Peruas de quinta 2.0

 

Sinopse:
A morte de um milionário causa uma mudança na vida de seus familiares e parentes. Clarice, a viúva e mãe de Cezar acaba se relacionando com Henrique. Ela ainda possui uma relação estranha com a governanta da casa, a ambiciosa Imprimida. Uma mulher que faz de tudo para conseguir o que quer, não medindo esforços em suas atitudes. Valquilene acaba sofrendo nas mãos da tirana, mas seu amor por Cezar faz com que ela tenha forças o suficiente para lutar pela felicidade.

Conheça os personagens principais

CLARICE
Recém-viúva, a perua já está disposta a dar um novo rumo para sua vida. Esconde um segredo e é chantageada pela própria empregada. Mãe de Cezar.

HENRIQUE
Um homem com bastante dinheiro que se envolve com Clarice. É pai da mimada Bianca.
VALQUILENE
Uma empregada super-carismática e que também é muito apaixonada. Vai se envolver com bastante confusão.

CEZAR
O filho de Clarice adora curtir a vida e seu hobbie predileto é a fotografia. Sua mãe o incentiva para casar com Bianca por acreditar que é um bom negócio.

BIANCA
A filha de Henrique. Apaixona-se completamente pelo filho de Clarice e faz de tudo para ficar com ele.

MELISSSA
No passado era conhecida como “Melissa Boca de Privada”. Hoje mora com sua melhor amiga e é dona de um caráter duvidoso.

VERINHA
Tinha um apelido de “Verinha Pão de Mel” e trabalhava com sua amiga Melissa. Hoje está prestes a dar uma reviravolta em sua vida.

IMPRIMIDA
Uma mulher que chantageia a própria patroa para se der bem.

ROBERTA CHANGED
Uma misteriosa mulher que chega causando caos na vida das inimigas.


Capítulo 1 - A gente nasce e depois morre


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - A gente nasce e depois morre


Cena 01 - Algumas horas antes na mansão...

A empregada Imprimida está varrendo a sala e colocando a sujeira para abaixo do tapete. Ela ouve passos e finge estar fazendo se trabalho.

- É o doutor Roberto! – Disse ela limpando.

Os passos cessaram e a empregada ficou observando aparecer alguém no alto da escadaria que dava para os quartos. Roberto havia parado em frente ao imenso espelho do corredor e estava dançando. Colocou o braço direito para frente e depois colocou o esquerdo. O direito tocou o esquerdo e depois o esquerdo tocou o braço direito.

Imprimida correu para a cozinha e abriu o pote de açúcar.

- Melhor facilitar para o patrão. Ele nunca consegue abrir o pote. – Disse Imprimida.

Roberto surgiu na sala e estava arrumando a gravata.

- Bom dia! A Clarice ainda não levantou? – Perguntou Roberto.

- O senhor não estava dormindo com ela? – Questiona a empregada. - Desculpe!

- Faz um tempinho que levantei... Imprimida! – Disse Roberto.

Ele pegou o pote de açúcar e acabou deixando cair no chão.

- Minha nossa senhora... – Gritou Imprimida.

- Deixou o pote aberto, Imprimida? – Questiona Roberto.

- Imagina doutor! Eu sempre fecho os potes de condimento! – Respondeu Imprimida.

- Tudo bem! Vou tomar o café no trabalho mesmo! – Disse ele saindo.

- Agora sobrou para mim que vou ter que limpar toda essa comida de formiga! – Reclamou a empregada.

 

Cena 02 – Apartamento de Verinha – Dia.

Verinha desliga o telefone e Melissa chega naquele momento carregando sacolas de supermercado. Verinha coloca o telefone de volta ao lugar.

- Estava falando com algum admirador? – Pergunta Melissa.

- Não Melissa... Era um amigo! – Disse Verinha.

Melissa coloca as sacolas sob a mesa e se aproxima da amiga para saber das novidades.

- Conte-me tudinho. Que amigo é esse? – Questiona Melissa.

- É só um amigo... Melissa. Ele está com uns probleminhas e precisava de uns conselhos! – Respondeu Verinha.

- Conselhos? É aquele ditado queridinha. Se conselho fosse bom à gente vendia. E o que a gente está precisando é dinheiro! – Disse Melissa.

- Por enquanto arrumei aquele trampo de tradução! – Respondeu Verinha.

- Tradução de livro hot? Aquilo lá é trabalho! – Responde Melissa.

- Pelo menos vai dar para pagar as contas dos próximos dois meses. Tudo seria diferente se você fosse rica né, Melissa? – Questiona Verinha.

- Se eu ganhasse na loteria. Eu partiria no dia seguinte no cruzeiro rumo ao caribe. Eu seria a Maria Escandalosa e encontraria o meu Ricardo a bordo e esperando por mim. Seria um Deus nos acuda! – Disse Melissa.

- Espero que a sorte bata na sua porta minha amiga! – Disse Verinha.

 

Cena 03 – Estrada – Dia.

Roberto está dirigindo rumo ao trabalho. O rádio está ligado e parece estar no intervalo comercial.

- Força! Coragem! É tudo o que você precisa! – Disse Roberto olhando diretamente para o próprio reflexo no retrovisor.

O locutor para de falar e começa a tocar uma música na rádio. Roberto aumenta o volume.

“Como uma Deusa... Você me mantém!” – Tocava na rádio.

- Força! Coragem! É tudo o que você precisa! – Repetia Roberto. A música terminou e iniciou outra.

Agora era “I Will Survive da cantora Gloria Gaynor”. – Minha música favorita! – Reagiu Roberto animado.

Oh no, not I! I will survive!
Oh, as long as I know how to love,
I know I'll stay alive!
I've got all my life to live.

 

O carro havia ultrapassado os limites da estrada, arrancou a proteção de madeira e caiu no abismo. Ocorrendo uma explosão em seguida.

 

Cena 04 – Mansão de Clarice – Tarde.

Imprimida está ao telefone e Clarice desce as escadas usando um roupão. A expressão é Imprimida é chocante.

- QUE CARA É ESSA CRIATURA? – Questiona Clarice.

- É melhor preparar o coração! – Disse Imprimida fazendo suspense.

- Diga logo mulher... Não me deixe curiosa! – Disse Clarice.

- A senhora tem certeza que está preparada para ouvir? – Pergunta Imprimida.

- Fale de uma vez! Fale de uma vez! – Exigiu Clarice.

- Espere um pouco! – Disse Imprimida tirando seu celular do avental. Ela seleciona um aplicativo de música e coloca “Total Eclipse Of The Heart” para tocar.

- O que significa isso? Está ficando louca? – Questiona Clarice.

A batida da música fica mais forte. Imprimida força um choro. Clarice arregala os olhos quase perdendo a paciência.

- O doutor Roberto bateu as botas! – Disse Imprimida.

- O que disse? – Pergunta Clarice.

- Bateu as botas! Morreu senhora! – Disse Imprimida desmaiando logo em seguida.

Clarice se aproxima do espelho e uma lágrima escorre do olho esquerdo.

- Então, fiquei viúva foi? – Pergunta a si mesma e sorri.

Clarice pega o vazo com água. Ela retira as flores e joga sob o rosto da empregada.

- ACORDA AGORA IMPRIMIDA E VÁ ESCOLHER UM VESTIDO ELEGANTE PARA O FUNERAL! – Disse Clarice.

Imprimida responde balançando a cabeça e levanta para atender ao pedido da patroa.

 

Cena 05 – Quarto de Clarice – Tarde.

Clarice entra em seu quarto e não esconde a felicidade após saber da morte do próprio marido.

- Já estava mesmo na hora. Olha o meu estado. Nunca mais havia me procurado na cama. A gente fica na seca e não cai nem uma gotinha. – Reclamou a viúva.

Ela tira o roupão e entra em sua banheira com sais minerais. Clarice começa a cantar.

“Eu tô livre, leve e solta e doida para beijar na boca...”.

Imprimida chega à porta e percebe que está entreaberta, a empregada entra e abre o closet da patroa.

- Eu também preciso de um vestido chiquérrimo para usar nesse tal de funeral! – Disse Imprimida.

Clarice sai do banho e flagra a empregada.

- O que está fazendo com os meus vestidos criatura? – Questiona Clarice.

- Dona Clarice! A senhora pediu para que escolhesse a sua roupa do velório! – Respondeu Imprimida.

- AH É! Havia esquecido completamente! – Respondeu Clarice sentando na cama.

- Dona Clarice! Eu não tenho roupa e gostei desse aqui! – Disse Imprimida com um vestido preto de bolinhas brancas em suas mãos.

- Esse vestido é francês! Pegue aquele basiquinho! – Pediu Clarice.

- Mas eu quero esse! – Respondeu Imprimida encarando a patroa.

- Tudo bem Imprimida! Pode ficar com ele mesmo porque já usei bastante e não fica bem para eu usar o mesmo vestido...

- Então, vou querer aquele azul ali e sei que a senhora nunca o usou! – Disse a empregada.

- Já estou farta Imprimida! Pegue logo o vestido e saia do meu quarto! – Exigiu Clarice.

 

Cena 06 – Mansão – Corredor.

Imprimida sai contente com os dois vestidos. Ela começa a fazer uma coreografia estranha.

- Ah Dona Clarice! A senhora não viu foi nada! – Afirmou a empregada.

Ela agora começou a cantar e dançar simultaneamente.

“Aserehe ra de re
De hebe tu de hebere seibiunouba mahabi
An de bugui an de buididipi”.

Imprimida chega até a sala e encontra Cezar. O rapaz parece atordoado porque acabara de receber a notícia.

- Onde está a mamãe? – Pergunta Cezar.

- A senhora Clarice está em seu quarto! Muito triste com a morte do seu pai...

Cezar não disse nada e subiu as escadas apressado.

- Se duvidar esse menino nem é filho do falecido! – Comentou Imprimida.

 

Cena 07 – Mansão – Quarto de Clarice.

Cezar bate na porta e entra após Clarice responder. Os dois se olham. Ela finge estar triste e o abraça.

- Meu filho... Seja forte viu! – Disse ela.

- Ainda não consigo acreditar que ele morreu! – Disse Cezar.

- Infelizmente a vida é assim meu filho. A gente nasce e depois morre. É preciso sentir a dor para aceitar. – Disse Clarice.

- Eu não sei, mas vou tentar de algum jeito! – Disse Cezar saindo aos prantos.

- É a vida meu filho! – Comentou Clarice sozinha no quarto.

 

Cena 08 – Apartamento de Verinha – Noite.

Verinha parece triste. Havia recebido a tarde a notícia da morte do amigo. Ela acendeu uma vela e fez uma oração pela alma do amigo.

- Que meu grande amigo agora esteja em paz! – Disse Verinha de joelhos.

Melissa acabara de entrar completamente alegre na sala e cantando.

“Como uma deusa você me mantém e as coisas que você me diz me levam além...”.

- Que cara de enterro é esse Verinha? – Questiona Melissa.

- Estou de luto Melissa! O meu amigo morreu! – Disse Verinha.

- Desculpa... É que hoje encontrei o amor da minha vida e a gente conversou tanto no bar. Estou muito apaixonada! – Disse Melissa.

- Podemos falar isso outra hora? – Pergunta Verinha.

 

 

Cena 08 – Funeral – Dia.

O caixão de Roberto está no centro da funerária e o lugar começa a ficar repleto de pessoas. Clarice recebe o carinho dos amigos da família.

- O Roberto era um homem muito honesto! – Disse Clarice.

- Meus sentimentos! – Disse uma velhinha.

- Meus pêsames! – Disse outra mulher.

Clarice vê Verinha chegando ao velório e vai à procura da empregada. Cezar continua recebendo a força dos amigos. Imprimida está se servindo de café e biscoitos.

- O que está fazendo criatura? – Pergunta Clarice.

- Comendo dona Clarice! Aceita um biscoito? – Pergunta Imprimida.

- Pode ao menos se comportar no velório do meu marido? Há conhecidos nesse lugar e você ainda está usando meu vestido. – Disse Clarice.

- Meu vestido! Estou belíssima! – Disse Imprimida sorrindo.

- Não importa! Olha quem está aqui! – Disse Clarice apontando para Verinha. – Não quero puta nesse funeral! Faça alguma coisa! – Exigiu ela.

Imprimida responde balançando a cabeça e caminhou em direção a Verinha.

- A senhora aceita um biscoito? – Pergunta Imprimida.

- Não, obrigada! – Respondeu Verinha. – Só quero me despedir do meu amigo!

Ela pegou o celular e abriu o aplicativo de música.

Oh no, not I! I will survive!
Oh, as long as I know how to love,
I know I'll stay alive!
I've got all my life to live.

A música começou a tocar diante do caixão do defunto. Clarice ouviu e ficou passada com a cena.

- Pode explicar o que significa esse circo no funeral do meu marido? – Questiona Clarice.

- Clarice! Essa é a música predileta do meu amigo e ele com certeza estão gostando dessa homenagem! – Disse Verinha.

- Não sabia que existia música no mundo dos pés juntos! – Disse Clarice.

Cezar se aproximou ao notar a confusão.

- O que está acontecendo aqui? Já esta na hora de levar o caixão para o túmulo! – Disse Cezar.

 

Cena 09 – Cemitério – Dia.

Todos caminham até o túmulo. Cezar e outros homens carregam o caixão. Clarice força o choro e sua empregada a acompanha.

- Meu estado emocional está muito abalado! – Disse Clarice.

O caixão de Roberto foi colocado na cova. Verinha jogou um pouco de terra e Clarice jogou rosas vermelhas.

- Vá com Deus meu amigo! – Disse Verinha.

- Já vai tarde! – Disse Clarice em pensamento.

Imprimida começou a chorar e se ajoelhou diante do túmulo.

- Um homem tão “galanteante”, “bonitão”... O mundo não poderia perdê-lo. E agora o que será de mim? – Questiona Imprimida.

- Levante-se já daí! – Exigiu Clarice.

- “Mim” deixe “mim” despedir do meu patrãozinho! – Respondeu Imprimida que se desequilibra e cai dentro da cova. – Ai, caí!

 

Cena 10 – Apartamento de Verinha – Dia.

Verinha volta para casa e encontra Melissa a esperando na sala.

- Como foi lá no velório? – Pergunta Melissa.

- Foi uma confusão... Mas ainda bem que já acabou e agora é olhar para frente! – Disse Verinha.

- Não gosto de enterro, mas acho tão lindo nos filmes quando chove... Fica um pouco sombrio! – Disse Melissa.

- Parou Melissa! Estou com dor de cabeça. Preciso repousar! – Disse ela.

- Espere um pouco... Chegou uma carta endereça a você! – Disse Melissa.

- Carta? Quem manda carta hoje em dia? – Questiona Verinha.

- E se for importante? Quer receber o recado via Twitter? E se for grande demais? 140 caracteres é pouco! – Disse Melissa.

- Eu vou abrir depois...

- Abre agora Verinha! – Pediu Melissa.

- Tudo bem! – Disse Verinha pegando a carta. Ela abre com cuidado o envelope e começa a ler o conteúdo.

- O que a carta está dizendo? – Questiona Melissa.

- Estou passada na maionese! – Disse Verinha ao saber do que se trata.

 

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO...

Capítulo 2 - Tudo muda e a nuvem passa


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Tudo muda e a nuvem passa

Cena 01 – Apartamento de Verinha.

A dor da perda é muito forte e nos abala de uma maneira que pensamos que jamais iriamos nos conformar.

- Que meu grande amigo agora esteja em paz! – Disse Verinha de joelhos.

Mas quando a sorte bate na sua porta. Aquele brilho que dá nos olhos quando se encontra esperança no fim do túnel.

- O que a carta está dizendo? – Questiona Melissa.

- Estou passada na maionese! – Disse Verinha ao saber do que se trata.

- Verinha... Está me deixando super nervosa. O que tem aí? – Insiste Melissa.

- Tu não vai acreditar Melissa! Acho que vou desmaiar! – Disse Verinha.

- Não desmaia não que eu nem tenho dinheiro para o táxi! – Disse Melissa.

- Depois dessa minha amiga e se for verdade mesmo, teremos sim como pagar um táxi...

- Como assim minha amiga? – Pergunta Melissa arregalando os olhos.

- Essa carta está dizendo que sou a única herdeira de um tio meu! – Contou Verinha.

- Tu vai receber uma herança? Estou passada na manteiga. Teu tio morreu? – Pergunta Melissa.

- O Roberto... Agora sei que meu tio morreu também, mas não tinha muito contato com ele! – Disse Verinha.

- Meus pêsames monamour! Agora vamos brindar! – Disse Melissa.

“Eu sou rica, rica, rica, cheia da graninha”...

Rica, rica, rica, luxo, luxo, luxo.”

Verinha encara a amiga ao vê-la dançar.

- Menos Melissa! Menos! – Pediu Verinha.

- Só fiquei por você minha amiga! Minha best friend forever! – Respondeu Melissa.

 

Cena 02 – Mansão – Sala.

Clarice desce as escadas usando um vestido preto e com a mão na cabeça. Sua expressão é de dor. Imprimida parece estudar a patroa a cada movimento.

- A senhora está com dor? – Pergunta Imprimida.

- Acabei de lembrar! E agora? Quem vai pagar a conta? – Pergunta-se Clarice preocupada.

Clarice se dirige ao bar e enche um copo com vodca.

- Dona Clarice! O doutor Roberto era rico e milionário. A senhora que vai pagar com o dinheiro dele. – Respondeu a empregada.

- Você está certíssima Imprimida! – Disse Clarice agora com um imenso sorriso.

- Tá vendo? Não precisava sofrer antecipado! – Disse Imprimida.

- Rica! – Suspira Clarice aliviada.

- Como à senhora está se sentindo? – Pergunta Imprimida.

- Existe uma imensa escuridão dentro de mim, não sei o que farei daqui para frente, oh meu Roberto! Oh meu Roberto! – Disse Clarice.

Henrique apareceu na sala e parecia ter vindo da cozinha.

- Clarice! – Disse o homem.

- Henrique? – Reage Clarice.

- Ah... Esqueci-me de avisar que o seu Henrique havia chegado! – Contou Imprimida.

 

Cena 03 – Apartamento de Verinha – Dia.

Melissa entra no quarto da amiga e a encontra fazendo as malas.

- Mas tão rápido? – Pergunta Melissa.

- Sabe quando parece que a sua vida ficou completamente nublada e parece que o céu cinza vai continuar para sempre, então, tudo muda e a nuvem passa. Disse Verinha.

Melissa se afasta e começa a cantar.

“Quando a chuva passar, quando o tempo abrir, abra a janela e veja eu sou o sol...”.

- Para de cantar, por favor, Melissa isso não é musical, isso é a minha vida! – Disse Verinha.

- Desculpa! – Pediu Melissa.

- Eu nunca pensei que isso pudesse acontecer comigo. Será que é mesmo realidade ou estou sonhando? – Questiona Verinha.

- Não é sonho não, é a mais pura realidade! – Respondeu Melissa.

 

Cena 04 – Mansão – Dia.

Clarice havia recebido a visita inesperada de Henrique. Ela parecia entusiasmada com a presença daquele homem.

- Fico muito contente com a tua visita. Vamos tomar um café? – Chamou a viúva.

- Espere! Vou direto ao assunto. Sei que é muito cedo, mas eu não vou esperar! – Disse Henrique.

- Cedo? Esperar o que? Não estou entendendo! Pode me explicar melhor? – Pergunta Clarice.

- Case-se comigo! Clarice! Aceite se casar comigo? – Pergunta Henrique.

Clarice finge um leve desmaio ao cair no sofá da sala e puxa Henrique pela gravata.

- Você está mesmo me pedindo em casamento? – Questiona Clarice.

- Exatamente isso. Eu sempre amei você. – Respondeu Henrique.

Clarice levanta-se nervosa e olha preocupada para o homem.

- Que pergunta mais difícil, o que vou dizer ao meu filho? Eu preciso de um tempo...

- Terá o tempo que precisar! – Responde Henrique.

- Eu aceito me casar com você. A gente pode marcar para quando? – Questiona Clarice.

- O quanto antes meu amor! – Respondeu Henrique.

Os dois se aproximam e se olham nos olhos completamente apaixonados.

 

Cena 05 – Rodoviária – Tarde.

Melissa acompanha a amiga Verinha até o terminal de ônibus.

- Você promete que vai voltar? – Pergunta Melissa.

- Melissa! Onde já se viu? Acha mesmo que vou deixar uma amiga na mão? Minha cabeça está lotada de pensamentos. – Disse Verinha.

- Que pensamentos Verinha? – Pergunta Melissa.

- Você vai saber boca de privada! – Disse Verinha.

- Não me chame assim, Verinha pão de mel! – Disse Melissa.

- Todas nós temos o nosso nome de guerra, meu bem! Cuidado viu, não coloque fogo no apartamento! Ainda quero quando voltar! – Pediu Verinha.

- Volta logo minha amiga! – Disse Melissa.

- É claro que vou voltar para a minha terra e eu sou doida de deixar a cidade grande? Volto com grandes novidades minha amiga. – Disse Verinha que logo entrou no ônibus rumo ao seu destino.

Melissa retorna o caminho para casa.

- Ficar sozinha por uns dias... Que maravilha! – Disse ela.

Um taxista para o carro e buzina para Melissa. A janela do carro se abre e os dois se encaram.

- Gatinha! Quanto é o programa? – Pergunta o homem.

- O que tu disse? – Pergunta Melissa.

- Quanto é o programa gatinha? – Questiona o homem.

- O programa? Você vai ver é meu tamanco na sua cara. Seu ordinário. Seu filho de uma égua. Pocheteiro! Seu pocheteiro! – Melissa tentou atacar o homem que aproveitou o sinal aberto e acelerou o carro.

 

Um ano mais tarde...

 

Cena 06 – Mansão – Jardim – Dia.

Clarice está tomando um sol na piscina e Imprimida se aproxima da patroa.

- Dona Clarice! Precisamos conversar! – Disse a empregada.

- O que quer dessa vez Imprimida? Será que não posso ter um minuto de sossego? – Questiona Clarice.

- Olhe o jeito que a senhora fala comigo viu... Eu sei de muita coisa! – Ameaçou Imprimida.

- Certo Imprimida! Essa história eu já sei. Você me tem nas mãos! – Disse Clarice.

- Nas mãos não, a senhora é muito pesada e eu já sou de quase de idade, mas é claro que ainda sou muito jovem! – Respondeu a patroa.

- Fala logo Imprimida! – Exigiu Clarice.

- Olhe aqui! Eu falo quando achar necessário e a senhora não vai dizer quando vou falar ou deixar de falar! – Disse Imprimida.

- Então, fale quando quiser! – Disse Clarice.

- Vou falar agora porque eu quero. Quero uma empregada que me ajude. A senhora acha que sou escrava? Sou escrava Isaura não meu amor. – Disse Imprimida.

- E se eu negar? – Questiona Clarice.

- Eu conto tudo e a todos! – Respondeu Imprimida.

- Sabe que tem carta branca! – Disse Clarice contendo sua irritação.

 

Cena 07 – Rua – Dia.

Cezar está dirigindo o carro e o telefone toca. Clarice liga constantemente para o filho.

- Fala mãe! – Disse Clarice.

- Você disse que chegaria cedo! – Disse Clarice.

- O voo atrasou e o cara do aeroporto me deu o pior carro do mundo. Vou chegar um pouco tarde! – Disse Cezar.

- Tudo bem! Venha que tenho algo muito importante para lhe contar! – Disse Clarice fazendo mistério.

 

Cena 08 – Mansão – Quarto de Clarice – Dia.

Clarice flagra a empregada Imprimida mexendo em closet.

- O que está fazendo criatura? – Questiona Clarice.

- Procurando uma roupa, vou sair com o crush, vamos assistir o ÚLTIMO CAPÍTULO DA NOVELA DA CLARA! – Contou Imprimida.

- E vai usar meu vestido importado? – Pergunta Clarice.

- Mas é claro, eu posso, a senhora pode, a gente podemos! – Disse Imprimida rindo.

- O que faço com você em? Não é assim que as coisas andam! – Disse Clarice.

- É assim que as coisas andam sim, eu que mando nessa bodega ou quer que eu conte tudo? – Pergunta Imprimida.

- Saia do meu quarto agora antes que eu lhe enfie uma tesourada da Sofia! – Disse Clarice irritada.

Imprimida sai e deixa a patroa sozinha. Clarice parece preocupada.

- E agora? Como vou contar para o meu filho? – Questiona Clarice.

 

Cena 09 – Salão de Beleza – Dia.

Melissa e Verinha mudam de visual. Elas se olham no espelho. Enquanto Melissa alterava o ruivo para madeixas pretas. Verinha clareou mais ainda seus cabelos loiros.

- Como estou? – Pergunta Verinha.

- Linda como sempre, mas é claro que sou a mais bonita! – Disse Melissa.

- Engraçadinha! – Disse Verinha.

- E como está a obra? – Pergunta Melissa.

- Obra? Melissa! Você tá tendo caso com o pedreiro e ainda me pergunta da obra. Por favor, economize minha fala! – Disse Verinha.

- É que eu não queria que todas soubessem! – Disse Melissa.

- Quem soubesse? O Papa? O bairro todo sabe! – Respondeu Verinha.

- Eu to gostando do Janiocreide! – Disse Melissa.

- Janio o que? – Questiona Verinha rindo.

