não vamos ficar. Mara... Eu não posso correr o risco de ser flagrado por mais alguém. Não... Não dá.

- Podemos nos ver as escondidas. Em algum lugar que ninguém conheça. Longe de todos. – Mara fala se aproximando de Antônio e o abraçando pelo pescoço.

- Mara...

- Ninguém mais vai saber. Eu juro... – A jovem sussurra antes de beijar o homem que não resiste e corresponde, claramente selando ali mais uma vez, uma traição.

[...]

Um mês havia se passado. Mara e Antônio tinham conseguido convencer Marcos a deixar o pessoal do Fundom em paz, porém, o CEO do Laix não estava nada contente em ver a plataforma rival crescer cada vez mais enquanto a sua... Caía cada vez mais. A raiva do homem era tanta que Marcos estava caçando qualquer motivo para acabar de vez com seus problemas. Sua ideia de comprar o Fundom ainda estava em pé... E ele sabia que iria conseguir isso mais cedo ou mais tarde. Só precisava de uma... Ajudinha do destino. E por falar em destino...

- Eu não acredito no que meus olhos estão vendo. Um like para mim e milhares de deslikes para você, Antônio Gutiérrez. – Marcos sussurrava enquanto tirava fotos e gravava Antônio em seu carro com outra mulher e não... Essa mulher não era Mara. – Agora sim... Eu tenho a minha arma secreta. Marcos Golden está mais vivo do que nunca. – O homem fala sorrindo e se afasta, voltando para o Laix.

- Marcos, pode me explicar o que é isso aqui? – Mara assim que o vê entrar em sua sala, começa a falar.

- Você não sabe o que é, minha cara Mara?

- É claro que eu sei, mas... Como... Como você fez isso? Como... Como ele pôde fazer isso comigo? – Mara fala visivelmente irritada. Seus olhos estavam marejados por terem visto o que ela jamais gostaria de ver. Antônio aos beijos e amassos com outra mulher em seu carro. Até poderia suportar Paula, até porque eles eram casados, mas... Outra mulher... Da mesma idade que ela era demais. No fundo, Mara sempre soube que não podia confiar em Antônio, porém, ela estava realmente encantada com ele. Diferente de Alex, Antônio lhe tratava com carinho, amor... Ele era muito carinhoso e parecia apaixonado. Talvez tenha sido isso que a fez cair de amores por ele. Sim, Mara havia se apaixonado por Antônio e vê-lo aos beijos com outra garota lhe machucava profundamente. A raiva de saber que também estava sendo traída era enorme e doía... Doía muito.

- Porque não pergunta a ele mesmo? – Marcos aponta para a porta e sorri ao ver Antônio entrar.

- Tudo bem por aqui?

- Desgraçado, cretino... Eu te odeio. Te odeio! – Mara fala partindo para cima do homem que não entende nada e tenta se defender dos tapas que a jovem lhe dava.

- O que houve? Mara... O que aconteceu?

- Aconteceu que... Quer saber? Não aconteceu nada... Mas vai acontecer agora mesmo. – Dizendo isso, a jovem pega sua bolsa e sai deixando Antônio confuso e Marcos gargalhando atrás de si.

- O que deu nela?

- Não faço a mínima ideia. Bom... Deve estar de TPM. Sabe como as mulheres são. – Marcos fala dando de ombros. Ele finge voltar a trabalhar, porém, quando Antônio sai de sua sala... Gargalha de alegria. – Finalmente minha vingança vai começar. Agora sim vou poder acabar de vez com os beyourslers.

[...]

“Olá, meus cookies. Como vocês estão? Bom... Já devem ter percebido que eu não estou nada bem. Eu... Eu... A verdade é que eu nem sei como falar isso a vocês. Enfim... Vamos lá. Ér... Há... Há cerca de um mês... Eu... Eu conheci uma pessoa e... E me envolvi com ela. Eu já a conhecia antes, pra ser mais exata. Essa pessoa... Esse homem... Era incrível, carinhoso... Apaixonado. Me fazia eu me sentir a mulher mais amada do mundo. Porém, ele tinha um problema. Era casado. Eu sei... Eu sei que vocês vão me julgar, vão me xingar... Sei que vou perder muitos dos meus cookies, mas... Quero que entendam que... Que eu me apaixonei. Eu me apaixonei de verdade por esse homem e ele... Como eu fui idiota. Ele me prometeu que iria se separar pra ficar comigo. Que me amava e que iria largar tudo pra sermos felizes juntos. Vocês sabem que eu vinha de uma relação muito conturbada com o Alex e bom... Eu não queria me envolver com mais ninguém, mas... Ele... Ele me conquistou de uma forma que eu não consegui dizer não. Eu me entreguei. Eu... Eu me apaixonei perdidamente, acreditando que finalmente tinha encontrado o amor da minha vida, mas eu estava enganada, meus cookies. Terrivelmente enganada. E sabem porque? Porque este homem nunca me amou. Ele nunca sentiu nada por mim. A única coisa que ele queria era me usar. Claro, eu sou jovem, bonita... Diferentemente dele que... Com o perdão da palavra, já é um velho. E tem idade para ser meu pai. Ele me traiu. Além de claro, trair sua própria esposa... Ele também teve a capacidade de trair a amante, que no caso era eu mesma. Não tenho orgulho do que fui, não pensem que foi fácil pra mim ter que aceitar me envolver numa relação assim, porém, eu estava apaixonada. Eu... Eu o amava e acreditava que ele iria largar tudo pra ficar comigo e no entanto... Ele me traiu. Vocês sabem que... Eu acabei me entregando a ele em sua própria casa, na cama que ele dividia com a esposa. Mas... Eu não tinha medo, eu não tinha receio. Eu o amava. E só queria ser feliz. Fui apunhalada pelas costas. Mas... Eu vou superar. Não é a primeira vez que sofro uma traição então... Vou passar por mais essa. Com a ajuda de vocês, claro. Eu... Eu precisava desabafar com vocês sobre minha situação. A minha verdadeira situação. E querem saber? Eu acho que estou fazendo um favor para a esposa dele e pro Alex, revelando quem Antônio Gutiérrez realmente é. Paula, peço que me perdoe de todo coração... Mas eu me apaixonei pelo seu marido. Eu me entreguei completamente e... O resultado está aí. Mais um coração que ele conseguiu quebrar”.