- Janiocreide! – Disse Melissa.

- Não sabia que o Janio tinha esse nome exótico. Já que está tão próxima dele, avise que quero a obra finalizada o quanto antes, preciso inaugurar a boate o mais rápido possível! – Disse Verinha.

- Mas ele contou no meu ouvidinho que estava faltando pouco para finalizar...

- Amanhã mesmo eu irei lá e vou colocar pressão. Eu preciso que entre dinheiro logo, só saí! – Disse Verinha.

- É a vida dos brasileiros! A minha carteira está sempre vazia! – Disse Melissa.

- E como pretende pagar o salão de beleza? – Questiona Verinha.

Melissa fica congelada diante da amiga.

- Não me faz sentir como na cena final de cada capítulo de Avenida Brasil. Verinha... Foi você que me chamou para ajeitar o cabelo. – Disse Melissa.

 

Cena 10 – Rua – Tarde.

Cezar continua dirigindo o carro rumo à casa da mãe. Ele para diante de um sinal e acelera assim que o mesmo fique aberto.

- Espero que esse curso de fotografia me dê um emprego bacana! – Disse ele com esperança.

Clarice liga novamente para o filho.

- Cadê você? – Questiona Clarice.

- Estou a caminho... Este transito é um desastre! – Disse Cezar.

-Não fale essa palavra meu filho, desastre atrai coisas ruins! – Disse Clarice.

Cezar perde a concentração e desliga o telefone. Ele ouve um barulho e para o carro assustado.

- Ai Meu Deus! Matei alguém! Isso que dá falar ao celular quando se está no volante! O que faço agora? – Pergunta Cezar preocupado.

 

Continua no próximo capítulo...




Capítulo 3 - A vaga de emprego


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - A vaga de emprego

Cena 01 – Quarto de Clarice.

Clarice liga o Just Dance e começa a dançar Macarena. Imprimida entra no quarto e flagra a patroa coreografando a canção.

- Dona Clarice! A senhora dançando Macarena? – Questiona Imprimida imitando a dança com os braços.

- Imprimida! É que estou tensa e precisava me distrair! – Respondeu Clarice.

- Pois vamos dançar dona Clarice. Amava essa música nos anos 90. Isso me lembra minha juventude. – Disse Imprimida contagiada pela canção.

Clarice desliga a TV.

- Chega! Nada de Macarena! – Disse Clarice. – Meu filho está para chegar e ainda não sabe...

 

Cena 02 – Rua – Tarde.

Cezar saiu de seu quarto após a batida. Uma mulher estava caída na pista quando ele se aproximou.

- Graças a Deus! Está viva! – Disse Cezar.

- É claro que estou viva. Já viu morto falar? – Questiona a mulher.

- Só em filmes de zumbi. Fico feliz que nada lhe tenha acontecido. Imprudência minha. – Disse Cezar.

- Imprudência a minha... Doutor! – Respondeu ela.

- Falando em doutor, preciso levar você ao hospital, uma batida dessas...

- Não precisa! Eu estou bem.... Novinha em folha. Caia tanto quando era criança. – Disse ela.

- Tem certeza menina? – Questiona Cezar.

- Certeza só temos da morte... já dizia minha vizinha Crivanilda! – Respondeu a moça.

Ela viu seu ônibus chegar e correu.

- Não vai ao menos me dizer o seu nome? – Perguntou Cezar.

- Estou atrasada! – Disse ela subindo no transporte público.

 

Cena 03 – Bar – Tarde.

Melissa está conversando com um homem de terno e gravata. Ele possui um bigode peculiar e usa o cabelo liso para trás.

- É verdade que possui uma mina de esmeraldas? – Questiona Melissa.

- Igualzinho a da novela, mas não é da Sofia não, eu que sou o dono de tudinho! – Disse o homem.

- Tu és um homem de sorte. Eu trabalho com turismo. Sabe que sou dona de um resort em Cancun? Onde Ricardo e Maria Escandalosa passaram a lua-de-mel. – Contou Melissa.

- Resort? – Questiona o homem.

- Um resort meu bem, parecido com o Jardim do Éden que pertence as filhas da mãe. Claro que o meu é bem mais luxuoso. – Disse Melissa.

- E quando vou conhecer esse paraíso? – Pergunta ele.

- Quando assinar o papel do casamento meu bem.... Não sou fácil e gosto de tudo nos conformes. – Disse Melissa.

 

Cena 04 – Apartamento de Verinha – Tarde.

Verinha está vendo um filme na TV enquanto come pipoca e toma refrigerante. Ela parece estar emocionada.

- What a feelings! – Gritou Melissa ao chegar. – Eu amo esse filme!

- Ela está acertando os passos! – Disse Verinha.

- Isso lembra-me a antiga vida que eu levava. – Disse Melissa.

- Isso nos leva além do tempo minha amiga, agora os tempos são modernos, são outros. – Disse Verinha.

- Quando acabar vamos colocar outro filme para matar a saudade? – Pergunta Melissa.

- Qual filme? – Pergunta Verinha.

- De volta a lagoa azul...

- Até logo Melissa que vou ver como está a obra da minha boate! – Disse Verinha saindo.

 

Cena 05 – Mansão – Tarde.

Valquilene chega ao portão e começa a bater palmas. Imprimida vê a mulher através da câmera e fala pelo interfone.

- Fale pelo interfone! – Disse Imprimida.

- Quem está falando? Não vejo ninguém! – Disse Valquilene olhando para o jardim.

O portão se abriu e ela entrou. Imprimida apareceu e a recebeu.

- Então, é moça da entrevista? – Questiona Imprimida.

- Sou em sim. Eu me chamo Valquilene! – Respondeu ela.

- Calada que ainda não perguntei. O que aconteceu com a sua calça? – Questiona Imprimida.

- Um acidente de percurso! – Disse Valquilene olhando para outra direção e começando a tocar.

“É que a gente quer crescer e quando cresce quer voltar do início. Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido.”.

Imprimida estala os dedos e Valquilene parece despertar.

- Você é assim mesmo? Olhe aqui que não goste de gente preguiçosa e aérea.

- Eu dou conta! – Disse Valquilene.

- Quero que responda o meu relatório de perguntas. – Disse Imprimida.

- Como é o teu nome docinho? – Questiona Imprimida.

- Maria Valquilene...

- De que? – Pergunta Imprimida.

- Maria Valquilene, mas pode me chamar de Valquilene! – Disse ela.

 - É analfabeta?

- Sou estudada! – Respondeu.

- E a estudada sabe cozinhar? – Questiona a mulher.

- A senhora imagina que nasci sabendo fritar um ovo? – Pergunta Valquilene.

- Eu lhe desafio e está contratada! – Respondeu Imprimida.

 

Cena 06 – Quarto de Clarice – Tarde.

Henrique entra e encontra a esposa repousando na cama e usando uma máscara verde.

- Clarice, eu tenho novidades! – Disse Henrique.

- Que novidade querido? – Pergunta ela.

- A minha filha Bianca está para chegar a qualquer momento! – Disse ele.

- Curioso que meu filho Cezar está voltando hoje! – Disse ela.

- E agora? – Pergunta Henrique.

- Ele vai saber que superei a morte do pai dele e me casei com você. – Disse Clarice.

- Não se preocupe com a Bianca, ela é super-moderna! – Disse Henrique.

 

Cena 07 – Mansão – Tarde.

Imprimida leva Valquilene até o quarto de empregada. Ela ri escondida e encara a nova empregada.

- Esse é o seu cubículo! – Disse Imprimida.

- O que disse? – Pergunta Valquilene.

- Desculpe, sou do interior e meu linguajar é diferenciado. Esse é o seu quarto! – Disse Imprimida.

- Pequeno né? – Questiona Valquilene.

- Perfeito... Para você queridinha. Quantos quilos você pesa? Quarenta? – Questiona Imprimida.

 

Cena 08 – Entrada da Mansão – Tarde.

Cezar chega dirigindo um carro e Bianca chega dentro de um táxi. Os dois se olham por um segundo e depois desviam o olhar.

- Pelo menos essa casa parece habitável! – Reclamou Bianca.

Cezar aguardou dentro do carro e esperou o portão abrir.

Bianca correu e aproveitou o portão aberto.

- Oi. Você é a empregada? – Questiona Cezar.

- E por acaso eu tenho cara de empregada? – Questiona Bianca irritada.

Henrique e Clarice saem para o jardim e ficam diante dos filhos.

- Quem é esse cara? – Questiona Cezar.

- Meu filho... Temos tantas coisas a conversar! – Disse Clarice.

 

 

Cena 09 – Mansão Sala – Tarde.

Todos estão na sala. Henrique caminha de um lado para o outro. Bianca observa toda a sala boquiaberta.

- Como assim a senhora casou? – Questiona Cezar.

- Logo depois da morte do seu pai. Eu estava tão sozinha e você havia viajado. – Contou Clarice.

- Mas a senhora se casou porque viajei? – Questiona Cezar.

- Claro que não meu filho. Eu casei com amor! – Disse Clarice.

Bianca tossiu e Henrique parecia sem graça.

- Gosto muito de sua mãe! – Disse Henrique.

- Tudo bem.... Posso subir agora para o meu quarto? – Questiona Cezar.

- E onde será meus aposentos? – Questiona Bianca.

- Imprimida! – Gritou Clarice.

 

Cena 10 – Mansão – Sala – Noite.

Imprimida desce as escadas e parece relaxar ao chegar na sala. Ela vê Valquilene limpando a estante e se aproxima.

- Os patrões estão em seus dormitórios. Limpe sem barulho! – Disse Imprimida.

- Estou com limpando com cuidado! – Respondeu Valquilene.

- E essa poeira? Estou vendo o tapete cheio de poeira! – Disse Imprimida sapateando no tapete.

Valquilene fica chocada com a atitude da mulher. Imprimida ri e derruba um vaso no tapete.

- O que está fazendo? – Questiona Valquilene.

- Olha o que você fez criatura! A dona Clarice não vai gostar nada disso! – Alegou Imprimida.

- Mas eu não fiz nada, a senhora é doida varrida? – Questiona Valquilene.

Clarice apareceu no alto da escada.

- O que significa isso? – Questiona Clarice.

- A nova empregada dona Clarice! É toda estabanada. Além de sujar o tapete persa, ela quebrou um vazo caríssimo! – Disse Imprimida.

- Resolva você mesma, eu lhe pago para isso! – Disse Clarice dando as costas.

Imprimida voltou a encarar a nova empregada.

- A senhora é um monstro! – Disse Valquilene.

- Isso é só um demonstrativo para você saber quem manda nessa casa. É melhor andar na linha comigo ou será atropelada por uma locomotiva! – Ameaçou Imprimida.

 

Continua...


Capítulo 4 - Empregadas x Empregadas


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Empregadas x Empregadas

Cena 01 – Mansão – Noite.

Imprimida voltou a encarar a nova empregada.

- A senhora é um monstro! – Disse Valquilene.

- Isso é só um demonstrativo para você saber quem manda nessa casa. É melhor andar na linha comigo ou será atropelada por uma locomotiva! – Ameaçou Imprimida.

- Eu vou falar com Dona Clarice! – Disse Valquilene.

- Nada disso queridinha, você está surda é? Dona Clarice não trata desses assuntos. Vai ter que aprender a me obedecer ou rua. – Disse Imprimida.

- Está tentando me intimidar? Eu quero o emprego e não vou perde-lo. – Disse Valquilene.

Imprimida abre a porta de seu quarto e liga a TV animada.

- Minha nossa senhora das empregadas boazinhas, está terminando Celebridade e parece que ela começou ontem. Tenho impressão que cortaram uma cena, eu hein! – Reclamou Imprimida.

 

Cena 02 – Restaurante – Noite.

Verinha está acompanhada de um pretendente e seu telefone toca.

- Oi Melissa! – Respondeu Verinha.

- Não acredito que você está acompanhada de um gato desses! – Disse Melissa que estava do outro lado do restaurante.

- Como você sabe disso? – Questiona Verinha.

- Estou de camarote na tua paquera, minha amiga! – Disse Melissa rindo.

- Tu não vale nada né, quando eu chegar em casa, a gente conversa! – Disse Verinha desligando.

- Algum problema? – Pergunta o rapaz.

- Nada demais, uma amiga apenas, mas me diga, estava me contando de coisas que você gosta...

- Você tinha me perguntando se eu gostava de música, eu gosto de country, SHANIA TWAIN, TAYLOR SWIFT...

- Whoa! – Reagiu Verinha.

The Man I Feel Like a Woman! – Disse o rapaz no ritmo da música.

 

Cena 03 – Quarto de Cezar – Noite.

Clarice bate na porta do quarto do filho e ele abre a porta.

- Precisamos conversar meu filho! – Disse Clarice.

- Conversar o que minha mãe? Falar do seu casamento precipitado com aquele cara? – Questiona Cezar.

- Eu preciso que você me entenda. O Henrique estava do meu lado quando eu mais precisava. – Disse Clarice.

- Casou com ele por gratidão? – Pergunta ele.

- Não, eu amo o Henrique. Eu e o seu pai não tínhamos mais a relação que tínhamos no início do nosso casamento. Sabe quando a chama apaga?

- Não quero falar mais sobre isso...

- Então, está tudo bem meu filho? – Pergunta ela.

- Claro que não! Vou demorar muito para engolir esse casamento repentino! – Disse Cezar.

- O Henrique é uma boa pessoa e aos poucos vai gostar dele. A filha dele chegou e espero que os dois se entendam. O Henrique tem dinheiro e a Bianca é um bom partido. – Comentou Clarice.

- E a senha acha que eu sou interesseiro como a senhora? Não me compare com esse tipo de pessoa. – Disse Cezar.

- Olhe como fala comigo! – Disse Clarice.

 

Cena 04 – Quarto de Imprimida – Noite.

Imprimida está assistindo ao filme Flash Dance na Sessão Antiga e se anima com a coreografia da protagonista. Ao som de “Whats A Feeling” a empregada sai da cama e começa a dançar como se estivesse dentro do filme.

Clarice ouve um barulho vindo do quarto e se aproxima discretamente.

- Imprimida? Imprimida? Que barulho é esse? – Questiona ela.

Imprimida ignora a patroa e continua dançando.

 

Cena 05 – Motel – Madrugada.

Melissa está usando uma roupa sensual e de cor vermelha para o seu pretendente. Ela faz de tudo para seduzir o rapaz que fica cada vez mais encantado.

- Meu anjo! – Disse Genaro.

- Sou seu anjo sim, o seu anjo do amor! – Disse Melissa mordendo um morango.

- Eu amei a nossa noite, posso te avaliar? – Pergunta Genaro.

- Avaliar? Me avalie vá! – Concordou Melissa.

- Nota dez! – Disse Genaro.

- Eita que seu se eu tivesse em um sambódromo, eu tava feita! – Respondeu Melissa.

- Vou te levar no próximo carnaval.... Antes disso iremos conhecer a Europa! – Disse Genaro.

- Mas eu conheço a Europa meu bem, vou adorar revisitar! – Disse Melissa.

- Tenho certeza que será a viagem! – Disse Genaro.

- Que não seja a viagem da Diná, pois eu quero brilhar muito é aqui na terra! – Disse Melissa.

 

Cena 06 – Apartamento de Verinha – Dia.

Melissa chega cantarolando e não percebe a presença de Verinha.

“Sensação!... Vou me vingar de você, vou me vingar de você”.

- Vai se vingar de quem? – Questiona Verinha refletindo no espelho que Melissa se olhava.

- Vingar? De ninguém né amiga. É só uma música! – Respondeu Melissa.

- Posso saber onde passou a noite? – Questiona Verinha.

- Com um garanhão minha amiga! Eu tenho certeza que encontrei o homem que me banque! – Disse Melissa.

- Cuidado que você pode se dar mal! – Aconselhou Verinha.

- E eu sou fraca? Eu sou é das boas! – Disse Melissa voltando a se olhar.

 

Cena 07 – Mansão – Dia.

Henrique sai do banheiro e encontra Clarice. Os dois se olham.

- Por que está me olhando desse jeito? – Pergunta Clarice.

- Às vezes gosto de ficar te olhando! – Respondeu Henrique.

- Desse jeito me deixa sem graça! – Respondeu Clarice.

- Estava ouvindo aquela nossa música e lembrei de tanta coisa que a gente viveu. É claro que faz pouco tempo que estamos casados, mas eu lembrei mesmo assim. – Disse Henrique.

- Qual música, querido? – Pergunta Clarice.

- Spending my time! Roxette! – Disse Henrique sério.

- Ah... Amo essa música! – Disse Clarice recordando-se da noite em que dançou ao lado de Henrique. – Chega de flash back!

- Você me ama? – Pergunta ele.

- É claro que amo.... Volta flash back! – Disse ela.

 

Cena 08 – Mansão – Sala – Dia.

Bianca aparece na sala e encara Imprimida e Valquilene.

- Eu pensei que fosse recebida com café na cama! – Disse Bianca.

- O que foi que disse? – Questiona Imprimida.

- Ela quer café na cama! – Disse Valquilene.

- Eu ouvi coisinha. Só queria que ela repetisse essa calamidade. Está de brincadeira né? – Questiona Imprimida.

- Que petulância é essa para cima de mim? Sabe quem está falando? Sou a filha do seu patrão! – Disse Bianca.

- Escute aqui queridinha, desça do seu banco aí viu, sou funcionária da Clarice! – Disse Imprimida.

- Dona Clarice! É desse jeito que deve me chamar! – Corrigiu Clarice ao chegar.

- Eu quero falar com a dona Clarice agora mesmo no escritório! – Disse Imprimida.

- Aproveite e ensine a sua empregada como tratar seus superiores! – Respondeu Bianca saindo.

Imprimida olhou para Clarice furiosa e foi até ao escritório.

- Ela bem que mereceu! – Comentou Valquilene ao ficar sozinha na sala.

 

Cena 09 – Escritório – Dia.

Imprimida fecha a porta e encara a patroa.

- Por que está me olhando assim? – Pergunta Clarice.

- A senhora não tem medo que descubram o que tanto esconde? Se acontecer mais uma vez aquilo que aconteceu na sala, eu não respondo por mim! – Disse Imprimida.

- Eu só peço que evite a filha do Henrique, eu senti no ar como ela é complicada, mas tenho certeza que o Cezar vai mudar isso nela! – Disse Clarice.

- Escute aqui Clarice, não vou deixar essa menina fazer o que quer e espero que não pise na bola comigo! – Disse Imprimida.

- Farei o que estiver no meu alcance! – Disse Clarice.

- Agora me levante uma grana porque estou zerada! – Disse Imprimida.

- Mas eu te dei dinheiro ontem! – Disse Clarice.

- Para você vê patroa, plano de saúde está caro, o governo coloca essas taxas absurdas e os pobres que pagam! – Reclama Imprimida.

 

Cena 10 – Sala – Dia.

Valquilene está fazendo faxina na sala. Tocando Hush Hush Hush do grupo PussycatDolls. Ela dança segurando uma vassoura e é flagrada por Imprimida.

- O que está fazendo criatura? – Pergunta Imprimida.

- Fazendo faxina! – Disse Valquilene.

- Escute aqui queridinha. Não estamos em 2012. Não é a novela das empreguetes! – Disse Imprimida.

- Tudo bem! – Respondeu Valquilene.

- Vá limpar a janela... O lado de fora está sujíssimo! – Disse Imprimida.

- Mas a escada está quebrada! – Reclamou Valquilene.

- Dê aquele jeitinho brasileiro de ser! – Aconselhou Imprimida.

- Limpar a janela! – Disse Valquilene se debruçando da janela. Ela tenta limpar do lado de fora e acaba escorregando. Uma de suas mãos consegue segurar o ferro de proteção.

 

Continua...

Capítulo 5 - Apaixonados


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Apaixonados

Cena 01 – Mansão de Clarice – Janela.

Valquilene estava limpando a janela quando se desequilibrou. Seus olhos se apavoraram quando viu a altura e ela usou todas as forças para se segurar. Sua respiração era forte.

- Garota! – Gritou Cezar de susto. Ele estendeu a mão para a empregada e a segurou firme.

Valquilene conseguiu voltar e pisou no chão aliviada.

- Obrigada.... Eu poderia estar morta! – Disse Valquilene.

- Eu não sei se você estava querendo fazer a Amy Lee do clipe Bring Me To Life ou queria estar morta como a Lana Del Rey. Está querendo se matar? – Pergunta Cezar.

- Estava fazendo apenas o meu trabalho! – Respondeu Valquilene.

- Isso é muito perigoso... Eu vou falar com a mamãe, onde já se viu? Isso não vai ficar assim! – Disse Cezar.

- Não precisa se preocupar, não reclame com sua mãe, ela não sabe que fiz essa loucura! – Respondeu Valquilene.

- Dessa vez passa viu ou da próxima vez terei que pedir sua demissão por motivo de segurança maior! – Disse Cezar.

- Obrigada mesmo! – Disse Valquilene.

- Eu estou lembrando de você. É a garota maluca que se jogou na frente do meu carro. – Comentou Cezar.

- Era você? Mas que cabeça a minha. Está tudo bem! – Disse ela.

Valquilene sorriu e lhe deu um beijo de leve no rosto. Cezar fica suspirando quando a garota sai.

 

Cena 02 – Quarto Imprimida – Dia.

Imprimida está em seu quarto assistindo TV e está passando o clipe do grupo “Rouge – Bailando”.

- Então, prepara! Bum, bum, bum! – Cantarola Imprimida tentando seguir a coreografia.

Cezar bate na porta do quarto e entra.

- Preciso falar com você! – Disse Cezar.

- O que deseja querido? Estou na minha hora de descanso! – Respondeu Imprimida.

O clipe havia terminado e começou Um-Break My Heart da Toni Braxton. Cezar pegou o controle remoto e desligou.

- É sobre a Valquilene! – Disse Cezar.

- Eu gosto dessa música, por favor, ligue a TV! – Pediu Imprimida.

- Eu sei que é a responsável por todos os funcionários dessa casa e que minha mãe é uma completa cega para essas coisas. Vou mandar a real, nunca mais mande a Valquilene limpar a janela pelo lado de fora. – Exigiu Cezar.

- E quem vai limpar a não ser ela? Você? – Questiona Valquilene.

 

Cena 03 – Jardim da Mansão – Dia.

Valquilene está suspirando e não consegue disfarçar. Ela ficou encantada com a atitude de Cezar.

- Ele é tão gentil! O herói da minha vida! – Disse ela sorrindo.

Clarice acenou para a empregada e a chamou.

- Por favor, traga-me um refresco e diga para a Bianca que estou esperando por ela na piscina! – Pediu Clarice.

- Tudo bem! – Disse Valquilene acatando o pedido da patroa.

 

Cena 04 – Apartamento de Verinha – Tarde.

Verinha termina de se arrumar e Melissa flagra a amiga toda produzida.

- Onde vai toda se querendo? – Questiona Melissa.

- Lembra que tenho uma obra em andamento? A boate está prestes a ser inaugurada. – Disse Verinha.

- Não vejo a hora desse dia chegar, ainda bem que você herdou essa herança e agora vai ter o próprio negócio! – Disse Melissa.

- É um investimento e espero que dê tudo certo! Agora tenho que ir! – Disse Verinha saindo.

Melissa esperou a amiga sair e pegou o telefone.

- Meu Genaro, estou sem compromisso agora tarde. Quer dar uma passada no meu apartamento? – Pergunta Melissa com segundas intenções.

 

Cena 05 – Mansão de Clarice – Piscina – Tarde.

Bianca vai ao encontro de Clarice e as duas se cumprimentam.

- Pediu para me chamar? – Questiona Bianca.

- Sente aqui. Você sabe que sou a esposa do seu pai...

- Sim e o que tenho a ver com isso? – Questiona Bianca.

- O que achou do meu filho? – Questiona Clarice.

- O que achei do Cezar? Ele é um rapaz atraente e simpático. – Respondeu Bianca.

- Só isso? – Questiona Clarice.

- Qual o interesse da senhora nisso? – Pergunta Bianca impaciente.

- O meu interesse? Faço gosto pela boa relação entre vocês e espero que saiba que pode contar sempre comigo. – Disse Clarice.

 

Cena 06 – Boate – Tarde.

Verinha aparece para supervisionar a obra de sua boate. Ela verificada cada espaço do lugar.

- Está ficando um belezura! – Disse o Mestre de Obras.

- E quando vou ter a obra terminada? Eu preciso urgente estrear essa casa. Até agora só vejo o dinheiro saindo e nada de entrar. Assim, eu fico pobre novamente. Quer que eu vire a rainha da sucata? – Questiona Verinha.

- Nada dona, não se preocupe, em breve a obra vai acabar! – Disse o homem.

- Espero que acabe logo antes que inicie uma nova reprise da novela A Usurpadora! – Disse Verinha.

 

Cena 07 – Apartamento de Verinha – Noite.

Genaro sai do apartamento e Verinha flagra o homem saindo. Ela se esconde perto da escada do prédio e vê Melissa beijando o desconhecido.

- Isso está me cheirando a mutreta! – Pensou Verinha.

Melissa cochichou algo no ouvido do pretendente e ele sorriu. Ele foi embora e ela entrou sem perceber que foi vista pela amiga.

- Em breve eu serei a mais nova rica! – Disse Melissa pensando na fortuna de Genaro.

 

Cena 08 – Restaurante – Noite.

Henrique está em uma reunião de negócios e é surpreendido com a presença de uma antiga conhecida. A mulher sorri e o batom vermelho destaca seus longos lábios.

- Como vai Henrique? – Questiona a mulher.

- Bem e você Jaqueline? – Pergunta ele.

- Melhor agora que pude lhe reencontrar. Vai fazer algo depois do jantar? – Pergunta ela.

Henrique fica sem graça e mostra a mão com a aliança para a mulher.

 

Cena 09 – Quarto de Cezar – Noite.

Valquilene leva uma bandeja com água para deixar no quarto de Cezar. Ela bate na porta e ele abre em seguida.

- Valquilene! – Reagiu Cezar.

- Trouxe sua água! – Disse Valquilene.

- Não precisava, mas mesmo assim, muito obrigado! Quer entrar? – Pergunta ele.

Ela fica sem graça com o pedido do rapaz.

- Amanhã preciso acordar cedo! – Disse Valquilene.

- Se quiser podemos ver um filme juntos e amanhã você acorda um pouco mais tarde. – Disse Cezar.

- A Imprimida me mata, me demita, me come! – Disse Valquilene.

- Eu protejo você! – Disse Cezar.

 

Cena 10 – Quarto de Clarice – Noite.

Clarice entra em seu quarto e flagra Imprimida mexendo em seus colares.

- O que está fazendo? – Questiona Clarice.

- Estou vendo um mimo para mim! – Disse Imprimida.

- Coloque as minhas joias de volta no lugar, Imprimida! – Pediu Clarice.

- Eu não farei isso, eu colocarei no meu pescoço divino e irei arrasar na festa do pijama da vizinha do meu bairro! – Disse Imprimida.

- Essa história está longe demais! – Afirma Clarice.

- Longe demais? Imagina quando estiver perto, perto dos ouvidos do doutor Henrique. – Disse Imprimida.

Henrique entrou naquele momento.

- Perto de que Imprimida? O que está fazendo com as joias da Clarice? – Questiona Henrique.

 

Continua...

 

Capítulo 6 - A chantagem continua


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - A chantagem continua

Cena 01 – Quarto de Clarice – Noite.

Henrique entrou naquele momento e flagrou Imprimida usando a joia de sua esposa.

- Perto de que Imprimida? O que está fazendo com as joias da Clarice? – Questiona Henrique.

- Seu Henrique! – Reagiu Imprimida.

Clarice ficou sem graça com a chegada do marido.

- Eu posso explicar! – Disse Clarice.

- Eu explico seu Henrique! Dona Clarice é uma mulher muito bondosa e simplesmente disse que não usa essas joias. São até de pouco valor, mas eu aceito esse presente de coração. – Disse Imprimida.

Clarice sorriu e concordou com a empregada.

- Não uso mais essas joias meu amor... Imprimida é uma funcionária de confiança e ao contrário do que pensam, não sou uma pessoa ruim. – Disse Clarice.

- Pode nos deixar a sozinhos, Imprimida? – Pediu Henrique.

- Claro! – Disse a empregada saindo.

- O que deu em você? – Pergunta Henrique.

- Não entendi! – Disse Clarice.

- Olha o que acabou de fazer...

- As joias são minhas e nem uma delas foi você que me deu! – Disse Clarice.

- Desculpe, mas.... Não devo me meter mesmo, afinal, são suas joias! – Disse Henrique saindo.

Clarice se irrita e quebra um vazo que estava sob o criado mudo.

- Você me paga, Imprimida! – Disse a mulher.

 

Cena 02 – Quarto de Melissa – Noite.

Verinha entra e encontra Melissa dançando com fones de ouvido.

“Vai passar, viro a sua mente com meu corpo sensual... Minha boca é quente, vem, não tem igual! ”. – Canta Melissa.

- MELISSA! – Grita Verinha.

Melissa se assusta e arranca os fones da cabeça.

- Aconteceu alguma coisa? Que cara é essa Verinha? – Pergunta Melissa.

- O que você está aprontando em? – Questiona Verinha.

- Eu? Não estou aprontando nada. Por que acha que eu faria uma coisa dessas? – Questiona Melissa.

- Certo! Agora se eu descobrir que está me escondendo algo, fique atenta! – Alertou Verinha.

- Poxa Verinha... Eu sou a tua amiga do peito! – Respondeu Melissa.

- Eu te conheço há muito tempo e por isso mesmo! – Disse Verinha.

 

Cena 03 – Mansão – Jardim – Noite.

Clarice passeia pelo jardim de sua mansão. Seu semblante parece ser triste. Valquilene se aproxima da patroa com certa curiosidade.

- Dona Clarice! – Chamou Valquilene.

- Quem é você? – Pergunta Clarice.

- Eu trabalho para a senhora, não se lembra de mim? – Questiona Valquilene.

- E por que você está falando comigo? Quanta ousadia. Pago a Imprimida muito bem para não ter esse tipo de contato. – Disse Clarice.

- Tudo bem, eu peço minhas sinceras desculpas! – Disse Valquilene.

- Saia da minha frente antes que eu surte e  lhe mande embora! – Pediu Clarice.

Valquilene sai praticamente com o rabo entre as pernas.

 

Cena 04 – Mansão – Sala – Noite.

Cezar está na sala ouvindo música. Está tocando “I Will Survive”. Ele parece bem animado e só depois percebe a presença de Valquilene.

- Você ainda está aqui! – Disse ele desligando a música. – Tudo bem?

- Pode deixar a sua música tocar...

- Não é isso que você está pensando, eu confesso que gosto bastante dessas músicas antigas, quer conhecer Nova Iorque ao meu lado? – Questiona Cezar.

- Você ainda não me conhece direito e quer me levar para o outro lado do mundo? – Pergunta Valquilene.

- Não é do outro lado do mundo, fica acima da nossa cabeça mesmo, lá no norte! – Disse Cezar.

- Ah... SEI! – Disse Valquilene. – Preciso dormir porque amanhã pego cedo na vassoura!

- Posso te ajudar a pegar na vassoura, quis dizer, posso pedir uma folga! – Disse ele.

- Não posso pedir folga logo nos primeiros dias do meu trabalho! Boa noite, Cezar! – Disse Valquilene saindo.

- O que será que essa menina tem que me deixa assim, em? – Questiona Cezar.

 

Cena 05 – Apartamento de Verinha – Dia.

Melissa encontra Verinha preparando alguns panfletos.

- Que coisa brega é essa? – Questiona Melissa.

- Estou criando uns panfletos para divulgar a inauguração da boate! – Disse Verinha.

- BREGA! SUPER BLASTER BREGA! EU TENHO UMA IDEIA MELHOR! – Disse Melissa.

- O que tu está pensando? – Pergunta Verinha.

- Vamos publicar em um jornal famoso tipo a Central! – Disse Melissa.

- O jornal Central? Eles não vão querer publicar! – Disse Verinha.

- E se eu conseguir uma capa exclusiva para a POWER GARDEN? – Questiona Melissa.

- A Power não publica esse tipo de matéria. Ela fala sobre moda! – Respondeu Verinha.

- Deixe esse pepino Verinha, eu mesma vou resolver! – Disse Melissa saindo às pressas.

 

Cena 06 – Mansão – Sala – Dia.

Valquilene está falando ao telefone quando Imprimida entra silenciosamente. Ela se aproxima da nova empregada e lhe prega um susto.

- QUE SUSTO! IMPRIMIDA! – Disse Valquilene.

- Como quem você estava falando? – Pergunta Imprimida.

- É... EU, EU ESTAVA... – Ela gagueja.

- Não sabia que tinha problemas de dicção, quer falar libras comigo? – Pergunta Imprimida séria.

- Estava falando com a minha operadora para reclamar do péssimo serviço que elas prestam...

- Já pensou em fazer isso na sua folga ou hora de descanso? Você vai ter essa ligação descontada do seu salário! – Avisou Imprimida.

Valquilene desligou o telefone e saiu furiosa.

 

Cena 07 – Rua – Dia.

Melissa entra em um estacionamento completamente desconfiada. Há dois seguranças na porta do prédio que a impedem de sair.

- A senhora não pode entrar aqui! – Disse o segurança.

- Eu sou amiga da Suzy Garden! – Disse Melissa.

O segurança riu.

- Está tirando onda com a minha cara, moça? Por favor, não pode ficar aqui! – Continuou o rapaz.

Melissa se irrita e vai embora.

- E agora? Eu preciso fazer alguma coisa! – Disse ela preocupada.

 

Cena 08 – Mansão – Quarto de Cezar.

Bianca entra no quarto do filho de Clarice e tenta despertar o rapaz.

- Que horas são? – Pergunta ele.

- É a hora de você sair dessa cama e me levar para conhecer essa cidade maravilhosa. Estou com uma vontade louca de postar muitas fotos nas redes sociais. – Disse Bianca.

- Estou morrendo de dor de cabeça! – Disse Cezar.

- Vou fazer essa dor de cabeça passar! – Disse Bianca beijando o rapaz.

Valquilene passava no corredor quando viu a cena. Ela ficou triste e saiu discretamente.

- Eu que sou uma burra em pensar que ele poderia gostar de uma empregada como eu! – Disse Valquilene.

 

Cena 09 – Edifício do Jornal Central – Dia.

Melissa consegue roubar uma roupa de faxineira e entra no prédio sem ser notada. Ela caminha até a escada e parece procurar alguma coisa. Ela tira a roupa e larga em um lugar qualquer.

 

Cena 10 – Mansão – Cozinha.

Clarice vai até a cozinha e olha enfurecida para a empregada Imprimida.

- Escute aqui, Imprimida! – Disse Clarice.

- O que foi que disse? – Questiona Imprimida.

- Você não vai mais me extorquir porque estou farta, farta de você e estou avisando que não cederei mais as suas chantagens! – Disse Clarice.

Valquilene estava próxima quando ouviu o início da conversa.

- A senhora perdeu a noção do perigo? Quer que eu ensine a fazer a tabuada de cinco? – Questiona Imprimida.

- Acabou Imprimida, não serei mais a mesma de antes! – Disse Clarice.

- Tudo bem, Dona Clarice! Todos vão saber o seu segredo! – Ameaçou Imprimida.

Valquilene levou a mão à boca quando ouviu.

- Elas têm um segredo! – Reagiu a empregada.

 

Continua...

Capítulo 7 - As caixas


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - As caixas

Cena 01 – Quarto de Clarice.

Clarice cedeu a chantagem de sua empregada mais uma vez. Ela abriu seu closet e lá havia um cofre. Colocou a senha e abriu a porta. Imprimida arregalou os olhos. Sua patroa pegou uma caixa e colocou sob a cama.

- O que é isso? – Perguntou Imprimida.

- Não é a caixa da beata Perpetua, mas é algo muito valioso! – Disse Clarice.

- Uma caixa valiosa? – Questiona Imprimida.

- Muito valiosa, Imprimida! Pegue é seu! – Disse Clarice.

Imprimida pegou a caixa e seus olhos brilhavam.

- É tão linda que nem vou abrir! – Disse a empregada.

- Agora saia do meu quarto, não lhe darei mais nada depois dessa caixa, não vou aceitar mais as suas chantagens! – Disse Clarice.

- Certo, dona Clarice, estamos conversadas, estou pensando em até tirar férias! – Disse Imprimida contente.

- E lá se vão todas as minhas joias, minhas joias preciosas, na verdade bijuterias, as verdadeiras estão em um banco de auto confiança. – Contou Clarice depois que Imprimida saiu.

 

Cena 02 – Apartamento de Verinha – Dia.

Verinha está de saída e encontra sua amiga Melissa na porta vestida de faxineira.

- Melissa, você arrumou um emprego de diarista? – Questiona Verinha.

- Of course, que não! Não nasci para ser faxineira de quinta, minhas unhas não podem ser tão agredidas. – Disse Melissa.

- Pode me explicar então porque está vestida de uma faxineira? – Pergunta Verinha.

- Eu só queria uma notinha no jornal, uma notinha, mas uma tal de Serafina que ouvi que assumiu o jornal recentemente, ela não quis publicar sobre a inauguração da boate. – Contou Melissa.

- Você iria publicar sobre a boate no jornal? – Pergunta Verinha.

- É claro, se colocar na internet em algum site qualquer, quem vai visualizar? Ninguém! Eu já tive um blog em 2010, se chamava Stay The 4 Now e foi um fracasso total! – Disse Melissa.

- Melissa, menos vodca, por favor! Eu preciso supervisionar a obra, ou essa boate nunca terá uma pista de dança! – Disse Verinha saindo.

 

Cena 03 – Jornal Central – Dia.

Serafina é chamada para a sala do presidente. Ele chega com bastante seriedade. Alberta Serionne a espera em sua cadeira.

- Quem é você? – Questiona Alberta.

- Serafina Brownie! – Apresentou-se.

- Soube que vetou uma notinha no meu jornal? No meu jornal? – Questiona Alberta.

- Uma infame queria publicar um anúncio, percebi logo que se tratava de algo fútil e recusei imediatamente! – Disse Serafina.

- Você não tem autonomia para recusar nada, tudo passa por mim, eu passo o pente e ninguém decide por mim. – Disse Alberta.

- Okay! Deseja publicar então? – Questiona Serafina.

- Não no meu jornal! – Respondeu Alberta. – Agora saia, não quero ser corroída por suas bactérias!

Serafina sai furiosa.

- Um dia eu coloco essa Alberta no chão! – Disse Serafina.

 

Cena 04 – Mansão de Clarice – Dia.

Valquilene está falando ao telefone e Imprimida tenta ouvir a conversa, mas acaba derrubando as chaves da casa.

- Ops caiu! – Disse Imprimida tentando disfarçar.

- Tentando ouvir atrás da porta? – Questiona Valquilene.

- Não sou mulher de ouvir atrás da porta, eu sou muito pior criatura do pó! – Disse Imprimida.

- Eu espero que você tenha uma baita surpresa! – Disse Valquilene.

- Surpresa? Mas do que está falando? – Questiona Imprimida.

- Surpresa quando morder sua própria boca! – Disse Valquilene.

Cezar entra naquele momento e Valquilene dá as costas.

- Valquilene? – Chama o rapaz.

- Eu tenho que fazer a faxina agora! – Disse Valquilene.

- Ela tem muito que limpar, mas eu posso ajudar! – Disse Imprimida.

- Eu preciso falar com a Valquilene! – Disse Cezar irritando Imprimida.

 

Cena 05 – Piscina – Dia.

Valquilene e Cezar andam até a piscina e ele segura a mão de sua amada.

- O que foi que aconteceu? – Pergunta Cezar.

- Você ainda pergunta? – Questiona ela.

Começando a tocar “Total Eclipse Of The Heart da Bonnie Tyler”.

- Sim, eu preciso saber o que há com você! – Disse Cezar.

Bianca viu os dois da janela e começou a chamar por Cezar.

- Meu amor! – Chamou Bianca.

Cezar olhou para a filha do padrasto e Valquilene havia dado as costas e ido embora.

- Valquilene... – Chamou Cezar quando percebeu que a empregada já não estava mais lá.

 

Cena 06 – Quarto de Clarice – Tarde.

Imprimida entra e acorda Clarice que estava usando uma faixa cobrindo seu rosto.

- Acorde patroa! – Chamou Imprimida.

- O que foi ignorante? – Questiona Clarice.

- Eu acho que a Valquilene esconde um segredo! – Disse Imprimida.

- Segredo? Quem é Valquilene? Ainda estou dormindo sua anta! – Disse Clarice.

- Acho melhor a senhora vir comigo, aproveitar que ela saiu e fazer ronda no quarto dela. – Disse Imprimida.

- Deus me livre, não quero pegar pulga e nem bicho de pé! – Respondeu Clarice.

- E se os bichos invadirem toda a casa? – Questiona Imprimida.

- Nesse caso, vou lutar para defender a minha casa, vamos Imprimida! – Disse Clarice.

 

Cena 07 – No Quarto de Valquilene – Tarde.

Imprimida e Clarice aproveitaram a ausência da empregada e começaram a procurar alguma coisa suspeita. Imprimida abriu o guarda-roupa e viu uma caixa.

- Que guarda-roupa feio! – Disse Clarice.

- Foi a senhora mesmo que comprou em um brechó, disse que a empregada não precisa de luxos, não lembra? – Questiona Imprimida.

- Realmente, eu disse isso! O que é isso? – Questiona Clarice.

- É o que vamos descobrir! – Disse Imprimida.

- Abre logo essa caixa! – Pediu Clarice.

- Vamos saber o que a empregada figurante está escondendo, pelo poder da perpetua de Tieta! – Disse Imprimida.

 

Continua...

Capítulo 8 - Ops, Voltei


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Ops, Voltei

Cena 01 – Quarto de Valquilene – Dia.

Imprimida levou sua patroa Clarice até o quarto de Valquilene. A governanta queria prejudicar a empregada nova. Era um fato gritante.

- Vamos saber o que a empregada figurante está escondendo, pelo poder da perpetua de Tieta! – Disse Imprimida.

- É melhor ter alguma coisa aí dentro, olha o tempo que estou perdendo, preciso cuidar das minhas rugas! – Disse Clarice.

- Dona Clarice, tome aquele iogurte rejuvenescedor! – Aconselhou Imprimida.

 

Cena 02 – Aeroporto – Dia.

Valquilene anda de um lado para o outro e parece procurar alguém.

- Minha nossa senhora das empregadas esquecidas, onde será que está essa mulher? – Questiona ela preocupada. Ela olha para o relógio e sua expressão é confusa. – Será que é o fuso horário?

 

Cena 03 – Quarto de Valquilene – Dia.

Clarice parece estar completamente chocada com o que acabara de ver. Imprimida segura a caixa aberta de Valquilene com seus olhos arregalados.

- Pelo poder dos poderosos! – Disse Imprimida.

- Guarde isso, Imprimida! Estou a ponto de ter um piripaque! – Disse Clarice com a mão em sua testa.

- Não tenha um piripaque, senhora! – Disse Imprimida. – Ainda preciso comprar a minha mansão usando o segredo da senhora! – Pensou a governanta.

- Estou perplexa, não quer ser atrapalhada! – Disse Clarice.

- E agora o que faremos com a Maria Valquilene de Amaral Pereira Goés? – Questiona Imprimida.

- Esse é o nome dela? – Questiona Clarice.

- Bem nome de pobre mesmo! – Disse Imprimida.

- Essa caixa com certeza pertencia ao Roberto, não sei como foi parar nas mãos da serviçal. Aparentemente está bem conservada! – Disse Clarice.

- A senhora me deu uma igual! – Disse Imprimida.

- Vamos aguardar a explicação da pobre! – Disse Clarice saindo.

- Agora a Valquilene vai ter o que merece! – Desejou Imprimida.

 

Cena 04 – Apartamento de Verinha – Dia.

Melissa flagra Verinha se arrumando para sair e parece bastante curiosa.

- Posso saber aonde a senhorita pensa em ir? – Questiona Melissa.

- Deu agora para seguir a minha vida? Eu não direi nada. É por isso que não uso Twitter! – Disse Verinha.

- Eu estou fechando com uma famosa para visitar a boate na inauguração! – Disse Melissa.

- Melissa, estamos no final do segundo tempo, eu já tenho um trio perfeito para esta noite e você vai amar! – Disse Verinha.

- Me conta! – Pediu Melissa.

- Agora não porque tenho um encontro.... Um encontro de negócios! – Disse Verinha.

- Encontro de negócios? Sei...

- Nada de bancar a Nina de Avenida Brasil, ok? – Disse Verinha saindo.

 

Cena 05 – Aeroporto – Dia.

O aeroporto pousa em sua pista. Os passageiros desembarcam e uma mulher alta é a última a sair. Ela está usando óculos escuros, um blazer prata, blusa preta por dentro e uma calça longa social.

- Muitos vão dizer que é o último grito da moda! – Disse ela descendo as escadas.

Ela anda até a área interna do local e acaba tropeçando.

- Ops! Tomara que saia alguma notinha na EGO! – Disse ela. Suas pernas atraem os olhares de todos.

 

Cena 06 – Mansão de Clarice – Quarto de Bianca – Dia.

Clarice bate na porta e entra. Bianca tira os fones de ouvido para ouvir o que a madrasta tem a dizer.

- Quer falar comigo? – Questiona Bianca.

- Exatamente, queridinha do meu coração. Eu notei desde o dia em que você chegou aqui que sentiu algo pelo meu filho. Ele é bonitão, eu sei, nasceu de mim...

- A senhora não precisa me pedir para se aproximar do Cezar, eu o conquistarei com minhas armas e tenho certeza que ele não vai resistir! – Disse Bianca.

- Gosto de você e de saber que os dois podem ser um casal! – Disse Clarice.

- Uma pena que ele esteja apaixonado por uma empregada, acredito que esse será um problema! – Disse Bianca.

- Eu não acredito, o que foi que disse? – Questiona Clarice.

- Eu prefiro que a senhora veja com seus próprios olhos! – Disse Bianca.

 

Cena 07 – Aeroporto – Dia.

Valquilene está segurando uma placa com as iniciais “R.C.” e parece esperar alguém no portão de desembarque.

- Será que o voo atrasou? Céus! – Dizia Valquilene.

Dois seguranças seguram quatro malas ao mesmo tempo. A mulher alta passa no portão e quase cai sob os seguranças.

- Minha nossa senhora das operadoras! – Disse a mulher.

- O que disse? – Perguntou um dos seguranças.

- Sou estabanada! – Respondeu ela sem graça.

Ela vê suas iniciais na placa de Valquilene e se aproxima. A empregada olha para as pernas da mulher impressionada.

- Precisa de ajuda? – Pergunta Valquilene.

- Não precisa querida, meus seguranças fazem isso por mim. Eu sou a Roberta Changed! Confiança, confiança, confiança e vamos em frente. – Disse a mulher.

 

 

Cena 08 – Estrada – Tarde.

Verinha está na companhia de um rapaz e ele sorri toda vez que olha para ela.

- Você sabia que fico louco quando olho para você? – Questiona o homem.

- Eu também sinto algo.... Está ficando tarde e preciso voltar! – Disse Verinha.

- Mas está cedo amor, quero tanto os seus beijos, podemos parar um pouco? – Pergunta ele.

- Ricardo, daqui a pouco escurece e estamos muito distantes da cidade! – Disse Verinha.

 

Cena 09 – Boate – Tarde.

Melissa chega em frente à boate e vê o nome ainda coberto por uma faixa.

- Essa noite será a melhor de todas, a inauguração da minha boate, quis dizer da Verinha! – Disse Melissa.

Um carro estaciona e buzina para ela.

- Meu amor! – Disse Genaro.

- Querido, a inauguração só será mais tarde! – Disse Melissa.

- Não podia ficar um minuto sem sua companhia, a saudade bateu e decidi chegar mais cedo! – Disse Genaro.

- Só um minuto, preciso ligar para uma amiga! – Disse Melissa ligando para Verinha.

A chamada cai na caixa postal.

- Estranho! Onde será que está a Verinha? – Questionava sua amiga preocupada.

 

Cena 10 – Hotel – Anoitece.

Roberta acaba de entrar em sua suíte e Valquilene lhe ajuda com as malas.

- Obrigada por seu trabalho maravilhoso, você fez tudo que pedi! – Disse Roberta.

- Dona Roberta, eu a considero como uma amiga agora e adoro trabalhar para a senhora! – Disse Valquilene.

- Você é uma boa menina, há tantas coisas para serem feitas a partir de agora, não sei onde começar! – Disse Roberta.

- A senhora disse que tem uma inauguração para ir, eu penso que esse é o primeiro passo! – Disse Valquilene.

- Realmente, Val... Esse deve ser o primeiro passo e você tem que voltar para a mansão antes que notem a sua falta! – Disse Roberta.

- Eu vou voltar sim, mas a senhora vai ficar bem?

- Não se preocupe comigo querida, vou ficar bem! – Respondeu a perua.

 

Cena 11 – Mansão – Noite.

Bianca está na sala quando Cezar entra. Ela impede que ele suba as escadas e ele fica sem reação.

- Vai mesmo ficar aí parada? – Pergunta Cezar.

- Preciso falar com você! – Disse Bianca.

- A gente conversa depois, eu estou mesmo é precisando de um banho! – Disse o rapaz.

- Descolei dois convites para a inauguração de uma boate e preciso que vá comigo! – Disse Bianca.

- Ir a uma boate?

- Não gosta de dançar?

- É que estou tão cansado...

- Sem desculpas, Cezar! A gente tem que aproveitar cada momento e ficar ao seu lado é maravilhoso! – Disse Bianca se aproximando do rapaz.

- Você viu a Valquilene? – Pergunta ele mudando de assunto.

- Quem é Valquilene? – Questiona Bianca fingindo não saber.

- A Valquilene trabalha aqui em casa! – Respondeu Cezar.

- A empregadinha, desculpa ta, não costumo memorizar o nome das...

- Com licença! – Disse Cezar saindo.

- Eu tenho que dar um jeito nessa empregada doméstica de quinta categoria! – Disse Bianca.

 

Cena 12 – Quarto de Clarice – Noite.

Henrique entra no quarto e encontra a esposa assistindo TV.

- Boa noite! – Disse Henrique.

- Oi querido. Estou vendo a Carminha pegar a Nina. Não quer assistir Avenida Brasil comigo? – Perguntou Clarice.

- Eu pensei que estava assistindo Máscaras! – Disse Henrique.