Finalizando o depoimento, Mara solta o vídeo que Marcos havia lhe enviado. Ela sabia que todos iriam ver e que Paula provavelmente surtaria, mas não estava nem aí. Ela havia se apaixonado e Antônio havia lhe traído. Todos daquela família lhe traíram e agora sofreriam as consequências.

[...]

- VOCÊ FICOU LOUCA? – Mara sente um forte puxão em seu braço e rapidamente é virada para encarar Antônio. O homem havia ido atrás dela e só tinha conseguido alcança-la quando a jovem já se encontrava pelas ruas perto do Laix. – O QUE... O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA, GAROTA?

- Me solta. Tá me machucando.

- É pra machucar mesmo. O que... Meu Deus! O que você fez?

- Eu fiz o que deveria ter feito há muito tempo. Desde o começo, Antônio... Meus planos eram estes. De destruir você e toda sua família. Eu... Eu queria me vingar do Alex e da Paula, mas... Quando a gente começou a se envolver, eu me apaixonei de verdade. Eu... Eu te amava e já não queria mais me vingar. O que tínhamos era muito especial e eu não queria acabar com tudo, mas depois do que eu vi... Como... Como você pôde me trair dessa forma? Como... Como pôde fazer isso comigo? Eu... Eu me entreguei a você e...

- Você me convenceu de continuarmos a sermos amantes. Você quis tudo isso e...

- Eu quis você. Eu quis ficar com você, porque eu estava gostando de você. Mas, você... Claro... Nunca sentiu nada por mim. Só me usou pra suprir o que claramente não tinha em casa. Vem cá, como é que a Paula ainda continua casada com você?

- É uma pergunta que também estou me fazendo. – Mara arregala os olhos e se vira rapidamente ao escutar a voz de Paula atrás de si. – Porque, Antônio? Porque?

- Eu... Paula, eu... Eu posso explicar. – Antônio fala, mas recebe um tapa de Paula.

- Eu sempre te amei... Sempre passei por cima de tudo pra ficar com você. Depois da mãe do Manuel, eu... Eu realmente acreditei que você estava feliz comigo. Que... Que me amava. Que o que tinha acontecido era somente uma diversão, algo de momento e... Eu me enganei. Você continuou sendo o mesmo cretino de sempre. O mesmo traidor. Além de me trair, ainda teve a cara de pau de trair a própria amante. Você definitivamente não tem escrúpulos. É um canalha.

- Paula, eu...

- Cala a boca. Porque agora quem fala aqui sou eu. Eu aceitei a sua primeira traição. Eu cedi... Eu... Eu fingi que nada tinha acontecido. E tudo pra que? Pra ser apunhalada pelas costas mais uma vez? Me diz, Antônio... Com quantas mais você me traiu? Hã? Duas, três... Dez?

- Paula, me deixa explicar...

- Agora não importa mais. Eu só vim aqui te avisar que na MINHA casa você não entra mais.

- O que? Aquela casa também é minha e...

- Acha que tem algum direito depois de tudo o que aconteceu? A casa é minha. Foi uma herança dos meus pais. Lá, você não vai mais colocar os pés. Nem ao menos pra pegar suas coisas.

- Você não pode fazer isso comigo, eu não...

- Não só posso, como eu já fiz. – A mulher fala limpando uma lágrima que havia caído de seus olhos. – Obrigado, Mara. Por ter aberto os meus olhos de uma vez por todas em relação a esse aí. Você também foi amante, também errou, mas claramente quem deveria se dar ao respeito era ele. Você só foi mais uma de suas vítimas. Espero que não caia novamente na lábia de homens como esse aí... Porque não vai te levar a lugar algum. – Paula fala se afastando enquanto Antônio encarava Mara.

- Satisfeita?

- Muito. Você mereceu. E ainda é pouco por tudo o que você fez.

- Eu estava mesmo gostando de você, Mara. Eu... Eu realmente iria me separar e...

- E continuar me traindo? Não, muito obrigada. Não preciso disso. Pode ficar com aquela garotinha. Se bem que agora... Nem ela vai querer ficar com você, não é mesmo? – Mara fala ironicamente e sorri vendo a expressão de raiva do pai de Alex. – Sabe de uma coisa, Antônio? Eu cansei de você. Eu estou farta de você. Vai procurar outra trouxa pra iludir... Isso é... Se mais alguém quiser ter alguma coisa com você, não? – Dizendo isso, Mara vira as costas e se afasta... Deixando Antônio perplexo e sem saber o que fazer. Havia perdido tudo. Dignidade, família, esposa, filhos... Havia perdido Mara. E ele sabia que dessa vez, não teria mais volta.

 

FIM.


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