- Máscaras? É claro que eu não vejo essa novela, querido! Rimas de ventos e velas... Vida que vem e que vai. – Cantou Clarice.

- Eu pensava que gostava...

- Já que chegou cedo em casa hoje, podemos aproveitar um pouco, está um calor né? – Pergunta Clarice com segundas intenções.

- Clarice, estou morrendo de dores, queria tanto, mas...

- Sério querido? Eu queria tanto ficar coladinha com você! – Disse Clarice.

- A gente pode deixar para outro dia? – Questiona ele.

 

Cena 13 – Estrada – Noite.

Verinha anda por uma estrada completamente desnorteada. Sua roupa parece ter sido rasgada em algum lugar. Seu olhar possui uma raiva e um desespero contido.

 

Cena 14 – Boate – Noite.

Melissa está à frente da boate e não para de usar o telefone fazendo chamadas para Verinha.

- Verinha, responde! – Pedia Melissa.

Algumas pessoas começavam a chegar e faltava pouco para a inauguração.

Roberta Changed chegou em um táxi e pediu que o motorista permanecesse parado em frente à boate. Logo a entrada formou-se uma imensa fila.

- Fortes momentos me aguardam! – Disse Roberta.

 

Cena 15 – Boate – Noite.

Verinha consegue chegar na boate e Melissa a encontra na parte de trás.

- Onde você estava? – Perguntou Melissa.

- Uma longa história que não cabe mais nesse capítulo. Estou horrível né? – Questiona Verinha.

- Quer mesmo que eu responda? – Pergunta Melissa.

- Faltam 10 minutos?

- Na verdade, 5 minutos! – Respondeu Melissa.

Verinha arregalou seus olhos, mas havia um alívio por ter chegado a tempo.

 

Continua...

Capítulo 9 - A inauguração


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - A inauguração

Cena 01 – Boate – Noite.

Verinha consegue chegar na boate e Melissa a encontra na parte de trás.

- Onde você estava? – Perguntou Melissa.

- Uma longa história que não cabe mais nesse capítulo. Estou horrível né? – Questiona Verinha.

- Quer mesmo que eu responda? – Pergunta Melissa.

- Faltam 10 minutos?

- Na verdade, 5 minutos! – Respondeu Melissa.

Verinha arregalou seus olhos, mas havia um alívio por ter chegado a tempo.

- Eu preciso de um copo de água! – Disse Verinha.

As duas entraram no estabelecimento e ainda não havia ninguém.

- Verinha, vai me dizer agora o que aconteceu? – Pergunta Melissa.

- Nem sei por onde começar...

- Do começo, Verinha! A boate está prestes a ser inaugurada e você some! – Grita Melissa.

- Não grite, por favor! Eu cometi uma burrada hoje, um erro terrível. Não se deve sair com estranhos, eu acho que vou aprender depois desse livramento! – Disse Verinha.

- O boy tentou te atacar?

- Eu estou bem e é isso o que importa, não quero mais pensar nisso, quero celebrar a inauguração do meu sonho. Eu já fiz a minha parte e denunciei o canalha e graças a Deus consegui chegar a tempo. Espero que a justiça seja feita! – Disse Verinha.

Cena 02 – Quarto de Clarice – Noite.

Henrique sai do banho e está usando um roupão. Clarice está diante da TV com o controle remoto nas mãos e desliga no mesmo momento que o marido chega.

- A Bianca não está em casa? Procurei a minha filha e não achei em lugar algum. – Disse ele.

- Não se preocupe meu bem, ela está bem agora e com o meu filho! – Disse Clarice.

- Que?

- Não entendo o motivo desse seu espanto... Bianca mesmo que convidou o Cezar para irem a uma boate. – Disse Clarice.

- Uma boate? Não sabia que a Bianca frequentava esses lugares! – Comentou Henrique.

- Não tem nada demais, sendo um lugar tranquilo, eu ia nesses bares na minha juventude! – Disse Clarice.

- Há quanto tempo isso? O mundo mudou! – Disse ele.

 

Cena 03 – Boate – Sala de Verinha – Noite.

Melissa entrega um copo com água para sua amiga Verinha que ainda está um pouco nervosa.

- Isso deve lhe acalmar! – Disse Melissa.

- Eu pensei que iria morrer! – Disse Verinha.

- Passou o perigo, você está bem minha amiga! – Disse Melissa.

- Já estou melhor e preciso encarar as pessoas lá fora. É o dia da inauguração da boate! – Disse Verinha.

 

Cena 04 – Mansão de Clarice – Sala.

Clarice desce as escadas e encontra Imprimida deitada no sofá.

- O que significa isso? – Questiona Clarice.

- Por que está gritando? O que significa o que? – Questiona Imprimida.

- Você está esparramada no meu sofá, quem lhe deu esse direito? – Pergunta Clarice.

- Eu me dei o direito! – Afirma Imprimida.

Henrique ouve o barulho e aparece do alto da escada.

- O que está acontecendo aqui? – Questiona ele.

- A Dona Clarice, gosto tanto da patroa, mas tem dias que ela maltrata a gente sem dor, sem piedade! – Responde Imprimida com os olhos lacrimejando.

Clarice olha para Henrique e continua em silêncio.

- Clarice, peça desculpas a Imprimida! Ela não merece ser alvo de seus estresses! – Pediu Henrique.

- Desculpa, Imprimida... Não queria ter dito aquelas coisas para você, espero que entenda o meu estado de espírito! – Disse Clarice.

- É claro que entendo, senhora! – Disse Imprimida.

 

Cena 05 – Hotel – Noite.

Roberta Changed termina de se arrumar e Valquilene fica besta com a produção da mulher.

- Como estou? – Pergunta Roberta.

- A senhora está completamente espetacular! – Respondeu Valquilene.

- Eu quero mesmo que essa noite seja espetacular, qual o nome dessa boate mesmo? – Questiona Roberta.

- O nome não sei, parece um mistério de novela! – Disse Valquilene.

- Certo. Será que vou aparecer na EGO? – Questiona Roberta.

- Na EGO não sei, mas um luxo como está a senhora, pode aparecer na Garden! – Comentou Valquilene.

- Numa revista de jardim?

- Não senhora, jardim não, é uma revista tipo a Caras, só de gente famosa, tem um pouco de moda, tem um pouco de tudo! – Explicou Valquilene.

- Agora estou entendo melhor, vamos logo, quero chegar na boate o quanto antes! – Disse Roberta.

 

Cena 06 – Boate – Noite.

Verinha dá uma espiada do lado de fora e fica bastante impressionada.

- Tem muita gente lá fora! – Comentou Verinha.

- Claro que tem, os ingressos venderam como água! – Disse Melissa.

- Estou ficando com medo! – Disse Verinha.

- Nada de ficar com medo, vamos todos fazer Uó! – Disse Melissa fazendo a coreografia da Banda Uó.

- E as nossas convidadas?

- AGORA TODOS FAZ UÓ, FAZ UÓ, FAZ UÓ! – Respondeu Melissa dançando.

- MELISSA! – Gritou Verinha.

- Confia em mim! – Disse ela.

- Vamos! – Disse Verinha.

- Vamos que to doida para descobrir o nome dessa boate! – Disse Melissa.

 

Cena 07 – Boate.

As portas são abertas. O letreiro é descoberto e revelado o nome do estabelecimento ao som de Sorry da Madonna. DANCING ON THE FLOOR.

- Não estou acreditando! – Disse Melissa.

- Gostou da homenagem? – Pergunta Verinha.

- A Madonna é a diva do pop! – Gritou uma das clientes.

- Minha opinião já foi expressada! – Responde Melissa.

- Vamos entrar! – Disse Verinha.

A casa estava bombando. A pista estava cheia e estava apenas começando.

 

Cena 08 – Dentro do Carro de Cezar – Noite.

Cezar está parado diante da boate e ao seu lado está Bianca que termina sua maquiagem.

- Que música é essa? – Questiona Bianca.

- Que? – Pergunta ele.

Ele desliga o rádio que estava tocando Lairton e seus teclados. “É somente ela que me satisfaz! ”.

- Cezar, estamos em frente a uma boate, animação, animação meu querido! – Disse Bianca.

- Você está certa! – Respondeu Cezar que estava pensando em Valquilene.

- O lugar não parece assim a melhor coisa do mundo, mas o que custa conhecer?

 

Cena 09 – Boate – Noite.

Verinha entra no palco onde está o DJ e pega o microfone. Ela testa antes de usar.

- Teste, 1, 2, 3! – Diz Verinha.

A música para e os clientes param para prestar atenção na dona.

- Primeiramente boa noite e peço desculpas pela interrupção, esta é a primeira noite da boate Dancing On The Floor. E quero anunciar as Espetaculosas. E depois mais músicas. – Disse Verinha saindo.

Iniciou a canção “I Will Survive”. Saiu fumaça por todo o palco e três Drags Queen surgiram. Elas estavam bem sincronizadas em suas coreografias que acompanhava a música. Os clientes curtiram e embarcaram na Vibe proposta.

- The World Is Gay! – Gritou uma delas.

Melissa estava espantada com a apresentação. Verinha curtia tranquilamente. Bianca e Cezar haviam entrado.

- Isso é uma boate gay? – Questiona Bianca.

- Algum preconceito com isso? – Pergunta Cezar.

 

Cena 10 – Rua – Frente à Boate – Noite.

Um carro para em frente à entrada da boate. É visto duas pernas saltando do automóvel.

- Ajuda senhora? – Pergunta Valquilene que acompanhava a mulher.

- Não precisa meu bem, apenas um pouco de confiança, confiança, confiança e sempre em frente! – Respondeu Roberta.

As duas entraram na boate.

 

Continua...


Capítulo 10 - Entrando na festa


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Entrando na festa

Cena 01 – Boate Dancing On The Floor – Noite.

Roberta Changed entra na boate que acabara de inaugurar. Ao seu lado está sua fiel funcionária, Valquilene.

- Agora sinto que voltei de verdade! – Pensou Roberta.

- Minha nossa, o ano vai acabar antes do dia 21 de dezembro de 2012! – Disse Valquilene, mas ninguém ouviu devido a batida da música.

- Não estou conseguindo enxergar a Verinha! – Disse Roberta.

- Que? – Pergunta Valquilene sem entender.

- Espero que não toque aquela música ou irei sair de mim! – Disse Roberta dançando conforme a música atual.

- A Verinha não sabe mesmo que a senhora está aqui? – Pergunta Valquilene.

- A senhora está no céu, eu Roberta estou na terra. É uma surpresa! – Disse Roberta piscando para Valquilene.

Naquele momento, Valquilene viu Cezar e Bianca perto do bar e tentou se esconder.

- Do que está se escondendo?

- Dona Roberta, posso ir embora? É que estou um pouco cansada! – Pediu Valquilene.

- Claro querida, eu me viro sozinha aqui e eu a aluguei demais na minha chegada! – Disse Roberta.

- A senhora pode contar comigo sempre, mas preciso voltar para a mansão! – Disse Valquilene.

- Pode ir, mas não ouse me chamar de senhora novamente! – Pediu Roberta.

 

 

Cena 02 – Mansão – Quarto de Imprimida – Noite.

Clarice bate na porta da empregada e Imprimida abre. A expressão da governanta é nada agradável.

- Precisamos conversar! – Disse Clarice.

- Já viu a hora? Está tarde demais e amanhã a senhora vai cobrar de mim serviços pesados, mas estarei cansada! – Disse Imprimida.

- Pare agora, estamos sozinhas e você tem ajuda da outra empregada! – Disse Clarice.

- Que empregada? Valquilene sumiu, não deu as caras e provavelmente não me ajudará em nada. – Respondeu Imprimida.

- Então demita a Valquilene e contrate outra, mas eu vim falar de outro assunto! – Disse Clarice.

- Fale logo!

- Eu quero que você pare com essas chantagens, não aguento mais, daqui a pouco o Henrique pode desconfiar e estou disposta a dar o que você quiser para manter o bico fechado de vez! – Disse Clarice.

- Dar o que eu quiser?

- O que você quiser!

- Então, vou pensar muito no que a senhora vai ter que me dar! – Disse Imprimida.

- Certo, pense e depois diga o que vai querer! – Disse Clarice saindo.

- Vou querer é muito, mas isso pode esperar, amanhã vou tratar de uma certa empregadinha novata que não suporto! – Disse Imprimida decidida.

 

Cena 03 – Pista de Dança – Noite.

Malu e Allan acabaram de chegar e procuram um lugar para ficarem.

- Parece um lugar muito agradável! – Comentou Allan.

- Que? – Perguntou Malu que não havia entendido.

- O lugar parece agradável! – Repetiu Allan.

Malu confirmou e os dois se juntaram a pista para aproveitar a música que estava bem animada.

Melissa vê o casal e cutuca a amiga Verinha.

- Olha quem está arrasando na pista de dança! – Diz Melissa.

- Quem? – Questiona Verinha.

- Ela trabalha para a revista Garden, daquela francesa Suzy Garden. Você não acompanha? Imagina uma notinha sequer numa revista de tanto respeito como a Garden. – Disse Melissa.

- Já ouvi falar por alto, mas na verdade não sei de quem está falando! – Comentou Verinha.

- Verinha, close! Eu vou conseguir uma notinha em uma das revistas mais famosas desse país! – Disse Melissa se aproximando do casal.

 

Cena 04 – Boate – Noite.

Cezar e Bianca passam por trás de Roberta. Bianca puxa o companheiro pelo braço.

- Aonde você está indo? – Questiona Bianca.

- Só quero um pouco de ar! – Disse Cezar.

- Não está gostando?

- Não é isso Bianca, o lugar é bacana, mas queria ficar um pouco lá fora...

- Você está fumando?

- Não, por quê?

- É que eu senti um cheiro e pensei...

- Pois pensou errado, dê-me um minuto e volto! – Disse Cezar saindo.

 

Cena 05 – Boate - Bar – Noite.

Melissa chama Verinha para se aproximar de Malu e Allan. Ela manda servir dois drinks para o casal.

- É por conta da casa! – Disse Melissa.

- Obrigada! – Disse Malu.

- Estou acompanhando a revista há anos e percebi que você assumiu as últimas edições. É um belo trabalho e o seu está fantástico. – Elogiou Melissa.

- Fico feliz em saber que é uma das leitoras da revista! – Respondeu Malu.

- E eu espero bastante que estejam curtindo o local, com licença! – Pediu Verinha.

- Espera Verinha... Malu, bem que você poderia dar uma notinha na próxima edição da Garden! – Disse Melissa.

- Melissa! – Recriminou Verinha.

- O lugar é realmente incrível, seria uma boa ideia a matéria, mas não posso garantir! – Disse Malu.

- Não se incomode querida, espero que se divirta! – Disse Verinha.

- Mas quem sabe você não pensa com carinho, uma notinha de nada! – Disse Melissa.

- Bem, Melissa... Não incomode mais o casal e venha comigo! – Disse Verinha.

- Com licença, divirtam-se! – Disse Melissa despedindo do casal.

 

Cena 06 – Boate – Escritório – Noite.

Verinha e Melissa entram, ela fecha a porta e encara a amiga.

- Melissa, o que você está querendo? – Questiona Verinha.

- A boate precisa de um pouco de publicidade, estava tentando uma notinha...

- Estava incomodando uma cliente e talvez ela nem venha mais depois de uma dessa! – Criticou Verinha.

- Desculpe, Verinha... Mas está pensando muito pequeno e eu costumo sonhar alto e vou além dos meus limites! – Disse Melissa.

- Cuidado para não cair, às vezes o tombo é maior! – Respondeu Verinha.

- Eu sou ambiciosa e quem não tem ambição não vai para frente! – Disse Melissa saindo.

 

Cena 07 – Boate – Palco – Noite.

Começa a sair fumaça do palco e as luzes acendem lentamente. Melissa vê e fica chocada.

- Mas o que está acontecendo? – Questiona Melissa. – Não sabia que as Drags fariam mais um show.

As luzes acendem totalmente e uma mulher segura uma bandeira colorida LGBT. Uma música animada faz a atração ser o centro das atenções.

Roberta começa a dançar sensualmente e ganha sua plateia. Verinha chega diante de Melissa.

- Não sabia que teríamos mais um show...

- Nem eu!

- Quem será ela?

- Não tenho a mínima ideia, mas vou descobrir tudo ou não me chamo Melissa!

 

Continua...

Capítulo 11 - Fim de festa


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Fim de festa

Cena 01 – Boate – Noite.

Melissa se aproxima de Verinha e em sua expressão é um tanto misteriosa.

- O que você descobriu, Melissa? Fale por favor! – Implorou Verinha.

- Eu questionei a pessoa de quem se tratava, ela não disse nada, quer dizer, disse que queria falar com você. – Contou Melissa.

- Falar comigo? – Questiona Verinha chocada.

- É melhor se apressar antes que ela resolva partir, descubra tudo e depois me conte todos os detalhes! – Pediu Melissa.

- Eu vou resolver isso é agora! – Disse Verinha decidida.

Verinha saiu e Melissa a seguiu poucos segundos depois.

 

Cena 02 – Escritório da Boate – Noite.

Roberta está olhando para a decoração do ambiente e Verinha se aproxima e observa a mulher de costas.

- Queria falar comigo? – Questiona Verinha.

Roberta virou e sorriu.

- Ainda quero! – Respondeu a mulher.

- Engraçado, agora olhando para você, a gente já se viu alguma vez? – Questiona Verinha.

Melissa acabara de encostar o ouvido na porta para não perder nenhum detalhe.

- Eu responderia que sim porque temos tantas coisas para conversar, Verinha! – Disse Roberta sorrindo como sempre.

- O que essa mulher tem tanto para conversar com a Verinha? – Questiona Melissa.

 

Cena 03 – Motel – Noite.

Cezar está na companhia de Valquilene e os dois estão deitados na cama. Ela liga a TV e fica maravilhada ao saber que está passando o filme “Flashdance”.

- Eu adoro o final desse filme, você lembra? Ela é sensacional quando mostra para os ajudas como sabe dançar. – Comenta Valquilene animada.

- Val...

- Que?

- Vamos deixar o filme para outro dia, trouxe você aqui para a gente conversar, queria ficar mais juntinho de você! – Disse Cezar.

- Eu nem deveria falar com você! – Disse Valquilene.

- Eu deixei a Bianca sozinha naquela boate porque encontrei você e é você que eu sinto algo muito forte...

- Você estava na festa com ela e eu vi muito bem! – Disse Valquilene.

- Você não acredita em mim?

- Eu deveria?

- Deveria sim! – Disse o rapaz.

- Prove! – Pediu Valquilene e ele a beijou.

 

Cena 04 – Boate – Noite.

Verinha estava diante de Roberta. A mulher misteriosa havia chamado a atenção de todos com a sua apresentação.

- Bem, ainda não sei quem é você! – Disse Verinha.

- É claro que sabe quem sou, lembra de quando fomos a uma boate e pegamos todo mundo? Faz uns 15 anos que aconteceu isso. Foi um delírio total e eu estava bêbada. – Disse Roberta.

- Espera aí, como você sabe disso? Só quem podia lembrar era o Roberto! – Disse Verinha.

- Então!

- Não!

- Sim, Verinha!

- Eu não acredito, você? É você mesmo?

- É claro que sou eu mesma, Roberta Changed... A nova estrela do Brasil! – Disse a mulher.

- Meu Deus! Ainda não consigo acreditar, você está morto! – Disse Verinha.

- Quer tocar em mim? Eu estou viva, vivíssima! – Vibrou Roberta Changed.

- Eu juro que ainda não estou acreditando...

- Verinha, vou lhe contar tudo, todos os detalhes, mas agora vamos curtir este momento! – Disse Roberta.

- Que saudades minha amiga! – Disse Verinha abraçando Roberta.

Melissa ouvia a conversa atrás da porta e estava morrendo de ciúmes.

- Quem é essa aí? Eu vou descobrir viu! – Prometeu Melissa.

 

A festa na boate continuou e a inauguração foi um sucesso. No dia seguinte era a notícia mais comentada nos jornais e revistas.

 

Cena 05 – Apartamento de Verinha – Dia.

Verinha acorda e encontra Melissa séria na sala. Ela começa a preparar o café da manhã.

- Pensei que fosse dormir com a sua amiguinha... – Comentou Melissa.

- Do que está falando, Melissa? – Questiona Verinha.

- Eu vi todo aquele amor ontem, de onde veio aquele trubufu? – Questiona Melissa.

- Melissa, olha a maneira como você fala! – Recriminou Verinha.

- Muito bem, aquela pessoa, quando você tiver um tempo para me contar, você me procura porque agora vou faxinar aquela boate! – Disse Melissa saindo.

- O que deu nela? – Questiona Verinha sem entender.

 

Cena 06 – Boate – Dia.

Melissa começa a faxinar a boate vazia e começa a tocar Ragatanga. Ela se anima com os objetos de limpeza e faz um show só para ela.

- Aserê, raderê! – Cantava Melissa.

Genaro passava na calçada e viu a cena. Ele ficou chocado ao ver sua amante como faxineira.

- Minha nossa senhora das faxineiras do bem e do mal, o que é isso? – Questiona Genaro.

Melissa continua cantando e depois que percebe a presença do homem.

- Genaro! – Reage ela ao vê.

- O que você está fazendo vestida assim? Você é como aquelas empreguetes cheias de charme?

 

 

Cena 07 – Mansão de Clarice – Dia.

Clarice desce as escadas e encontra a mesa de café da manhã vazia. Imprimida surge lendo o jornal do dia.

- Teve uma inauguração de uma boate ontem, foi um sucessão! – Comentou Imprimida.

- Imprimida, deixe de besteira e sirva o meu café da manhã! – Pediu Clarice.

- Sinto muito, dona Clarice. Estava com uma unha encravada e não pude preparar nada. Se a senhora quiser, pode ir preparar...

- Que atrevimento, Imprimida! – Disse Clarice.

- A Valquilene não chegou e é hoje que eu esgano aquela empregadinha, ela vai ver com quantos cabos se usa em uma vassoura! – Comentou Imprimida.

- Estou cansada, cansada mesmo! – Reclama Clarice.

Cezar e Valquilene entram aos risos no mesmo momento e Bianca desce.

- Espera aí, os dois estavam juntos? – Pergunta Bianca completamente possessa.

 

Continua...

 

 

 

 


Capítulo 12 - Esbarrando em você


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Esbarrando em você

Cena 01 – Hotel – Dia.

Roberta Changed saí do banheiro enrolada em um roupão e seu telefone toca. Ela pega o aparelho e atende a chamada. Senta-se na cama e cruza as pernas. Close nas pernas. Ela faz uma homenagem ao filme instinto selvagem.

- Eles podem pensar o que quiserem, eu sou mais eu, eu sobrevivi meu bem.... Tenha certeza que ninguém vai descobrir do que estamos falando! – Disse Roberta desligando o telefone.

 

Cena 02 – Mansão de Clarice – Dia.

Valquilene e Cezar estavam de frente com Bianca. A filha de Henrique queria ouvir uma explicação sobre a razão dos dois terem chegado juntos.

- Vão ficar parados aí? Não sou a Tereza Cristina para pedir para congelarem, falem agora! – Exige Bianca.

- Minha boca é um túmulo! – Disse Valquilene.

- Túmulo é onde eu vou te enterrar, sua empreguete de quinta! – Responde Bianca.

- Sou empregada com orgulho e não tenho medo do que pensam, agora você, não passa de uma riquinha retardada! – Responde Valquilene.

- Você disse o que?

- Ligue um gravador da próxima porque não sou papagaio! – Disse Bianca.

- Parem, por favor! – Pede Cezar.

- Eu não queria me meter, mas a Bianca tem razão e os dois devem uma boa explicação! – Disse Clarice.

- A Valquilene com certeza estava na esbórnia e irei descontar do salário dela! – Disse Imprimida.

- Estou cansando a minha beleza! – Disse Bianca.

- Eu que estou cansada de tudo isso...

- Por mim, pode acertas as suas contas com a Imprimida! – Disse Clarice.

- Nada de contas, uma demissão dessa é justa causa! – Disse Imprimida.

- CHEGA! – Gritou Cezar. – Ninguém vai demitir ninguém aqui!

 

Cena 03 – Boate – Dia.

Melissa leva Genaro até a sala de Verinha e fecha a porta. Ela tenta ser carinhosa com o pretendente, mas ele desconfia dela.

- Eu quero saber de tudo agora! – Disse Genaro.

- Você quer mesmo saber? – Questiona Melissa.

 - É por isso que estou aqui, desate logo este nó! – Pediu Genaro.

- Vou falar, Ok? É tudo uma promessa que eu fiz! – Contou Melissa.

- Promessa? Que promessa? – Pergunta Genaro desconfiado.

- Então, meu querido, meu homem lindo.... Prometi que se a boate fosse um sucesso, eu lavaria o chão todos os dias....

- Mas que promessa estranha e a sua mão tão delicada? – Questiona Genaro.

- Tudo bem que não sou uma escrava Isaura, mas faço o que posso e se você me quer...

- É claro que te quero, meu biju!

 

Cena 04 – Mansão – Escritório – Dia.

Clarice leva Bianca até o local e tranca a porta. Imprimida tenta ouvir com um copo.

- Não quero perder um detalhe, essa novela não posso! – Disse Imprimida.

- Bianca! – Disse Clarice.

- Sim! – Respondeu Bianca.

Clarice bebeu um copo de água e seguiu com a conversa.

- Sabe que faço muito gosto por você e o meu filho Cezar estarem se entendendo...

- Eu acho que você já me disse isso, então, poupe-me os ouvidos! – Disse Bianca.

- É assim que você me trata?

- Não preciso de sua ajuda para conquistar quem quer que fosse! – Disse Bianca saindo.

Imprimida é empurrada após o fim da conversa e Clarice fica pasma. A governanta entra e encara a patroa que parece uma estátua. A patroa dá um passo e começa a cantarolar o ritmo de uma canção.

“Turn around...

Every now and then I get a little bit lonely, and you’re never coming ‘round”. – Cantou Clarice.

Imprimida tenta acompanhar a patroa.

“Turn around”. Cantou Imprimida.

Em segundos, as duas formaram um dueto.

“Once upon a time there was light in my life, But now there's only love in the dark, Nothing I can say
A total eclipse of the heart”. – Cantaram ambas.

 

Cena 05 – Mansão – Quarto de Clarice.

Imprimida segue a patroa que agora está aos prantos. Clarice joga-se na cama e se cobre.

- O que está acontecendo? – Questiona Imprimida.

- E desde quando você se preocupa comigo? – Pergunta Clarice.

- Desde quando a patroa paga o meu salário e aqueles extras... Se um dia isso terminar, jamais me preocuparei com a senhora! – Disse Imprimida.

- E o que está esperando para arrumar a sua mala e ir embora desta casa? – Questiona Clarice.

- Muito bem, eu partirei como a senhora deseja, mas depois do jantar de hoje à noite quando a família estiver toda reunida, até mesmo aquela Valquilene! – Disse Imprimida saindo.

- Odeio essa empregadinha, o que é dela está guardado! – Promete Clarice.

 

Cena 06 – Hotel – Dia.

Roberta está ouvindo música em seu quarto e está tocando “Girls Just Wanna Have Fun”. Seu rosto está repleto de um creme verde rejuvenescedor. O telefone toca e ela corre para atender.

- Oi Verinha! – Responde Roberta.

- Preciso falar com você! – Disse Verinha.

- Vou me arrumar e a gente se encontra, pode ser? – Questiona Roberta.

- Quero ficar mais um tempo com você e não vejo a hora de você me contar todos os detalhes!

- Vou contar tudo, meu amor! – Afirmou Roberta.

Melissa ouve o final da conversa e fica desconfiada.

- Ela já está se segredinho com a outra, mas me aguardem que eu vou descobrir tudo! – Disse Melissa com ciúmes.

 

Cena 07 – Mansão – Piscina.

Cezar chega no jardim e encontra Bianca tomando sol e com trajes de banho.

- Oi Cezar... Não quer cair um pouco? – Questiona Bianca.

- Não curto muito piscina! – Respondeu ele.

- Estranho, eu pensava que todo mundo gostava, mas enfim... Quero conversar com você! – Disse Bianca.

- Conversar?

- Eu já notei que a gente está super ligado, nos damos bastante e a química rola numa boa. Estou gostando de você! – Disse Bianca.

- Bianca, eu gosto da Valquilene! – Afirmou Cezar.

- Que? O que foi que você disse? Está gostando daquela Nina? – Questiona Bianca sem acreditar.

- Estou gostando sim!

- Trágico se não fosse cômico, você não assiste novelas?

- Bianca, eu já disse o que eu queria dizer! – Respondeu Cezar saindo.

- Eu afogo aquela criatura do pó! – Disse Bianca.

 

Cena 08 – Hotel – Tarde.

Roberta Changed termina de se arrumar e dá os últimos retoques em sua maquiagem. Ela pega o perfume da Britney e espirra um pouco para o ar. Dona de um sorriso intenso, ela segue até a saída. Close no salto vermelho e abre a porta.

 

Cena 09 – Rua – Tarde.

Verinha está dirigindo e começa a tocar “Take My Breath Away”.

- Momento top gun... Tom Cruise era muito novinho, mas ele continua um gatão! – Disse Verinha.

O carro apresenta um barulho estranho e ela se vê obrigada a parar no encostamento.

- Não acredito! A gente aluga esses benditos e eles nos fornecem o pior carro! – Reclamou ela.

Ela olha para a frente e ver alguém que não esperava.

 

Cena 10 – Shopping – Tarde.

Close no salto vermelho. Pernas andam em direção as lojas. Roberta encara um manequim de uma vitrine e é surpreendida por uma vendedora.

- Posso ajudar? – Questiona a vendedora.

- Não, estava apenas dando uma olhada! – Disse Roberta se afastando. – É desta maneira que a gente sai de fininho quando alguém tenta interromper nossa busca por roupas ou qualquer outra coisa que a gente queira comprar.

Ela acaba esbarrando em alguém e cai no chão. Um dos seus saltos sai de seu pé. Henrique olha para a mulher caída no chão e resgata o seu sapato.

- Deixe-me ajuda-la! – Pediu ela.

Roberta encarou Henrique com um olhar de agradecimento.

 

Continua...

Capítulo 13 - Acusação


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Acusação

Cena 01 – Shopping – Tarde.

Roberta acabou esbarrando em alguém no shopping e quando viu estava sendo ajudada por um homem, era Henrique. Ele estendeu a mão e ela ficou bastante sem graça. Tocando “Take My Breath Away” naquele momento.

- Obrigada, muito gentil da sua parte! – Disse Roberta.

- Não foi nada! – Respondeu Henrique.

- Mesmo assim, muito obrigada! – Disse ela sorrindo.

- Está sentindo alguma coisa? Será que não seria necessário.... Uma avaliação médica?

- Que? Não, não será preciso porque estou me sentindo muito boa, boa mesmo! – Afirmou Roberta.

- Vou acreditar em você!

- Bem, agora preciso terminar as minhas comprinhas e muito obrigada, obrigada mesmo!

- Já disse que não foi nada, até logo! – Disse ele.

Os dois se despediram e saíram lentamente. Roberta sorriu e olhou para trás sem que ele percebesse. Depois de mais alguns passos, Henrique fez a mesma coisa e olhou para ela.

 

Cena 02 – Vila – Pensão.

Uma mulher desce de um táxi e acaba atraindo alguns curiosos vizinhos da pensão a qual entrara. O sininho da recepção é tocado por ela e ninguém aparece.

- Parece que não mora ninguém nesta pensão! – Reclama a mulher.

Momentos depois surge uma mulher com trajes peculiares. Na verdade, trata-se de um homem travesti.

- Quer ajuda minha fofa? – Pergunta o travesti.

- Meu nome é Fernandona! – Afirmou a mulher.

A travesti olhou de cima para baixo e ficou com a calça cinza e larga que Fernandona usava.

- Fernandona? Sapatona convicta? – Pergunta a travesti.

- Que? Quem disse que sou sapatona? – Questiona Fernandonada.

- Olha minha fofa, quem sou eu para lhe julgar? Never que faria isso! Sabe quem eu sou? Amadinha Bombril, a dona da birosca e esta pensão se chama Pensão da Irmandade. – Disse Amadinha.

- Ok! Pensão da irmandade? – Questiona Fernandona.

- Exatamente, really! – Respondeu Amadinha.

- Quero um quarto! – Disse Fernandona.

- Um quarto para quantos? Tem animal? Filhos? Alguma doença contagiosa? – Questiona Amadinha.

- Preciso responder mesmo essas suas perguntas?

- Bem, amadinha, Amadinha sou eu! Sua fofa, são regras do meu estabelecimento e a pergunta principal é se tem caso com traficante.... Se sim, procure outro lugar porque esta pensão é de gente de bem! Se for alguma doença, procure um médico! – Disse Amadinha.

 

Cena 03 – Boate – Tarde.

Verinha chega desesperadamente e flagra Melissa e Genaro em maiores agarramentos próximo ao bar.

- Melissa, não sabe quem eu vi agora no caminho da boate.... Melissa, o que significa isso? – Questiona a dona da boate.

- Verinha! – Reage Melissa.

- Quem é Verinha? – Questiona Genaro.

- Eu sou a dona desse lugar e que pouca vergonha é essa? – Questiona Verinha.

- A Verinha é minha sócia! – Disse Melissa para Genaro.

- Sócia? – Questiona Verinha.

- Sócia! – Reage Genaro.

- Melissa, despeça do seu amigo e venha comigo até a minha sala. Temos uma reunião importante! – Avisou Verinha saindo.

- Você não tinha me dito que tinha uma sócia! – Alegou Genaro.

- Genaro, tem muitas coisas ainda que você precisa saber, mas é tudo no seu tempo! – Afirmou Melissa lhe dando um beijo.

 

Cena 04 – Rua – Tarde.

Henrique está dirigindo o seu carro de volta para casa e de repente na rádio toca “Total Eclipse Of Your Heart”. Ele pensa na mulher que esbarrou no shopping mais cedo e seus olhos brilham.

- Esqueci de perguntar o nome dela... – Pensou ele.

Clarice estava saindo de uma loja e olhava para o relógio. Ela viu o carro do marido passar sem parar e ela acenou como uma louca.

- Henrique... Estou aqui! Henrique! – Chamava Clarice desesperada.

 

Cena 05 – Mansão de Clarice – Tarde.

Bianca vai até o quarto dos empregados e deixa um brinco debaixo do travesseiro na cama de Valquilene. Imprimida percebe que há alguém lá e se esconde.

- O que será que essa coisinha está aprontando? – Pergunta Imprimida.

Bianca sai discretamente. Valquilene surge em seguida e encontra Imprimida.

- Você! – Reage Valquilene.

- Pensou que fosse quem? A rainha da Inglaterra? – Questiona Imprimida.

- Bem, tanto faz! – Disse Valquilene pegando a bolsa e saindo.

- Sinto que vai ter confusão! – Disse Imprimida.

 

Cena 06 – Mansão – Anoiteceu.

Cezar encontra com Valquilene na sala e os dois se beijam rapidamente.

- Você não precisa ir embora! – Disse Cezar.

- Meu amor.... Vou apenas arrumar um quarto para mim, até falei com uma conhecida, Amadinha lá da vila. Eu continuarei trabalhando aqui, mas terei um lugar só meu! – Disse Valquilene.

- Tudo bem, então... Eu levo você até lá! – Disse ele.

- Parem agora! Ninguém sai até encontrarem o meu colar! – Gritou Bianca.

 

Cena 07 – Boate – Noite.

Melissa vai conversar com Verinha e as duas se trancam no escritório.

- Melissa, eu quero a verdade! – Exigiu Verinha.

- Que verdade? – Questiona Melissa.

- Melissa, você disse para aquele homem que era minha sócia, quando na verdade eu que herdei a fortuna e pude abrir o meu próprio estabelecimento. – Disse Verinha.

- Espera aí, Verinha... A gente mora junto e nós duas lutamos para inaugurar a boate. Eu me sinto sócia de coração da boate e é assim que eu me vejo. Eu confesso que estava tentando fisgar o Genaro, ele tem dinheiro e eu quero me dar bem na vida. – Disse Melissa.

- Só espero que não aconteça mais isso, não suporto mentiras! – Disse Verinha.

- Não vai mais acontecer, eu espero que acredite em mim! – Respondeu Melissa.

 

Cena 08 – Mansão – Noite.

Bianca desceu as escadas completamente histérica e apontava o dedo para Valquilene. As duas se encaravam e não escondiam o quanto se odiavam.

- Pare de apontar esse dedo para mim ou eu quebro ele! – Ameaçou Valquilene.

- Sua infeliz, eu tenho certeza que foi você que roubou e eu chamarei a polícia! – Disse Bianca.

- Isso é uma acusação muito séria! – Avisou Cezar.

- Não tenho nada a esconder! – Disse Bianca.

Clarice entra segurando uma caixa de presente.

- O que está acontecendo na minha sala? – Questiona ela.

- Barracos de família! – Responde Imprimida.

- Estou ligando para a polícia! – Disse Bianca. Cezar tomou o telefone dela e a impediu.

- Não tente me deter! – Disse Bianca.

- Vamos até o meu quarto e eu vou mostrar que sou inocente! – Disse Valquilene.

 

Continua...

Capítulo 14 - O colar


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - O colar

Cena 01 – Mansão – Noite.

Bianca acusou Valquilene de roubo diante de Cezar. Imprimida estava presente diante daquela situação. A filha de Henrique foi até o quarto da empregada e Valquilene fez questão de seguir a acusadora.

- Já disse que pode vasculhar todo o meu quarto e só vai encontrar poeira! – Disse Valquilene.

- Não precisa fazer isso, Valquilene.... Pare com isso, Bianca! – Pediu Cezar.

- Eu vou mostrar que a sua queridinha não vale nada! – Afirmou Bianca.

Imprimida esperava na sala o termino da confusão.

- Agora que aquela comedora de fubá vai para o brejo de vez! – Comentou a Governanta.

Bianca arrancou o lençol da cama de Valquilene e o colar estava lá. Cezar ficou pasmo com o que via. Valquilene não acreditava.

- O que é isso? – Perguntou Valquilene.

- Sua ladra, foi você como eu disse! – Acusou Bianca.

- Eu não sei como isso foi parar aí! – Disse Valquilene.

- Você vai ter que explicar tudo isso para a polícia e eu tenho certeza que eles não vão acreditar! – Disse Bianca.

- Você não vai chamar a polícia! – Disse Cezar.

- Obrigada, Cezar.... Eu sabia que você ia acreditar em mim! – Disse Valquilene.

- Melhor ir embora agora Valquilene! – Pediu Cezar.

Valquilene não respondeu e saiu. Bianca sorria contente e seguiu a empregada até a saída.

- Se voltar novamente nesta casa, eu te coloco na cadeia! – Gritou Valquilene.

Cezar subiu correndo para o quarto. Imprimida encarou Bianca e se aproximou da moça.

- Você foi terrível com aquela menina! – Disse Imprimida.

- E o que você tem com isso? Mas o Cezar vai ficar nas minhas mãos, sim e ainda vamos nos casar! – Afirmou Bianca.

- Parabéns pela chantagem! – Disse Imprimida.

- Não precisa disso tudo.... Eu sei que você chantageia a minha amada madrasta e nem por isso eu gosto de você! – Disse Bianca saindo.

 

Cena 02 – Hotel – Noite.

Valquilene foi recebida por Roberta em seu quarto e as duas se abraçaram.

- Como isso foi acontecer? – Perguntou Roberta preocupada.

- Aquela Bianca nunca foi com a minha cara e eu juro que nunca roubei um alfinete! – Disse Valquilene.

- Eu acredito em você minha querida e tenha certeza que não vai ficar assim porque vou te ajudar! – Disse Roberta.

- Como?

- Deixe comigo que eu darei um jeito. Pegue um táxi para você ir para aquela pensão!

- Só tenho a agradecer tudo o que fez por mim!

- E continuarei fazendo, agora vá porque agora precisarei sair!

 

Cena 03 – Boate da Verinha – Noite.

Roberta Changed usando um look bastante chamativo. Ela usa um vestido dourado e com penas nos ombros.

- Good Vibes baby! – Disse Roberta chegando.

- Roberta, que look é esse? – Questiona Verinha.

- Não foi da Lia Monte e nem copiei da Lady Gaga! É uma peça exclusiva minha! – Disse Roberta.

- Está maravilhoso...

- Preciso conversar com você!

- A casa está cheia e estou tão atolada aqui...

- Um minuto Verinha! – Pediu Roberta.

- Vou chamar a Melissa para tomar conta para mim! – Respondeu Verinha.

 

Cena 04 – Pensão – Noite.

Fernandona está olhando a rua do lado de fora e Valquilene chega.

- Boa noite, você é nova por aqui? – Questiona Valquilene.

- Cheguei há pouco tempo e você? – Questiona Fernandona.

- Sou quase uma turista aqui, mas devo ficar um pouco mais agora que não tenho mais emprego...

- Saiu do emprego? Que chato isso!

- Infelizmente, mas eu não tenho medo do trabalho duro! – Disse Valquilene.

- Somos duas.... Eu sou Fernandona!

- Me chame de Valquilene!

 

Cena 05 – Boate – Noite.

Verinha leva Roberta para a sua sala privada e as duas começam a conversar.

- O que você tem para me contar? Eu não gosto de mistérios! – Questionou Verinha.

- Sem mistérios dessa vez.... Eu praticamente esbarrei com o homem da minha vida hoje! – Disse Roberta.

- Como assim? O homem da sua vida? – Questiona Verinha.

- Eu juro que não lembro se ele me disse o nome, mas eu estou encantada.... Não paro de pensar nele e eu preciso focar nos meus projetos! – Disse Roberta.

- Mas você nem se quer lembra o nome dele...

- Mas o amor é surpreendente e ele nos faz sentir isso! O que eu faço minha amiga?

- Bem, quem sabe o destino não coloca ele novamente no seu caminho... Essa cidade é grande demais, mas quem sabe não acontece como você quer! – Disse Verinha.

- Estou parecendo aquelas jovens...

Melissa tenta ouvir atrás da porta.

- Não gosto de nadica de nada de ver essas duas juntas! – Disse Melissa.

 

AMANHECE

 

Cena 06 – Apartamento de Verinha – Dia.

Melissa chega da rua e Verinha a encara como se estivesse interrogando a amiga.

- O que foi? Que cara é essa Verinha? – Questiona Melissa.

- Sério que se importa comigo? Ficou a noite toda conversando com aquela Roberta. Parece que esquece dos seus amigos de verdade e até da boate. – Disse Melissa.

- Não é bem assim...

- É do jeito que eu acho!

- Pois está enganada! Eu sempre fui amiga da Roberta e de você também...

- Não pense que estou com ciúmes.... Eu pretendo fazer a minha parte e farei o meu trabalho que tenho com a boate! – Disse Melissa saindo.

 

Cena 07 – Mansão – Dia.

Clarice acorda e desce até a sala onde está servindo o café da manhã. Imprimida está no sofá folheando algumas revistas.

- O que está fazendo? – Questiona Clarice.

- Estou lendo a última edição da revista Destemida. Hoje é o meu dia de folga! – Disse Imprimida.

- Sirva o meu café da manhã! – Pediu Clarice.

- Sirva você mesma! – Respondeu Imprimida.

- Estou cansada de tudo isso, por favor! Sirva o meu café! – Pediu Clarice novamente.

- Já disse que estou de folga e a senhora deve se servir, com licença que vou ficar na piscina! – Disse Imprimida saindo.

Bianca desce naquele momento e ouve o final da conversa.

- Não sabia que os empregados podiam frequentar a piscina da casa! – Disse Bianca.

- Bom dia, Bianca.... Eu permiti que a Imprimida fosse aproveitar um pouco. Precisamos descansar e relaxar em algum momento de nossas vidas. – Respondeu Clarice.

- Sei...

 

Cena 08 – Hotel – Dia.

Roberta abre a porta e dá de cara com Melissa. Ela deixa a amiga de Verinha entrar.

- A Verinha mandou algum recado? – Pergunta Roberta.

- Ela poderia ligar, mas eu mesma quis vir dar o meu recado! – Disse Melissa.

- Qual recado?

- Desde que você chegou está atrapalhando a vida da Verinha. Ela é uma ótima pessoa e você deve ficar longe dela! – Disse Melissa.

- Que? Você ficou louca Melissa?

- Eu só quero o bem da Verinha! – Disse Melissa.

- Saia do meu quarto! – Exigiu Roberta abrindo a porta.

 

Cena 09 – Pensão – Dia.

Fernandona e Valquilene estão tomando café na pensão.

- Estou atrás do meu pai, esse é o grande motivo da minha vida para a cidade grande! – Contou Fernandona.

- E você já sabe por onde começar? – Questiona Valquilene.

- Eu sei onde ele mora e falta apenas coragem para chegar lá! – Disse ela.

- Então, você está perto! – Afirmou Valquilene.

Cezar estaciona o carro e entra na pensão.

- Valquilene! – Chamou Cezar.

- Cezar! – Reagiu ela.

- Precisamos conversar, Valquilene! – Disse ele.

 

Cena 10 – Rua – Dia.

Valquilene vai com Cezar para frente da pensão e os dois entram no carro.

- O que você quer falar comigo? – Pergunta ela.

- Eu estive pensando...

- Que?

- Depois de tudo que aconteceu, eu estive pensando em dar um tempo. É isso! – Disse ele.

- Está terminando comigo? – Questiona Valquilene.

- É isso! – Afirmou ele.

Ela chorou e saiu do carro completamente triste. Não olhou para trás e entrou na pensão.

 

Continua...


Capítulo 15 - Se eu fosse você deixaria os olhos bem abertos


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Se eu fosse você deixaria os olhos bem abertos

Cena 01 – Pensão – Dia.

Valquilene entra na pensão aos prantos após o termino do namoro com Cezar. Ela passa no escorredor e acaba esbarrando em Fernandona.

- Ei, algum problema? – Perguntou a recém-chegada.

- Desculpa, não foi minha intenção bater em você...

- Você está bem? Eu poso te ajudar?

- Eu vou ficar bem. Sabe quando você ama alguém e os dois decidem ficar longe um do outro? É o que estou sentindo agora. – Disse Valquilene.

- Eu imagino como está se sentindo. Acho que todos passam por isso algum momento da vida, muitos momentos da vida. – Disse Fernandona.

- Obrigada por me entender, eu só preciso ficar sozinha agora e prometo que depois a gente conversa mais. – Disse Valquilene.

- Você tem todo o direito de se recolher neste momento, pode ir! – Respondeu Fernandona.

Valquilene entrou em seu quarto e apagou as luzes.

 

Cena 02 – Mansão Figueira – Dia.

Cezar entra e não encontra ninguém. Ele estranha e sobe em direção ao seu quarto. Vozes podem ser ouvidos vindo do quarto de Bianca. É Clarice conversando com a filha de Henrique.

- .... Veio aqui me julgar? – Questiona Bianca.

- Jamais, minha querida. Eu só quero o seu bem e o do meu filho principalmente. – Disse Clarice.

- Pois diga logo ao que veio! – Exigiu Bianca.

- Eu torço muito para que você e o Cezar se entendam! – Disse Clarice.

- Você deve ter dito isso alguma vez, mas saiba que se estou na luta por ele, não é e nem pense que seja a seu pedido. – Respondeu Bianca.

- Você não quer ser minha amiga? Sou casada com o seu pai e só queria que a gente se entendesse. – Disse Clarice.

- Você já conseguiu dar o golpe no meu pai, mas comigo não! – Respondeu Bianca.

- Eu espero que você não precise de mim futuramente...

- Claro que não vou precisar! – Disse Bianca.

- Nunca diga nunca! – Disse Clarice.

Cezar ouviu a conversa e saiu sem ser visto.

 

Cena 03 – Boate – Dia.

Roberta chega e dá de cara com Melissa, elas se encaram, mas Verinha chega em seguida quebrando o clima.

- Roberta, não imaginava que chegaria tão cedo! – Disse Verinha.

- Eu sou assim, gosto de surpreender! – Respondeu Roberta.

- Com licença, tenho alguns compromissos para fazer! – Disse Melissa saindo.

- A sua amiga não gosta mesmo de mim! – Disse Roberta.

- Ela não é má pessoa, ciúmes de amigas! – Respondeu Verinha.

- Se eu fosse você deixaria os olhos bem abertos...

- Roberta, menos, menos! – Pediu Verinha.

- Enfim, vamos deixar a problemática de lado que o assunto é causar! – Disse Roberta.

- Causar?

- Eu tenho uns looks maravilhosos para o meu primeiro desfile de moda e queria que acontece aqui na sua boate. – Disse Roberta.

- Você teria coragem?

- Verinha, eu mudei radicalmente...

- Mudou radicalmente? Chegou a...

- Verinha, não é preciso tanto detalhes, prefiro não falar disso agora!

Melissa acaba ouvindo tudo atrás da porta e fica completamente curiosa sobre o assunto delas.

- Eu preciso saber de tudo! – Reagiu Melissa.

 

Cena 04 – Pensão – Tarde.

Valquilene encontra Fernandona e elas procuram um lugar para conversar.

- E como você está? – Pergunta Fernandona.

- Não consigo ficar parada muito tempo, se eu vejo uma poeira já quero limpar, eu preciso arrumar alguma ocupação! – Disse Valquilene.

- Sei como é e que tal você ir comigo a um lugar? – Questiona Fernandona.

- Ir atrás do meu pai! – Disse Fernandona.

- Sério?

- Sim, estou ainda tentando tomar coragem, o endereço eu tenho! – Disse Fernandona.

- E cadê? Quem sabe eu conheça o lugar...

- Está na minha mala.... Vou pegar! – Disse Fernandona saindo.

 

Cena 05 – Quarto de Clarice – Tarde.

Clarice entra em seu quarto e flagra Imprimida usando suas roupas e joias.

- O que significa isso, Imprimida?

- Clarice.... Até que eu fico bem chique usando essas roupas caras e de arrasar! – Disse Imprimida.

- Você está ficando louca? O Henrique pode entrar a qualquer momento e como vou explicar?

- Eu posso explicar para ele...

- Está ficando Crazy?

- Eu diria que a Clarice é uma patroa muito solidária! Capaz de me presentear com presentes chiques como esses aqui! – Disse a empregada.

- Isso está passando dos limites e eu sou capaz de explodir! – Disse Clarice.

- A patroa pode explodir, mas aposto que a minha bomba será maior! – Disse Imprimida.

Imprimida pisca para o espelho e começa a dançar no ritmo de uma música.

“Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour
(Voyage, voyage)”.

Clarice impaciente com aquela cena acaba deitando na cama. Imprimida continua seu show.

 

Cena 06 – Rua – Tarde.

Roberta sai da boate e de repente começa uma chuva. Henrique está em seu carro e para diante da mulher.

- Oi! – Disse ele após abaixar o vidro da janela.

- Oi! – Disse Roberta com um sorriso surpresa.

Começou a tocar “Take My Breath Away”.

- Melhor entrar para não se molhar! – Disse ele.

- Meu carro está aqui perto! – Disse Roberta.

- Que pena!

- Eu adoraria, mas eu preferia que fizesse esse convite em outro momento! – Disse Roberta.

Henrique sorriu conformado e seu olhar era de homem apaixonado.

 

Cena 07 – Rua – Tarde.

Roberta despediu-se de Henrique e atravessou a rua. Ela abriu a porta do carro após algumas tentativas, o cabelo estava encharcado da chuva e finalmente conseguiu ligar o carro.

- O que é que estou fazendo? Roberta, você não veio ao Brasil para se apaixonar! – Disse ela encarando a si mesma.

 

Cena 08 – Mansão Figueira – Jardim.

Cezar acende um cigarro e Bianca se aproxima após ter saído da piscina. Ele tenta beijá-lo e ele se afasta.

- O que foi? Nem sabia que você fumava! – Disse Bianca.

- Você não sabe muito de mim! – Respondeu Cezar.

- Eu só sei que eu só quero ficar com você! – Disse Bianca.

- Sinto muito, Bianca.... Mas o meu coração é de outra! – Respondeu ele.

- Sério que sente algo por aquela limpadora de pó? – Questiona Bianca.

- A gente não escolhe quem amamos! – Disse Cezar.

 

Cena 09 – Apartamento de Verinha – Tarde.

Verinha abre a porta e fica surpresa com a visita de Henrique.

- Você aqui? – Questiona ela.

- Incomodo? Estava precisando de alguns conselhos de uma amiga! – Disse Henrique.

- Você parece que só lembra dos amigos quando precisa... Problemas com o casamento? – Questiona Verinha.

- Eu ainda me pergunto o porquê me casei com a Clarice...

- Ela casou com você para manter a boa vida que ela tem, sabe que nunca gostei dela?

- Por isso que não foi ao meu casamento?

- Já respondi milhões de vezes que estava viajando. Você sabe que herdei uma fortuna de uma tia e acabei construindo o meu próprio negócio. – Disse Verinha.

- Eu fico muito feliz por você!

- Aceita café?

- Claro!

- Afinal, qual conselho você quer?

- Eu estou apaixonado e não é pela Clarice! É uma mulher completamente linda que tive a honra de cruzar duas vezes. – Disse Henrique.

 

Cena 10 – Pensão – Tarde.

Fernandona leva um papel com um endereço escrito e mostra para Valquilene.

- Eu encontrei esse endereço nas coisas da minha mãe, ela morreu e sempre escondeu onde meu pai estava! – Disse Fernandona.

- Não posso acreditar! – Disse Valquilene.

- O que?

- Eu conheço esse endereço, estou completamente chocada!

- Sério e onde fica?

 

Continua...

Capítulo 16 - Chantagem por chantagem


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Chantagem por chantagem

Cena 01 – Pensão – Tarde.

Fernandona leva um papel com um endereço escrito e mostra para Valquilene.

- Eu encontrei esse endereço nas coisas da minha mãe, ela morreu e sempre escondeu onde meu pai estava! – Disse Fernandona.

- Não posso acreditar! – Disse Valquilene.

- O que?

- Eu conheço esse endereço, estou completamente chocada!

- Sério e onde fica?

- É melhor você vir comigo, não espera, eu preciso fazer alguma coisa! – Disse Valquilene saindo.

- Valquilene, você sabe onde fica?

- Fernandona, eu prometo ajudar você o máximo que posso e estarei do seu lado. Só tenha um pouco de paciência. – Disse Valquilene antes de pegar um táxi. – Estou rosa choque!

- Disse alguma coisa? – Perguntou o taxista.

- Siga em frente motorista!

 

Cena 02 – Mansão Figueira – Sala – Noite.

Henrique chega e Imprimida se esconde atrás de uma cortina ainda usando o vestido de Clarice. Cezar e Bianca entra depois.

- Que bom vê-los, como estão? – Pergunta Henrique.

- Estou bem papai!

- Normal! – Disse Cezar.

Clarice desceu as escadas e viu a família reunida.

- É assim que eu gosto de ver a família completamente reunida! – Disse Clarice.

Bianca percebe a presença de Imprimida e puxa a cortina rasgando-a e revelando a empregada.

- Imprimida? – Reagiu Henrique.

Bianca riu.

- Ah, GOD! – Reagiu Clarice.

Cezar ficou sem reação.

- Eu não estava ouvindo escondida, estava limpando a janela e...

- Imprimida.... Esse vestido que está usando é da Clarice?

- Não senhor, ele é meu! – Respondeu Imprimida.

- Espera aí um pouco e vou ver se entendendo. Clarice, a Imprimida tem um vestido igual ao que te dei?

- É parecido, meu querido! Onde a Imprimida iria arrumar dinheiro para usar um vestido caro como esse?

- Parece que ela agora tem dinheiro, né madrasta? – Questiona Bianca.

- Clarice, eu exijo uma explicação porque não é a primeira vez que vejo a Imprimida usando suas roupas, joias...

- A Clarice me meu, pronto falei! – Disse Imprimida.

- Isso mesmo, eu dei a ela e pronto! – Disse Clarice.

- Papai, não vai acreditar nessa história. As duas estão mentindo e eu imagino o porquê! – Afirmou Bianca.

- O que está dizendo? – Questiona Clarice.

- O que você quis dizer, Bianca? – Questiona Henrique.

 

Cena 03 – Boate – Noite.

A casa abre e os clientes começam a entrar. Verinha vibra com a casa cheia. Melissa surge no palco de surpresa ao som instrumental de “I Want to Break Free”.

- Rainha! – Gritou uma Drag Queen.

“God knows, God knows I want to break free!”. Cantava Melissa sendo o foco naquele momento.

- O que é isso, Meu Deus? – Questionou Verinha.

- Parece que ela está se saindo muito bem! – Disse uma mulher.

- Realmente, não esperava por isso! – Concordou Verinha.

“I can't get used to living without, living without
Living without you by my side
I don't want to live alone, hey
God knows, got to make it on my own”.

 

Cena 04 – Hotel – Noite.

Roberta recebe Valquilene em seu quarto e estranha o estado da moça.

- Valquilene, o que aconteceu? Parece que correu uma maratona! – Disse Roberta.

- Eu vim de Táxi mesmo, mas quando cheguei no Hotel, não tive paciência de esperar o elevador e peguei a escada mesma! – Disse Valquilene.

- Nossa, você imagina quantos degraus tem nessa escada? – Questiona Roberta.

- Na verdade, não! – Disse Valquilene agora séria.

- O que foi? Estou achando você um pouco triste! – Disse Roberta.

- Eu confesso que o meu coração ainda está um pouco quebrado, mas eu vou juntar os caquinhos e ficarei nova de novo! – Disse Valquilene.

- Você e o Cezar estão apaixonados?

- A gente não vai dar certo e isso é o que sei por enquanto! Mas estou aqui por outro motivo...

- Fale Valquilene.... Sou sua amiga e estou aqui para lhe ajudar! – Disse Roberta.

- Obrigada por tudo, Roberta! Sou muito grata a você e porque me confiou um baita segredo. – Disse Valquilene.

- Fale Valquilene!

- Posso te perguntar algo? Na época em que você não era você, que era ele...

- Dói um pouco lembrar do passado, mas prometo me esforçar o máximo para lhe responder! – Disse Roberta.

- O Cezar é o seu filho, né?

- Bem, você sabe desde o princípio que sim!

- Além do Cezar, você chegou a ter outro filho? – Questiona Valquilene.

- Valquilene, onde quer chegar com essa conversa? – Questiona Roberta.

 

Cena 05 – Boate – Noite.

Melissa recebe elogios e sai do palco completamente feliz com o sucesso. Verinha se aproxima da amiga e lhe dá um abraço.

- Você me surpreendeu! – Disse Verinha.

- Eu quero crescer Verinha e você vai me ver brilhando! – Disse Melissa.

- Você sabe muito que torço por você e pelo seu sucesso! – Disse Verinha.

- Eu espero que você reconheça mesmo o meu talento, sou melhor do que muita gente que você conhece! – Disse Melissa.

- Está falando da Roberta?

- Claro que estou falando da Roberta, aquele travecudo!

- Não devia falar assim!

- Eu sou a rainha dessa boate e não vou deixar ninguém me ofuscar... GOD KNOWS!

 

Cena 06 – Mansão Figueira – Sala – Noite.

Imprimida e Clarice estavam diante de Henrique, Cezar e Bianca e o assunto precisava ser esclarecido. A governanta estava com trajes de sua patroa.

- Seja mais clara, Bianca.... Eu não estou entendendo o que quer dizer! – Disse Henrique.

- Não fale o que você não sabe, Bianca! – Pediu Clarice.

- Bem, eu não sei de nada, mas eu imagino o que está acontecendo. Papai, a sua esposa está sendo chantageada pela empregada! – Afirmou Bianca.

- O que? Isso é verdade, mamãe? – Questiona Cezar.

- Não crie esse jogo de intrigas, Bianca. Eu apenas trato bem os meus empregados! – Disse Clarice.

- Eu nunca vi a senhora tratar bem a Valquilene! – Disse Cezar.

- Isso é mentira da Bianca, eu jamais faria uma coisa dessas com uma patroa que gosto tanto! – Disse Imprimida.

- Eu vou subir para o meu quarto porque nunca fui tão injustiçada! – Disse Clarice.

Henrique foi atrás da mulher e Cezar se recolheu. Imprimida esperou ficar sozinha com Bianca e a encarou.

- Que é? – Questiona Bianca.

- Acho bom você consertar as suas intrigas ou o Cezar vai ficar sabendo que você plantou aquela joia no quarto da Valquilene. – Ameaçou Imprimida.

- Está me chantageando também?

- Pense o que quiser!

 

Cena 07 – Quarto de Clarice – Noite.

Henrique entra e tranca a porta. Clarice olha insegura para o marido e ele a encara.

- Eu preciso de uma resposta, Clarice! – Pediu Henrique.

- Eu fui completamente injustiçada naquela sala, você acha que eu deixaria ser chantageada por uma empregadinha? Você ainda não me conhece! – Disse Clarice.

- Parece que às vezes eu não te conheço mesmo e eu cheguei a uma conclusão.

- Que conclusão?

- Não quero continuar com esse casamento fracassado!

- Casamento fracassado? Que disparate!

- É isso mesmo que você ouviu. Hoje durmo no quarto de hóspedes e amanhã eu vou procurar um Hotel. – Disse Henrique.

- Não faz uma coisa dessas comigo, eu não posso te perder! – Disse Clarice.

- Ultimamente eu venho percebido que tudo foi um equívoco e sabe de uma coisa, Clarice. Não importa se você esconde alguma coisa, não importa! – Disse Henrique saindo.

Clarice fica aos prantos e deita completamente arrasada no chão do quarto.

 

Continua...

Capítulo 17 - Uma filha perdida


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Uma filha perdida

Cena 01 – Mansão – Noite.

Clarice fica aos prantos e deita completamente arrasada no chão do quarto. Bianca presencia o pai entrando no quarto de hóspedes.

- Pai! – Disse Bianca.

- Oi filha! – Respondeu Henrique.

- O senhor vai dormir aí? Isso não é por minha culpa? – Questiona Bianca.

- Não é..... Você acredita mesmo que é culpada? – Questiona Henrique.

- Na verdade não! – Respondeu Bianca.

- Então vá dormir, amanhã será um longo dia e espero que arrume as suas malas porque pretendo ir embora! – Disse Henrique fechando a porta.

- Eu não irei mesmo, o Cezar vai ser meu e não posso ficar longe daqui! – Disse Bianca.

Ela andou até o quarto de Clarice e bateu na porta.

- Henrique? – Questionou Clarice.

- Sou eu, Bianca!

- O que você quer? Já não basta o que fez naquela sala hoje?

Bianca entra e encara a madrasta.

- Falei com o papai e se ele foi dormir em um quarto diferentes, não foi a minha causa...

- Você ajudou bastante, tenha certeza disso! – Afirmou Clarice.

- Eu acho que o velho tem outra e você deveria verificar isso! – Aconselhou Bianca.

- O que está dizendo, Bianca? O Henrique não é de fazer essas coisas! – Disse Clarice.

- Será? Só espero que não me culpe por isso, eu sei que tem um segredo com aquela empregada, mas não é da minha conta. O Cezar é da minha conta!

- Eu espero muito que você se entenda com o meu filho!

 

Cena 02 – Hotel – Noite.

Roberta entra à toalete e Valquilene aprecia a paisagem da varanda um pouco confusa.

- Se ela disse que não teve outro filho, será que estou ficando confusa ou que tem algo errado com aquela história da Fernandona? – Questiona Valquilene.

Roberta sai.

- Quer um drink? Estou aqui pensando no desfile que pretendo promover na boate da Verinha! – Contou Roberta.

- Roberta, eu toquei no assunto do segundo filho porque conheço uma pessoa que diz ser filha....

- O que está dizendo, Valquilene?

- Ela alega que é filha do Roberto! Roberta, desculpe! – Disse Valquilene.

- Minha nossa, mas que história doida é essa? Você vai ter que me contar tudo agora! – Pediu Roberta.

 

Cena 03 – Amanhece – Mansão Figueira.

Henrique está pronto para sair e encontra Imprimida na escada. Os dois se encaram.

- Não esqueci ainda o que houve ontem, espero, não espero nada! – Disse Henrique se arrependendo ao lembrar do assunto.

- Não foi nada demais, seu Henrique! A Clarice é muito bondosa! – Respondeu Imprimida.

- Imprimida, faça-me um favor...

- Diga, seu Henrique!

- Faça as minhas malas e eu mandarei pegar mais tarde!

- O senhor vai viajar? Posso colocar um casaco de frio?

- Imprimida, eu vou viajar para um hotel e ficar bem longe da sua patroa! – Respondeu Henrique saindo.

Fernandona se aproximava do portão. Henrique saiu com seu carro e a moça entrou.

 

Cena 04 – Pensão – Dia.

Valquilene chega na mansão e encontra a dona Elza terminando de arrumar a mesa de café da manhã.

- Bom dia, Dona Elza... A senhora viu a Fernandona? – Questiona Valquilene.

- Já está de conversinha com a novata é? – Perguntou Elza curiosa.

- Eu perguntei se viu...

- Saiu bem cedo e não disse nada, pagou adiantado e você vai pagar quando a sua estadia? – Questiona Dona Elza.

- Estou com a pensão em dia, espere a hora e obrigada! – Disse Valquilene saindo e deixando a dona do local ainda mais curiosa.

- Tem coelho nesse matagal! – Disse Elza.

Cena 05 – Mansão Figueira – Dia.

Imprimida sai para o jardim e encontra Fernandona parada.

- Quem é você? O que quer? A que veio? Quer que eu solte os cachorros como naquela novela que tinha a Adriana Esteves? – Questiona Imprimida.

- Oi, bom dia, para que tanta agressividade? – Questiona Fernandona.

- Eu sou agressiva! – Afirmou Imprimida.

- Quero falar com o dono da casa e é um assunto muito importante! – Disse a intrusa.

- Meus patrões são bem requisitados e só com hora marcada, meu bem, dê meia volta ou eu farei igual a Zezé Polessa em A Lua me Disse. – Ameaçou Imprimida.

- EU SOU FILHA DO ROBERTO! – Gritou Fernandona.

Imprimida arregalou os olhos. Clarice ouviu de seu quarto e espiou da janela.

- Filha de quem? – Questionou Clarice.

- Eu preciso falar com o Roberto, eu vi um carro saindo, ele não está?

- Meu bem, O seu Roberto morreu há séculos e se veio aplicar o golpe da filha perdida, saiba que...

- Não continue, Imprimida! – Pediu Clarice aparecendo na porta.

- Patroa!

- Que história é essa criatura do pó? – Questiona Clarice.

- Sim, eu sou filha do Roberto... Ele morreu? – Questionou Fernandona.

- O dia parece que hoje vai ser realmente cheio, entre e iremos conversar pessoalmente na biblioteca. – Disse Clarice.

- Mas patroa, ela é uma delinquente...

- Sirva o meu café, Imprimida! – Disse Clarice.

 

Cena 06 – Apartamento de Verinha – Dia.

Roberta chega desesperada e Melissa abre a porta. Verinha chega de imediato e evita atritos entre as amigas.

- Eu tenho uma bomba explosiva! – Disse Roberta.

- Nossa! – Disse Melissa.

- Para você vir aqui às 7h da manhã! Sente-se e tome café com a gente! – Disse Verinha.

- Eu vou à praia porque o sol está maravilhoso! – Disse Melissa saindo.

- Ainda bem que ficamos sozinhas, o assunto que tenho é muito sério...

- O que foi, Roberta?

- Tem uma louca afirmando ser a minha filha!

- Que?

 

Cena 07 – Mansão Figueira – Dia.

Fernandona observa todos os cantos da biblioteca e ri. Clarice encara a menina com um ar enojado.

- Está rindo de que? – Questionou Clarice.

- É tudo tão lindo, vocês têm belo gosto.... Estou abismada em saber que o pai está morto! – Disse Fernandona.

- Ele realmente está bem enterrado e já foi.... Enfim, você fumou alguma coisa querida?

- Que?

- Um baseado?

- Eu não fumo, gosto de cerveja, mas fumar nunca! – Afirmou Fernandona.

- Certo! Eu aceitei conversar com você aqui porque é mais reservado e não há ouvidos curiosos....

Imprimida coloca um copo na porta para ouvir a conversa. Cezar e Bianca chegam e flagram a empregada tentando saber da conversa.

- Como eu estava dizendo, só aceitei porque precisava ouvir o que tinha a dizer, adoro histórias mirabolantes! – Disse Clarice.

- A verdade é que sou filha do Roberto e isso não é nada de história mirabolante! – Respondeu Fernandona.

- Você é só mais uma farsa e quer arrancar dinheiro de um morto! – Disse Clarice.

- Eu pretendo provar e para isso existe exames de DNA! – Disse Fernandona.

- Não se atreva a ir em diante com essa história! – Exige Clarice.

Fernandona riu.

 

Continua...

Capítulo 18 - Mais uma vez


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Mais uma vez

Cena 01 – Mansão Figueira – Dia.

Fernandona observa todos os cantos da biblioteca e ri. Clarice encara a menina com um ar enojado.

- Certo! Eu aceitei conversar com você aqui porque é mais reservado e não há ouvidos curiosos....

Imprimida coloca um copo na porta para ouvir a conversa. Cezar e Bianca chegam e flagram a empregada tentando saber da conversa.

- Como eu estava dizendo, só aceitei porque precisava ouvir o que tinha a dizer, adoro histórias mirabolantes! – Disse Clarice.

- A verdade é que sou filha do Roberto e isso não é nada de história mirabolante! – Respondeu Fernandona.

- Você é só mais uma farsa e quer arrancar dinheiro de um morto! – Disse Clarice.

- Eu pretendo provar e para isso existe exames de DNA! – Disse Fernandona.

- Não se atreva a ir em diante com essa história! – Exige Clarice.

Fernandona riu. Clarice abriu a porta e Imprimida caiu.

- Que feio, ouvindo atrás da porta? – Disse Clarice.

- O que está acontecendo, mamãe? – Perguntou Cezar.

- Irmão, você é meu irmão? – Disse Fernandona.

- Não entendi! – Reagiu Cezar.

- Quem é essa doida? – Pergunta Bianca.

- Essa aí está afirmando ser filha do falecido, Roberto! – Disse Imprimida.

- Vejo que conseguiu ouvir tudo! – Disse Fernandona.

- Que história é essa? O papai teve um filho fora do casamento? – Questiona Cezar.

- Eu estou aqui porque acredito que tenho direitos, não pelo dinheiro, mas quero ser reconhecida! – Disse Fernandona.

- E como pretende provar? – Pergunta Bianca.

- Um exame de DNA é simples! – Afirmou Fernandona.

 

Cena 02 – Pensão – Dia.

Fernandona volta a pensão e encontra Valquilene. Elza se aproxima e as duas saem da sala e vão ao quarto.

- Eu te procurei e não encontrei! – Disse Valquilene.

- Eu pensei que você não iria me ajudar e decidi ir sozinha mesmo a casa do meu pai! – Disse Fernandona.

- Você foi lá?

- Fui!

- Meu Deus! Eu pedi para você esperar!

- Você não pode dizer quando devo agir, fui e pronto! – Respondeu Fernandona.

- Eu iria te ajudar, eu conheço aquela família! – Disse Valquilene.

- Eu pensei que fosse minha amiga!

- E eu sou, só queria te ajudar, mas não podia chegar lá e dizer ao Cezar, ele pensaria que sou uma louca e quero me aproveitar da situação. – Contou Valquilene.

- O Cezar?

- A gente se ama, mas estamos brigados!

- Está tudo bem, o importante é que fui e farei um exame de DNA! – Contou Fernandona.

 

Cena 03 – Mansão Figueira – Dia.

Clarice parece desesperada andando de um lado para o outro e Imprimida leva um copo de água.

- Precisa se acalmar, patroa! – Disse Imprimida.

- A minha vida está prestes a acabar, uma água não vai me acalmar! Aquela criatura não pode fazer um teste de DNA com o Cezar.  – Respondeu Clarice.

Imprimida arregalou os olhos. Tocando o instrumental de “Thriller”.

- Eu não vou deixar isso acontecer, a sua vida ainda estará em minhas mãos! – Disse Imprimida fazendo com os braços a coreografia do clipe do Michael Jackson. A música sinistra continua.

- Esse DNA não pode ser feito! – Repetiu Clarice.

- Mas ele vai ser feito sim, não há outro jeito de provar, mas o resultado vai dar negativo e todos vão saber que ela é uma mentirosa! – Disse Imprimida.

- E como vamos ter certeza?

- Agora eu que pergunto: Fumou uma dona Clarice? Um baseado?

- Olha o respeito comigo, nada contra quem fuma, mas...

- O resultado será negativo, o Roberto está morto mesmo e ninguém vai desconfiar, não surte à toa, vamos sambar com a cara da pilantra!

 

Cena 04 – Apartamento de Verinha – Tarde.

Verinha continua conversando com Roberta que está completamente caótica.

- Fico preocupada com a Melissa, saiu e ainda nem voltou! – Disse Verinha.

- Ela é grande demais para você se preocupar.... Eu aqui pensando que tenho outra filha! – Disse Roberta.

- Já parou para pensar que essa menina pode estar mentindo?

- Não parei!

- Então, pare e reflita um pouco! – Disse Verinha.

- Pode ser, eu ainda nem tive coragem de falar com o meu filho Cezar, tenho medo que ele me reconheça! – Disse Roberta.

- É um perigo que você corre! – Disse Verinha.

- Eu vou dar um jeito, sempre fico sabendo dele pela Valquilene e soube que brigaram! – Disse ela.

- E você vai hoje à boate?

- Talvez! São tantos problemas na minha vida, não tenho um amor, tenho um filho que não posso ver e uma suposta filha. – Disse Roberta.

- Essa novela ainda não acabou, Roberta Changed! – Afirmou Verinha.

- Realmente ainda não acabou e eu vou mostrar que estou aqui para brilhar! – Disse Roberta.

 

Cena 05 – Bar – Tarde.

Melissa está tomando um drink com seu amado. Genaro beija as mãos dela mostrando-se muito apaixonado.

- O meu sonho é ir a Paris, Londres, Tokyo ao seu lado, mas ainda não posso deixar a Verinha sozinha. A boate precisa de mim! – Disse Melissa.

- Eu sei muito bem e não faria uma coisa dessas, a Verinha é tão amável! – Concordou Genaro.

- A minha conta bancária não é tão gorda como a sua, mas não sou de se jogar fora! – Disse Melissa.

- Realmente, está longe de ser isso! – Disse ele.

- Eu só tenho um probleminha, a Verinha tem uma amiga e não acho ela confiável! – Disse Melissa.

- Posso ajudar você a investigar!

- Você me ajudaria?

- Com todo prazer!

- Então, apareça hoje na boate!

 

Cena 06 – Jardim – Tarde.

Cezar está nadando na piscina e Bianca se aproxima. Tocando “Take My Breath Away. Os dois se olham e ela pisca para ele.

- Quando você vai olhar para mim com outros olhos? – Questiona Bianca.

- Bianca, não faz isso! – Pediu Cezar olhando para ela.

- Eu posso fazer você muito feliz, esquece aquela ladra de joias e deixa o nosso amor surgir! – Pediu Bianca tentando beijá-lo, mas ele vira o rosto.

- Eu não posso te enganar, não posso dizer o que não sinto e não quero fazer isso com você! – Disse Cezar.

Ele sai da piscina e ela lhe dá uma toalha.

- Eu prometo esperar, o meu amor por você é muito grande! – Garantiu Bianca.

 

Cena 07 – Pensão – Noite.

Valquilene está olhando o céu e a lua surge aos poucos juntando-se as estrelas. Ela vê um carro parar diante da pensão e se surpreender ao ver Cezar.

- Cezar! – Reagiu Valquilene saindo.

- Valquilene! – Disse Cezar.

- Eu não esperava a sua visita!

- Eu também não, algo me fez vir até aqui e não sei se fiz certo! – Disse ele.

- Não deveria ter vindo, então! – Disse Valquilene.

- Ainda penso naquilo que aconteceu, estava com você o tempo todo e você disse que era inocente.

- Se não acredita em mim, está perdendo o seu tempo agora, saiba que minha consciência está limpa e sou inocente sim! – Disse Valquilene.

- Só queria te ver mais uma vez! – Disse Cezar.

- Vá embora e não apareça nunca mais! – Pediu Cezar.

 

Continua...

Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - O destino

Cena 01 – Mansão Figueira – Sala.

Clarice desce as escadas vestida para sair e Imprimida fica surpresa com a atitude da patroa.

- A senhora vai mesmo sair? – Questiona a empregada.

- Você acha mesmo que vou dormir usando Versace? Ah, não estou de pijama, foi o que quis dizer. – Respondeu Clarice.

- Então, quer dizer que posso assistir à novela das sete? Não posso perder as empreguetes. – Disse Imprimida.

- Poupe-me, Imprimida! Está vendo aquele táxi lá fora?

- Sim, o rapaz veio pegar as malas do seu Henrique!

- Mal sabe ele que estou indo junto com as malas, farei uma surpresa para o meu marido! – Disse Clarice.

 

Cena 02 – Hotel – Noite.

Roberta entra e Henrique acaba de pegar a chave de seu quarto. Os dois se esbarram na porta do elevador.

- Olha só, o destino juntando a gente de novo! – Comentou Henrique.

- Você! O destino né! – Disse Roberta.

- O que faz aqui?

- Eu moro aqui!

- Sério que você mora em um hotel?

- Bem, acho que sim! E você? – Perguntou ela.

- Eu moro aqui a partir de hoje! – Disse ele.

O elevador deixa os dois no mesmo andar e ambos ficam surpresos ao saber que são vizinhos de quarto.

- Sério isso? – Questiona Roberta.

- Que destino em? – Questionou Henrique.

 

Cena 03 – Boate – Noite.

O estabelecimento abriu e as pessoas começaram a chegar para se divertirem na boate de Verinha. Tocava “I Want To Break Free”.

- Mais uma noite, Graças a Deus! – Disse Verinha.

- Oi! – Disse Genaro chegando.

- Você aqui?

- Que lindo lugar, está de parabéns, a Melissa está? – Questiona Genaro.

- Ainda não chegou, com licença! – Disse Verinha saindo.

Genaro observou a menina que cuidava do caixa da boate e deu uma piscadela.

 

Cena 04 – Hotel – Noite.

Roberta estava saindo novamente e entrou em um elevador. No outro, saiu Clarice com as malas de Henrique. Ela seguiu até a porta do quarto e bateu com bastante força.

- Já vai, não precisa quebrar! – Disse Henrique.

- Oi querido! – Disse Clarice.

- O que você está fazendo aqui? – Questiona ele.

- Eu vim pessoalmente trazer as suas malas! – Disse Clarice.

- Não precisava ter todo esse trabalho, Clarice! Eu pedi para a Imprimida fazer isso...

- Volte para casa Henrique e acabe com essa besteira de separação. Eu faço o que você quiser. – Disse Clarice.

- Clarice, acabou, acabou de verdade, não é nenhuma brincadeira da minha parte! – Afirmou Henrique.

- Meu Deus, o que vão pensar de mim?

- Você está pensando no que vão pensar de você?

- É claro que estou! Você pede a separação e agora aparece uma filha do Roberto. Meu mundo caiu e eu estou em pedaços....

- Não faz drama, Clarice!

- Eu quero você! – Disse Clarice tentando beijar Henrique.

- Mas eu não! – Disse ele a evitando.

- Tem outra no pedaço? Quem é a vagabunda? – Questiona Clarice.

- Não tem ninguém, Clarice! Vai embora, o nosso casamento acabou e já contratei um advogado para cuidar do processo! – Disse Henrique.

- Se é assim que você quer! – Disse Clarice abrindo as malas que estavam vazias.

- Onde estão as minhas roupas?

- Mandei queimar, estão destruídas, estão iguais ao meu coração e isso é culpa é sua! – Disse ela saindo furiosa.

 

Cena 05 – Hotel – Elevador.

Clarice entra no elevador e encara o próprio rosto no reflexo do espelho. A sua maquiagem está borrada com suas lágrimas. Ela grita e assusta algumas pessoas ao sair no hall.

- Eu tenho meus direitos, se pensa que sairei perdendo dessa vez, ele está muito enganado! – Disse Clarice histérica.

- A senhorita precisa de uma ajuda? – Perguntou um dos funcionários que estava preocupado.

- Você acha mesmo que vai me ajudar? Sabe com quem está falando? Sou Clarice Figueira! – Afirmou saindo completamente desesperada.

 

Cena 06 – Carro – Noite.

Um motorista dirige para Roberta Changed. Enquanto isso, ela está observando as ruas pela janela e parece bem pensativa.

- O que será que o destino está tentando fazer comigo? Ele está tão perto de mim e agora. Meu coração fica tão inquieto quando penso nele. O que será que é isso? Nunca senti isso por ninguém! – Pensava Roberta.

- Dona? – Chamou o motorista.

- Que?

- Chegamos ao seu destino!

- Destino! Ah, obrigada! – Disse ela saindo do carro e olhando para o letreiro da boate com um grande sorriso.

 

Cena 07 – Mansão Figueira – Noite.

Cezar chega e encontra Bianca na sala com Imprimida. Ele dá boa noite e senta-se em uma das poltronas.

- Estou me recolhendo e quem quiser fazer lanchinho, sabem o caminho da cozinha! – Disse Imprimida saindo.

- Bianca! – Disse Cezar.

- Oi! – Respondeu ela.

- Eu estive pensando muito e percebi que a Valquilene não era para mim. A mamãe sempre disse que eu deveria achar uma mulher que me amasse de verdade. – Disse Cezar.

- Sério, Cezar?

- Sério, Bianca!

- Eu fico muito feliz em saber disso, eu tenho certeza que você vai ser muito feliz!

- Eu tenho muito a te agradecer, você tirou aquela lá da minha vida!

- Eu fiz tudo com prazer, acusei ela de roubo, foi fácil, coloquei a joia no quarto dela e você se deu conta que ela não era para você! – Confessou Bianca.

- Obrigado, Bianca.... Você disse tudo que eu precisava ouvir! – Disse Cezar.

- O que? Eu não disse nada! – Respondeu Bianca.

- Que feio, Bianca! Acusar a Valquilene de roubo, você que deveria ter ido parar na cadeia!

- Ela não é para você! – Afirmou Bianca.

- E muito menos, você! – Disse Cezar.

 

Continua...

Capítulo 20 - Essa é a minha decisão!


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Essa é a minha decisão!

Cena 01 – Mansão Figueira – Noite.

Clarice entra no mesmo momento em que Cezar sai totalmente apressado. Ela estranha e encontra Bianca furiosa.

- O que aconteceu aqui? – Questiona Clarice.

- Deu tudo errado, tudo errado! – Respondeu Bianca.

- Pode explicar melhor, querida? O que deu errado? – Questiona Clarice.

- O Cezar descobriu que eu tentei incriminar aquela Valquilene de roubo e eu burra confessei tudo! – Respondeu Bianca.

- Você realmente agiu errado, quase envolveu a polícia e isso poderia ter saído pior para você. Eu torço muito para que se entenda com o meu filho. – Disse Clarice.

- Mas eu vou conquista-lo, não irei desistir! – Afirmou Bianca.

- E eu espero salvar o meu casamento com o seu pai, podemos fazer um acordo?

- Acordo?

- Eu te ajudo com o meu filho e você com o seu pai! – Disse Clarice.

- Fechado! – Concordou Bianca oferecendo um aperto de mão.

 

Cena 02 – Boate – Banheiro – Noite.

Verinha encontra Roberta retocando a maquiagem. Melissa está dentro de uma cabine ouvindo toda a conversa.

- Ele está hospedado no quarto ao lado do hotel onde estou! – Contou Roberta.

- Minha nossa, o destino parece mesmo querer juntar vocês! – Disse Verinha.

- Verinha, não é assim tão fácil como parece ser!

- Qual o problema?

- Você sabe quem sou e se ele não aceitar?

- Mas você não tem que temer nada, você conversa com ele e se ele concordar é porque é algo verdadeiro! – Disse Verinha.

- Do que é que elas estão falando? – Questiona Melissa.

- E se ele NÃO ME ACEITAR DO JEITO QUE SOU? – Questiona Roberta.

- Se ele te amar de verdade, ele vai te aceitar! – Disse Verinha.

- Ele tem que me aceitar, eu sou mulher e é assim que eu me sinto! – Disse Roberta.

- Melhor, Roberta Changed! – Disse Verinha vibrando.

- Isso mesmo, eu vim para mudar esse mundo preconceituoso e o mundo tem que saber que existo! – Disse Roberta.

 

Cena 03 – Boate – Pista de Dança.

Está tocando “I Will Survive” e todos dançam conforme o hino da música dance. Henrique acaba de entrar e se dirige ao bar.

- Boa noite! – Respondeu Henrique.

Roberta havia saído do banheiro quando esbarrou nele e os dois se olharam.

- Você? – Reagiu ela.

- Eu não acredito, o destino está realmente conspirando com a gente! – Disse Henrique sorrindo.

- O que faz numa boate gay?

- Isso é uma boate gay?

- Não, mas poderia ser!

- Gostei de te encontrar, que tal irmos a um lugar menos agitado?

- Eu gostaria muito! – Disse Roberta.

Os dois foram embora e Verinha não encontrou mais a amiga.

 

Cena 04 – Boate – Bar – Noite.

Melissa aparece e encontra Verinha supervisionando o bar. As duas se encaram enquanto a música toca alto. Os clientes se divertem na pista de dança.

- Eu preciso descobrir quem é essa Roberta de verdade! – Pensa Melissa.

- Está acontecendo alguma coisa, Melissa? – Questiona Verinha.

- Não está acontecendo nada, o mundo pode acabar mesmo e você acredita nisto? – Questiona Melissa.

- Eu não sei do que está falando, mas vou para casa mais cedo e conto com você para fechar a casa hoje! – Disse Verinha pegando a bolsa e saindo.

 

Cena 05 – Mansão – Sala – Noite.

Imprimida leva uma taça com bebida para sua patroa. Clarice e pega toma de um só gole.

- Parece que a senhora estava mesmo precisando de uma vodca da pesada? – Questionou Imprimida.

- Eu preciso fazer uma coisa e já! – Respondeu Clarice.

- Fazer o que, posso saber?

- O mundo está de perna a cabeça e meu marido me deixa. Aparece uma suposta filha do falecido. Querem me destruir! – Afirma Clarice.

- Posso lhe ajudar a criar um plano infalível! – Disse Imprimida.

- Eu saberei como resolver, Imprimida e não preciso da sua ajuda!

- Vai recusar a minha ajuda? Estou dando de graça!

- Você nunca faz nada de graça!

 

Cena 06 – Restaurante – Noite.

Cezar e Valquilene estão sentados à mesa de um restaurante e um dos garçons leva o cardápio ao casal.

- Eu não deveria estar aqui! – Disse Valquilene.

- Primeiramente, Val... Eu quero que você me perdoe por tudo! – Pediu Cezar.

- Você me pedindo perdão? O mundo vai acabar mesmo esse ano! – Disse Valquilene.

- Você não está me levando a sério, mas agora eu acredito em você, a Bianca confessou que tentou te incriminar! – Disse Cezar.

- E só acredita agora que ela te contou?

- Não, eu joguei verde para ela e só queria ter certeza que eu estava escolhendo a pessoa errada!

- Cezar, eu te amo, mas não estou numa disputa! – Respondeu Valquilene.

- Eu quero que a gente dê certo! – Disse Cezar.

- Eu também queria muito, mas há outras questões e eu sinto que não posso aceitar as suas desculpas agora, quem sabe outro dia...

- É isso mesmo que você quer?

- Eu não quero fazer disso uma novela, eu quero deixar claro que eu amo você, mas eu não quero essa conversa novamente e sinto que agora não posso dizer o sim que você quer ouvir. Vou pedir um táxi! – Disse Valquilene saindo.

- Valquilene...

 

Alguns dias depois...

 

Cena 07 – Hotel – Dia.

Valquilene é recebida por Roberta e as duas se abraçam.

- Eu ainda não acredito que você e o Cezar não se acertaram! – Disse Roberta Changed.

- Eu fiz por dois motivos, eu não quero que ela venha me julgar quando souber de você e que eu conheço a Fernandona também. Se é para ele me odiar, que não tenha nenhum vínculo! – Disse Valquilene.

- Valquilene, não quero ser um empecilho no seu romance com o Cezar. Vocês se amam! – Disse Valquilene.

- Eu prefiro assim, eu estou te ajudando com muito prazer! – Disse Valquilene.

- Você é uma menina adorável! – Disse Roberta.

- Posso te fazer uma pergunta? – Questiona Valquilene.

- Fica à vontade, Valquilene!

- Eu sei que deve ser difícil para você, mas pretende contar algum dia para o Cezar? – Questiona Valquilene.

- Contar?

 

Continua...

 

 

Capítulo 21 - O suposto irmão


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - O suposto irmão

Cena 01 – Hotel – Dia.

Roberta Changed e Valquilene conversam.

- Valquilene, não quero ser um empecilho no seu romance com o Cezar. Vocês se amam! – Disse Valquilene.

- Eu prefiro assim, eu estou te ajudando com muito prazer! – Disse Valquilene.

- Você é uma menina adorável! – Disse Roberta.

- Posso te fazer uma pergunta? – Questiona Valquilene.

- Fica à vontade, Valquilene!

- Eu sei que deve ser difícil para você, mas pretende contar algum dia para o Cezar? – Questiona Valquilene.

- Contar? Bem, Val... Isso é algo que ainda não está nos meus planos. Sabe que tenho problemas com a polícia agora se souberem do que fiz. – Respondeu Roberta.

- Você pode ser presa?

- Sim, eles pensam que estou morta!

- Realmente, mas e se ninguém contar a polícia?

- Você trabalhou com a Clarice, não foi? Você acredita que ela não me denunciaria?

- É verdade, ela não pensaria duas vezes! – Concordou Valquilene.

- É por isso que não posso me revelar, agora sou uma pessoa diferente, a minha vida antiga não está mais em minhas mãos. Estou correndo um grande risco só de estar aqui! – Disse Roberta.

- Deve ser muito difícil...

- Difícil era como eu vivia antes, não reconhecia o corpo que eu tinha, a vida que eu levava, agora sou muito mais feliz, mesmo com os riscos.... Não retarde o seu relacionamento, lute pelo Cezar e os dois vão ser felizes! – Disse Roberta.

- Acho que você está certa!

- O Cezar tem que fazer o exame de DNA com a Fernanda! – Lembrou Roberta.

 

Cena 02 – Mansão – Sala – Dia.

Imprimida está levando uma bandeja até a sala e encontra Clarice ao telefone. A patroa desliga quando a empregada se aproxima.

- Alguém importante? – Questiona Imprimida.

- Você já nasceu curiosa, Imprimida? – Questiona Clarice.

- Só quis ajudar, não está mais aqui quem falou! – Respondeu Imprimida.

- Estava falando com os colegas de trabalho do Henrique e descobri que ele vai entrar de férias. O cafajeste não havia me contado. – Disse Clarice.

- E não havia mesmo porque ele pediu o divórcio! – Concluiu Imprimida.

- Sem deboches, insolente. Você lembra do meu primeiro casamento? Eu terminei viúva e divorciada não está nos meus planos. – Disse Clarice.

- Pretende matar o seu Henrique?

- Eu deveria, mas quem vai matar é você!

Imprimida arregalou os olhos diante do pedido da patroa e a companhia tocou naquele momento. A empregada se apressa para abrir a porta.

- Você? Devo deixa-la entrar? – Questiona Imprimida.

- Quem é? – Questiona Clarice sem paciência.

- Eu vim porque temos um assunto pendente sobre o DNA! – Avisou Fernandona.

 

Cena 03 – Apartamento de Verinha – Dia.

Um entregador dá para Verinha uma caixa e ela abre para ver como ficou os panfletos.

- Ficou muito incrível, a Roberta vai amar! – Reagiu Verinha.

Melissa chega e ver aquela cena.

- Eu não acredito que você está dando ibope para aquela criatura. – Resmungou Melissa.

- Eu queria saber o porquê de tanto ódio com a Roberta! – Disse Verinha.

- Ela não me entra, não gosto dela! – Disse Melissa.

- Vou te dar uma solução, Melissa. Se não gosta, não palpita e fica só na sua! – Disse Verinha.

- Você nunca foi assim comigo e ela apareceu. Olha como as coisas mudam! – Disse Melissa indignada.

- Melissa, faça o seu trabalho e deixa a Roberta em paz! – Pediu Verinha.

 

Cena 04 – Escritório – Dia.

A secretária passa a ligação para Henrique que atende na sala privada.

- Oi, estava morrendo de saudades! – Disse Henrique.

- Mas você é meu vizinho do hotel! – Respondeu Roberta.

- Já pensou na minha proposta?

- Henrique, já lhe disso que não posso viajar. Estou com a agenda cheia devido aos meus compromissos. – Respondeu ela.

- Eu só queria um lugar mais privado...

- Tudo no seu tempo, Henrique!

- Você que sabe, não quero ser chato insistindo!

- Não precisa insistir porque talvez dê tudo certo!

- Mas eu quero que dê certo!

 

Cena 05 – Mansão – Sala.

Clarice pede que Imprimida saia para conversar sozinha com Fernandona.

- Se precisar me chamar, estarei na cozinha e com braços fortes! – Avisou Imprimida.

A empregada saiu. Fernandona tinha os olhos furiosos de Clarice apenas para si.

- Despeje tudo! – Exige Clarice.

- Eu queria que as coisas fossem fáceis! – Disse Fernandona.

- Ninguém disse que seria fácil! – Respondeu Clarice.

- Isso é Coldplay! Mas eu sou uma filha sem pai e só quero a verdade! – Disse Fernandona.

- Você é só uma fraude! – Disse Clarice.

- Vou provar que não sou, minha mãe sempre foi verdadeira comigo e confiei nela até o seu último suspiro. – Disse Fernandona.

- Que triste.... Mas eu tenho certeza que o Roberto jamais teria uma filha com uma qualquer! – Disse Clarice.

- O DNA vai provar! – Disse Fernandona.

- Eu não autorizei nenhum DNA! – Disse Clarice.

- Eu autorizei! – Disse Cezar ao chegar.

- O que você disse? O que você fez? – Questiona Clarice fingindo um desmaio.

 

Cena 06 – Mansão – Quarto – Tarde.

Clarice acorda e vê Imprimida e Cezar em seu quarto. Ela geme de dor e ninguém lhe dá atenção.

- Ela está bem, tenha certeza! – Disse Cezar.

Bianca chega.

- O que aconteceu aqui? – Pergunta Bianca.

- O que você faz aqui ainda? – Questiona Cezar.

- Ela é a minha hóspede e filha do Henrique. – Disse Clarice.

- Ótimo e já que a senhora está bem.... Fique sabendo que amanhã mesmo farei os exames e vamos saber se a Fernandona é minha irmã! – Disse Cezar.

- Não faça isso meu filho, não faça! – Pediu Clarice.

- Já tomei a minha decisão! Vou levar a Fernandona na casa dela! – Respondeu Cezar saindo.

- Esse teste não pode ser feito! – Disse Clarice.

- E aquela história de matar aquela pessoa? – Questiona Imprimida.

- Eu estava brincando criatura, mas se quiser matar essa Fernandona, fique à vontade! – Disse Clarice.

 

Cena 07 – Pensão – Tarde.

Cezar levou Fernandona até o lugar em que ela estava hospedada. Ele olhou por um tempo à frente da pensão e olhou para a suposta irmã.

- Eu conheço esse lugar! – Disse Cezar.

- Eu imagino que sim! – Disse Fernandona.

- Vocês se conhecem? A Valquilene te conhece? – Pergunta Cezar.

- Eu acredito que ela mesma iria contar isso a você, a conheci aqui e concidentemente ela namora o meu suposto irmão. Só isso! – Disse Fernandona.

- Ela deveria ter me contado...

- Cezar, não coloque obstáculos entre você e a Valquilene. Eu cheguei aqui por conta própria. Eu não quero o dinheiro de ninguém, só quero ser reconhecida. – Disse Fernandona.

- Amanhã faremos o teste de DNA! – Disse Cezar.

- Claro que sim! – Respondeu Fernandona.

 

Continua...

Capítulo 22 - Perto da verdade


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Perto da verdade

Cena 01 – Rua – Frente a Pensão – Tarde.

Fernandona estava frente a frente com o possível irmão. Eles conversavam sobre o teste de DNA.

- Cezar, não coloque obstáculos entre você e a Valquilene. Eu cheguei aqui por conta própria. Eu não quero o dinheiro de ninguém, só quero ser reconhecida. – Disse Fernandona.

- Amanhã faremos o teste de DNA! – Disse Cezar.

- Claro que sim! – Respondeu Fernandona. – E a Valquilene?

- Eu não sei como vai ser daqui para frente, sabe quando a sua vida está uma zona? Estou muito desconfortável com tudo que está acontecendo. – Disse Cezar.

- E que decisão pretende tomar? Sei que não somos próximos, mas eu gostaria de vê-lo feliz. – Disse Fernandona.

- No momento não sei o que pensar, mas a primeira coisa que quero fazer é sair da zona de conforto...

- Estou torcendo por você e espero que se entenda com a Valquilene!

- Te vejo amanhã!

Ele foi embora e ela retornou a pensão.

 

Cena 02 – Apartamento de Verinha – Noite.

Melissa chega com duas pizzas e mostra-se muito contente diante da amiga Verinha.

- Que bom vê-la sorrir assim porque fazia tempo... – Comentou Verinha.

- Somos amigas e amo muito tudo isso. Eu só queria que a gente se divertisse mais, nós duas como sempre foi. – Disse Melissa.

- Melissa, eu nunca disse que não estávamos bem e apenas te pedi que não agisse como uma louca com a Roberta. Desde que ela apareceu, você vem agindo de uma forma muito estranha e a gente só vai continuar como sempre se você começar a aceitar isso. – Disse Verinha.

- Que? – Disse Melissa deixando a pizza cair.

- Olha o que você fez...

- Eu aqui querendo fazer de tudo para ficar bem com você, eu não ligo para a Pizza...

- O que te pedi não foi nada demais, não haja como uma criança! – Respondeu Verinha.

- Você prefere a Roberta, você sempre preferiu a Roberta... Espera aí! Como foi que nunca pensei nisso? – Questiona Melissa.

- O que Melissa?

- A Roberta, como eu fui tão burra em não perceber!

- Do que você está falando? – Perguntou Verinha temendo a resposta.

- Você tinha um amigo, eu não lembro muito bem se já o vi na minha vida, mas você tinha um amigo chamado Roberto....

- O meu amigo Roberto está morto e já faz bastante tempo isso! – Disse Verinha.

- Você está mentindo, Verinha.... Que feio! Eu tenho absoluta certeza de que a Roberta Changed é mesmo um travecão! – Disse Melissa.

- Você deveria ter mais respeito, um conselho que eu te dou! – Disse Verinha.

- Você pensa que me engana...

- Eu tenho uma boate e é para lá que vou.... Trabalhar! – Disse Verinha saindo.

- Tem coelho nessa cartola e eu vou descobrir tudo! – Afirmou Melissa.

 

Cena 03 – Boate – Noite.

Está tocando uma música bem agitada. Henrique e Roberta curtem a balada tomando drinks. Verinha chega e leva a amiga para um lugar mais reservado.

- Que cara é essa? Você nem disse oi para o Henrique! – Disse Roberta.

- Henrique? – Perguntou Verinha olhando para o amigo na pista e ficando completamente chocada.

- Que foi?

- Você está saindo com o Henrique? Com aquele Henrique? – Questiona Verinha.

- Sim, eu o trouxe para lhe apresentar e você me tirou de lá parecendo que iria salvar alguém da forca. – Disse Roberta.

- É bem capaz mesmo e é você na forca! – Respondeu Verinha.

- Mas do que está falando?

- Vamos sair daqui!

 

Cena 04 – Apartamento de Verinha – Noite.

Melissa liga o computador e digita no campo de pesquisa: “Morte de empresário Roberto”.

- Droga, sem resultado de buscas! Onde acho esse homem? – Questiona ela decidida a descobrir provar sobre Roberta. – Eu tenho que achar. Será que a Verinha tem uma lista telefônica?

 

Cena 05 – Sala de Verinha – Noite.

Verinha leva Roberta para a o escritório. O som da pista de dança fica abafado após a porta ser fechada.

- Você vai acabar me deixando com pressão alta com tanto mistério. Parece até novela de Aguinaldo Silva. – Comentou Roberta.

- Uma bomba pode cair a qualquer momento e isso pode te prejudicar! – Afirmou Verinha.

- O que foi que aconteceu?

- A Melissa está prestes a descobrir que você trocou de sexo!

- Mas não foi bem assim, nunca contei essa história completa! – Alegou Roberta.

- Ela pode descobrir o suficiente para destruir a sua vida! – Disse Verinha.

- O que ela pode fazer? Procurar notícias minhas na internet? Não vai encontrar nada. Aquele Roberto não existe mais!

- Há mais um problema!

- Qual?

- O Henrique!

- Que tem o Henrique? Não me diga que você está apaixonada por ele?

- Não é isso, Roberta. Eu e o Henrique somos amigos. Eu o conheci um pouco depois do seu enterro. Ele se casou logo depois com a Clarice. – Disse Verinha.

O semblante de Roberta Changed naquele momento era devastador.

- Está me dizendo que estou saindo com o marido da Clarice? A minha ex-mulher? – Questiona Roberta.

- Exatamente isso, mas se for pensar de outra maneira, ela nunca ficou viúva e o casamento não seria válido. – Disse Verinha.

- Só piora tudo.... Estou perdida! – Disse Roberta.

- Não está, você tem amigos como eu! – Disse Verinha.

- Eu preciso agir! – Disse Roberta saindo.

 

Cena 06 – Rua – Noite.

Roberta sai da boate e Henrique vai atrás dela. Tocando “Take My Breath Away da Jessica Simpson”.

- Roberta, o que está acontecendo? De repente ir embora assim? – Questiona Henrique.

- Eu preciso ficar sozinha agora, Henrique. Eu quero que você respeite isso! – Disse Roberta.

- Mas a gente está no mesmo hotel!

- Por favor, pega um táxi e me deixa em paz! – Disse ela indo embora.

- O que será que deu nela? Será que fiz alguma coisa errada?

 

Cena 07 – Amanhece – Hotel.

Roberta se arruma para sair e alguém bate na porta. Valquilene aparece e entra no quarto.

- Eu vim assim que você me chamou! – Disse Valquilene.

- Eu preciso fazer uma consulta! – Disse Roberta.

- Consulta? A senhora está doente?

- Não, Valquilene. Uma cartomante!

- Eu conheço uma e ela traz o amor da sua vida em três dias! – Respondeu Valquilene.

- E se eu te disser que o amor da minha vida está no quarto do lado?

- Minha nossa, não precisa de uma cartomante, era só bater na porta! – Disse Valquilene.

Naquele momento sai Henrique e ele vê as duas juntas.

- Valquilene? – Questiona Henrique.

 

Continua...

Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Verdades e mais verdades

Cena 01 – Hotel – Dia.

Henrique saiu de seu quarto e percebeu que a porta do quarto de Roberta estava aberta e estava com ela, Valquilene.

- Valquilene? – Perguntou ele.

- Seu Henrique? – Disse Valquilene.

- Ah, vocês se conhecem! – Afirmou Roberta.

- Vocês se conhecem? Eu acho que estou um pouco perdido! – Disse Henrique.

- Ah... – Reagiu Valquilene.

- Ela é minha funcionária! – Respondeu Roberta.

- Fico feliz por você, Valquilene. O mundo é realmente pequeno! – Disse Henrique.

- Realmente, bem pequeno! – Afirmou Roberta.

- Podemos conversar agora, Roberta? Eu não consegui dormir depois de ontem...

- Fez muito mal, ninguém deve perder o sono por nada, nada mesmo! – Disse Roberta.

- Com licença, eu estarei esperando no Hall do Hotel! – Disse Valquilene saindo.

- Roberta, eu amo você....

- Henrique!

- Eu amo você, amo como nunca amei ninguém antes e eu preciso que confie em mim. Eu preciso que me diga o que está acontecendo.

- Henrique.... Entenda que está sendo difícil para mim agora e eu não posso continuar algo assim.

- Assim como? Roberta?

- Continuar escondendo o que sou, quem sou! – Afirmou Roberta.

- E o que você esconde?

- Henrique, você vai me odiar, mas esse não é o melhor momento. Preciso que se afaste e não se preocupe comigo. Estou fechando a conta do hotel hoje mesmo. – Revelou Roberta.

 

Cena 02 – Hotel – Hall – Dia.

Roberta Changed sai com os olhos cheios de lágrimas e tenta esconder usando óculos escuros. Valquilene a segue até entrar no carro.

- Você está bem? – Pergunta Valquilene.

- É como agulhas entrando dentro de você. Eu não sabia, Valquilene. Não sabia que o Henrique e a Clarice...

- Eu entendo.... Não se machuque mais. – Disse Valquilene.

- Eu preciso ir embora para sempre! – Disse Roberta.

- Você está pensando em fugir?

- O que fiz comigo mesma? Eu cheguei até aqui e não vou fugir, mas eu queria muito.

- Estou aqui com você e quero ajuda-la no que for necessário!

- Hoje focaremos na Fernanda. Preciso saber se ela é mesmo a minha filha!

 

Cena 03 – Clínica – Dia.

Fernandona e Cezar fazem a coleta de sangue para o teste de DNA. A Dra. Diana os atende enquanto Clarice e Imprimida aguardam na sala de espera.

- Talvez eu surtaria! – Comentou Clarice.

- Não tem motivos para isso, a não ser que eu abra a boca! – Disse Imprimida.

- Até aqui você me ameaça? – Questiona Clarice.

- Costume! – Respondeu Imprimida.

- Mas eu poderia acabar com tudo isso de uma vez, o Cezar poderia descobrir a verdade, o Roberto está morto mesmo! – Disse Clarice encorajando-se.

- Aí sim, o Cezar te odiaria para sempre, o Henrique nunca mais olharia para você e ficaria na miséria. O Roberto não deixou nada para você. – Afirmou Imprimida.

- Eu tenho direitos! – Disse Clarice.

- Não sabe nem quem é o pai do Cezar! – Respondeu Imprimida.

- Maldita hora que eu contei isso a você! – Disse Clarice arrependida.

- Foi fácil, algumas doses de tequila! – Disse Imprimida.

 

Cena 04 – Clínica – Estacionamento – Dia.

Roberta estaciona o carro e junto com Valquilene espiam a saída da clínica. Fernandona e Cezar saem juntos. Imprimida e Clarice saem em seguida.

- Eu disse que será uma perca de tempo todo esse processo de DNA! – Disse Clarice.

- Eu não chamei você aqui! – Respondeu Cezar.

- Só quero o seu bem, meu filho e mostrar que essa sua irmã postiça é mesmo uma pilantra! – Disse Clarice.

- Se não fosse uma velha, eu arrebentaria a sua cara! – Disse Fernandona.

- Arrebenta e eu meto um processo! – Disse Clarice.

- Vou embora daqui! – Disse Cezar saindo.

 

Alguns dias depois...

 

Cena 05 – Mansão – Sala – Dia.

Clarice desce usando um vestido preto e uma maquiagem escura. Imprimida fica impressionada com a patroa.

- Onde vai? Um enterro? – Questiona Imprimida.

- O enterro da minha dignidade! – Disse Clarice.

- Olha.... Já cansei de tudo isso e quero um adiantamento. Preciso de férias. Não aguento mais essa família! – Afirma Imprimida.

- Você está louca?

- Louca está você!

- Não admito que tire férias, quem vai limpar o chão? Você demitiu a Valquilene. Arrume uma novata antes! – Exige Clarice.

- Vou ficar até sair o resultado dos exames! – Afirma Imprimida.

 

Cena 06 – Clínica – Dia.

Diana encontra Fernandona e Valquilene na sala de espera. Cezar chega momentos depois.

- E aí? – Pergunta Cezar.

- O resultado está em minhas mãos e agora é com vocês! – Disse Diana.

- Tudo bem! – Disse Fernandona pegando o documento.

- Estou muito ansioso! – Respondeu Cezar.

- Podemos ver saindo daqui? Eu acho que sei ler um documento desse. – Disse Fernandona.

- Bem, preciso ir! – Disse Diana saindo.

- Estou esperando isso há tanto tempo! – Disse Fernandona.

 

Cena 07 – Boate – Dia.

Roberta Changed encontra Verinha na boate que está completamente vazia.

- Estranhei você pedir para me encontrar aqui, mas depois me toquei que é por causa da sua amiga! – Disse Roberta.

- Você está perdida? Já sentiu assim antes? – Questiona Verinha.

- Nunca, sabe de uma coisa? Eu não me arrependi do que fiz, o meu passado morreu. – Disse Roberta.

- Você agora tem três problemas e os nomes são Clarice, Henrique e Cezar. – Disse Verinha.

- Clarice não, a polícia! Não tenho medo da Clarice! – Disse Roberta.

- E o que vai fazer minha amiga?

- Você se esqueceu da Fernanda, o resultado sai.

- Meu Deus, está ficando complicado mesmo! – Reagiu Verinha.

- Chega! Vou enfrentar tudo e não importa o que vai acontecer comigo. Roberta Changed é maior que tudo isso.

 

Cena 08 – Mansão – Sala – Dia.

Imprimida e Clarice continuavam conversando na sala. Henrique acabara de chegar e esperou um pouco antes de entrar.

- Você não vai tirar férias! Eu disse que não! – Disse Clarice.

- Sinto muito, Clarice! Eu vou para a Europa e acabou e é você que vai pagar tudo. – Disse Imprimida.

- Você está louca mesmo? Não pagarei um centavo! – Afirmou Clarice.

- Eu te dou 24 horas para comprar a passagem e pagar tudo que precisa ou eu contarei para todo mundo. Eu vou na Destemida. Na Garden. No Jornal Central! – Disse Imprimida.

- Vá no Jornal Nacional também!

- Imagina o Brasil descobrindo que você mentiu para o falecido marido que o filho era dele, mas era de um desconhecido. Deu o famigerado golpe da barriga. – Disse Imprimida.

- Você vai calar essa boca! – Disse Clarice.

Henrique entra segurando uma papelada e as duas arregalam os olhos.

- Atrapalho alguma coisa? – Questiona Henrique.

- Henrique? Há quanto tempo está aí? – Pergunta Clarice.

 

Cena 09 – Carro – Dia.

Valquilene e Cezar estão sozinhos no carro e ele olha triste para o exame.

- Eu confesso que tive esperanças de que o resultado fosse positivo! – Disse Cezar.

- Infelizmente, não foi!

- Obrigado por estar comigo, Valquilene!

- Eu estou! – Disse ela pegando na mão do amado.

Os dois se beijaram.

 

Cena 10 – Mansão – Sala – Dia.

Henrique encarou Clarice e Imprimida que estavam completamente desconfiadas.

- Está acontecendo alguma coisa? – Questiona Henrique.

- Acho que ele não ouviu nada! – Pensou Clarice. – Está tudo bem, a Imprimida quer tirar férias.

- Aproveite e faça a reserva! – Disse Imprimida entregando o telefone a patroa.

- É melhor deixar para outro momento, Imprimida. – Pediu Clarice.

- Está certo, com licença! – Disse Imprimida saindo.

- Fico feliz que tenha vindo! – Disse Clarice.

- Eu quero que assine a papelada do divórcio! – Disse Henrique.

- O que?

- O que esperava, Clarice?

- Você não pode fazer isso comigo, eu te amo! – Disse Clarice.

- Será mesmo que você ama alguém? Você é capaz de amar alguma coisa? – Questiona Henrique.

- Você não me conhece! – Afirma Clarice.

- Eu não quero conhecer mais, o que sei é o suficiente. Por favor, assine! – Pede Henrique.

- Eu não vou assinar nada! – Afirma Clarice.

 

Continua...

Capítulo 24 - Penúltimo Capítulo


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Penúltimo Capítulo

Cena 01 – Rua – Dia.

Henrique sai totalmente furioso com Clarice e liga o carro. Assim que entra, faz uma ligação para Roberta.

- Oi, sou eu. Henrique! – Disse ele ofegante.

- Oi. Sua voz? Está passando mal? – Pergunta Roberta preocupada.

- Eu acabei de sair da casa da minha ex esposa...

- Você está me contando que é casado? – Fingindo estar surpresa.

- Roberta, eu não sou casado, eu era, não sou mais. Só estou ligando para você porque não deixou conversamos da última vez. – Disse Henrique.

- Então, verdades por telefone?

- Só queria dizer que pedi o divórcio, entreguei o papel, o que eu quero é ser feliz do seu lado! – Disse ele.

- Henrique, não posso conversar sobre isso com você por telefone! – Disse ela.

- Só me responde uma coisa, está desistindo de mim?

- Não, Henrique. O meu sentimento por você é muito verdadeiro. “And though my love is rare, though my love is pure”. – Disse Roberta citando a música da Nelly Furtado.

- Eu amo essa canção, eu deveria ter uns 20 anos! – Disse Henrique.

- Eu farei uma reserva em um restaurante e será só nós dois! – Afirmou Roberta.

Henrique sorriu quando ouviu a sua amada marcar um encontro.

- Eu vou esperar você me mandar o local e a hora! Queria te dar um beijo agora. – Disse ele.

Ela havia desligado o telefone e chorou.

 

Cena 02 – Apartamento de Verinha – Dia.

Verinha chega e encontra Melissa sentada no sofá. As duas se encaram.

- Estava com a sua amiga de pinto? – Questiona Melissa.

- O que foi que disse? – Questiona Verinha.

- Roberta, Roberto.... Sei lá como aquele traveco gosta de ser chamado! – Disse Melissa.

- Chega, Melissa! Você passou dos limites. Perdeu o respeito. – Disse Verinha.

- Sempre fomos unidas e justo ele agora chegou para afastar a gente. – Disse Melissa.

- Sinceramente, Melissa. Você está afastando de mim. Está abalando uma amizade antiga. Ciúmes? Isso é muito desnecessário. – Disse Verinha.

- Você escolheria quem? Eu ou a travecona?

- Você quer mesmo ouvir?

- Fale! Eu exijo!

- Se eu tivesse que escolher alguém, não seria você! – Respondeu Verinha.

- Eu não sei mais o que estou fazendo aqui! – Disse Melissa saindo completamente furiosa.

 

Cena 03 – Mansão Figueira – Sala – Tarde.

Cezar chega exausto acompanhado de Valquilene. Imprimida grita chamando sua patroa. Clarice desce e encara o filho e a ex empregada.

- Cezar? Como você está meu filho? Eu sabia que ia ficar desse jeito quando descobrisse a verdade daquela delinquente. – Disse Clarice.

- A Fernandona não é delinquente, é uma boa pessoa! – Defendeu Valquilene.

- Como sabe? – Questiona Clarice.

- Elas devem estar mancomunadas. São duas delinquentes! – Afirmou Imprimida.

- O resultado foi negativo, isso basta para você pular de alegrias, mãe. A Valquilene é a minha noiva. Não importa se você aceitar, eu não estarei morando aqui mesmo. – Disse Cezar.

- Noivos? – Reage Valquilene.

- Ficou noivo de um serviçal? – Questiona Imprimida.

- Estou passada, completamente passada. Eu acho que vou ter um ataque do coração! – Disse Clarice.

- Deveria procurar um médico! – Aconselhou Cezar.

- Eu estou morrendo... – Disse Clarice fazendo drama.

- Eu conheço uma funerária, caso precise! – Disse Imprimida.

- Você não pode se casar com uma pobre como essa Valquilene, a Bianca ama você! – Disse Clarice.

Bianca surge segurando algumas malas.

- Para de drama, Clarice. Como consegue encenar tanto? Eu mesma estou cansada desse show que vejo diariamente. – Disse Bianca.

- Bianca? – Reage Clarice.

- Estou indo embora e descobri que essa é a melhor decisão da minha vida. Eu não vou me casar com o seu filho fracassado, espero que ele seja triste para sempre com aquela empregada. Só uma dica, Clarice. Use doses menores nesses dramas e dê um basta nessas chantagens que a Imprimida faz. Vocês são todos uns idiotas. – Disse Bianca indo embora.

-  O que foi isso? Eu é que vou embora! – Disse Cezar e Valquilene o acompanhou.

 

Cena 04 – Pensão – Quarto de Roberta – Tarde.

Fernandona está arrumando a sua mala. Está decidida a sair da cidade. Alguém bate na porta e ao abrir dá de cara com Roberta Changed.

- O que está fazendo com essas malas? – Questiona Roberta.

- Que? Isso não é da sua conta! – Respondeu Fernandona.

- O resultado deu negativo e está indo embora por isso? – Questiona Roberta.

- Como você sabe disso? Quem te contou?

- Sou amiga da Valquilene e sou a mais interessada nessa história!

- Que? Como a Valquilene contou? Ela não podia. Eu confiei tanto nela...

- Fernanda! – Chamou Roberta.

- Que? O que você quer comigo?

- Podemos fazer um novo exame de DNA!

- E por qual motivo eu faria uma coisa dessas? Já sei que não sou a irmã do Cezar e filha do Roberto. – Disse Fernandona.

- Faremos o segundo exame, terceiro se necessário. Eu não sou uma estranha nessa história, talvez na sua vida, mas não nessa história de DNA. – Disse Roberta.

- O que está dizendo? Juro que não entendo.

- Meu nome é Roberta Changed e não tive o cuidado de mudar radicalmente de nome. Consegue chegar a uma conclusão agora?

- Você mudou de nome?

- Na verdade, troquei apenas a vogal e o sobrenome. – Revelou Roberta.

- Meu Deus! Agora eu acho que estou confusa, você não morreu?

- Estou vivíssima! – Afirmou Roberta.

 

Cena 05 – Boate – Tarde.

Melissa entra acompanhada de Genaro na boate. O lugar está vazio. Ainda não é hora de abrir o estabelecimento.

- Ela simplesmente me trocou por uma travecona. Uma travecona maldita. Parece que esqueceu da melhor amiga que teve na vida. – Disse Melissa.

- O que estamos fazendo aqui? – Questiona Genaro.

- É só uma brincadeirinha, meu amor! Você tem fósforo? Isqueiro? – Questiona Melissa.

- Eu não fumo! – Disse Genaro.

- Droga, mas a Verinha fuma de vez em quando! – Disse Melissa indo até o escritório.

- Vamos embora daqui, Melissa!

- Não, comecei e vou terminar! – Afirmou ela.

- O que vai fazer? – Questiona Genaro.

- Colocando um pouco de perfume barato, esse lugar precisa de um cheiro mais agradável! – Disse Melissa espirrando.

- Não faça isso Melissa, pode parar na cadeia! – Disse Genaro.

- Você sabe que a Soraya tocou fogo na Maria do Bairro? Hahahahhahahahah Eu amo a Soraya! – Disse Melissa com gargalhadas.

Tocando “Fighter da Christina Aguilera”.

 

Cena 06 – Pensão – Quarto de Fernandona.

Fernandona e Roberta estavam abraçadas. As duas estavam aos prantos.

- Eu ainda não acredito que estou diante do meu pai.... Desculpe! Como eu devo te chamar? – Questiona Fernandona.

- Ainda é muito cedo para me chamar de alguma coisa, mas pai não é a melhor opção, eu mudei de sexo, igual a Ramona! – Disse Roberta.

- A Ramona das Filhas da Mãe! – Lembrou Fernandona.

- Vamos retomar ao teste de DNA e saberemos se realmente é a minha filha! – Disse Roberta.

- E como vai ficar você se os outros souberem? – Questiona Fernandona.

- Eu temo pelo Cezar, ele é o único que temo por nunca me perdoar, mas ainda tenho contas a prestar com a polícia! Eu cometi um crime...

- Podemos dizer algo, criar uma justificativa, não foi sua intenção, eu não sou advogada, mas já tentei.... Podemos encontrar uma solução! – Disse Fernandona.

- Vamos com calma, a clínica nos aguarda para realizar o exame! – Disse Roberta.

 

Cena 07 – Apartamento de Verinha – Tarde.

Verinha está passando algumas roupas e separando alguns vestidos do armário. A TV está ligada e o noticiário passa um incêndio em uma boate.

- Minha nossa! – Reagiu Verinha quando notou que se tratava de sua boate. – É a minha boate! – Disse ela apavorada.

 

Cena 08 – Mansão – Sala – Tarde.

Imprimida serve-se de café e senta ao lado de Clarice no sofá. As duas se encaram. Valquilene e Cezar espiam as duas do alto da escada.

- Notou que a Imprimida sempre exige da sua mãe e ela acata tudo direitinho? – Questiona Valquilene para o seu amado.

- Realmente, como eu nunca parei para pensar nisso? – Questiona Cezar.

- Você é muito bobo, Cezar. Eu sofria demais quando trabalhava aqui. Eu acho bom você manter os olhos abertos e descobrir o que as duas escondem. – Disse Valquilene.

- E se não for da minha conta?

- É por isso que não sabe das coisas e fica feito um tolo!

- Valquilene!

- Eu estou dizendo que a Imprimida pode estar chantageando a sua mãe!

- Eu vou descobrir o que é! – Disse Cezar.

 

Cena 09 – Frente da Boate – Tarde.

Verinha chega e não consegue conter as lágrimas. Roberta Changed chega e abraça a amiga.

- Eu estava na clínica quando vi a notícia, como foi acontecer isso? – Questiona Roberta.

- Eu não sei, eu perdi tudo, a minha boate! – Disse Verinha chorando.

- Você não está sozinha, está comigo e eu vou te ajudar sempre! – Disse Roberta.

- Obrigada minha amiga! – Disse Verinha.

Melissa chega diante das duas.

- Verinha, como isso foi acontecer? – Questiona Melissa abraçando Verinha.

- Vamos saber o que aconteceu, a polícia vai investigar de onde partiu o incêndio! – Disse Roberta.

- Será que é só isso que a polícia tem que descobrir? Você não tem nada a falar? Seja sincera comigo. – Disse Melissa.

- Eu não tenho motivos para ser sincera com você, não tenho motivos para lhe dar qualquer satisfação! – Respondeu Roberta.

- Gente, não é hora para brigar! – Pediu Verinha.

 

Cena 10 – Restaurante – Noite.

Roberta leva Verinha até um restaurante e as duas sentam-se a mesa. Henrique chega em seguida.

- Eu soube do que aconteceu e estou aqui para ajudar! – Disse Henrique.

- Obrigada, Henrique.... Eu não sei o que será de mim agora. A minha vida mudou tanto depois que consegui ter o meu próprio estabelecimento. Agora ele virou cinzas! – Disse Verinha triste.

- Vamos reerguer a sua boate, tenha absoluta certeza! – Disse Roberta.

- Eu concordo com a Roberta! – Disse Henrique.

Um garçom se aproxima da mesa.

- Dona Verinha, soube do que aconteceu e sinto muito. – Disse o rapaz.

Verinha sorriu para o rapaz e saiu de lá.

- Verinha! – Chamou Roberta.

- Eu preciso ficar sozinha agora, por favor! – Pediu Verinha.

Henrique tocou no ombro de Roberta e os dois trocam olhares.

- Podemos ficar um pouco sozinhos?

- Você quer saber mesmo?

- Quero!

 

Cena 11 – Mansão – Noite.

Melissa bate na porta e Imprimida abre. As duas se encaram.

- Não estamos doando nada, desculpe! – Respondeu Imprimida.

- Não quero falar com a empregada, quero a patroa! – Respondeu Melissa.

- Ela não está, sinto muito, mas vai ter que falar com a empregada! – Disse Imprimida.

- Tudo bem.... Eu fico esperando lá fora no jardim! – Respondeu Melissa.

Imprimida fechou a porta e Clarice desceu em seguida.

- Quem era? Pensei que fosse o Henrique! – Disse Clarice.

- Não era ninguém importante, estavam tentando vender leite, imagina só! – Respondeu Imprimida.

- Eu preciso fazer alguma coisa para o Henrique voltar para mim! Não quero terminar a minha vida assistindo novelas. – Disse Clarice.

- E eu quero passar as minhas férias na Europa como as atrizes de novelas, te dou dois minutos, dois minutos...

- Dois minutos o que criatura?

- Ainda não comprou a minha passagem e nem pagou o hotel onde devo ficar, faça isso agora! – Exige Imprimida entregando o telefone para a patroa.

- Eu não farei isso, contente-se em ficar na cidade mesmo, vá para a piscina da Mansão, eu deixo...

- Está brincando comigo? O seu filho está em casa e eu posso muito bem dizer a ele que você enganou a todos. O falecido morreu achando que o filho era dele. – Disse Imprimida.

- Não repita uma coisa dessas...

- O Roberto pensava que era pai do Cezar, mas quem é o pai mesmo do Cezar? Um mendigo? Um bandido? Um psicopata?

- Imprimida, cala a sua boca suja! – Exige Clarice.

- O Roberto era uma bixinha! – Disse Imprimida.

- Então, é isso? – Questionou Cezar do alto da escada.

- Cezar? – Reage Clarice.

 

Cena 12 – Mansão – Jardim – Noite.

Melissa anda de um lado para o outro no jardim. Parece bastante inquieta e Valquilene observa da varanda do quarto.

- Quem é essa doida? – Questiona Valquilene.

- De hoje não passa! Eles vão saber que a Roberta na verdade é Roberto. Eles vão saber! – Afirma Melissa.

 

Cena 13 – Mansão – Sala – Noite.

Cezar desce as escadas e fica diante de Clarice e Imprimida. Clarice tenta fingir um desmaio caindo no sofá e Cezar não reage.

- Não precisa fingir.... Eu ouvi tudo e não há mais volta! – Disse Cezar.

- Eu posso explicar! – Disse Clarice.

- Não é bem isso que você ouviu, Cezar... – Imprimida tentou explicar.

- É melhor ficar calada você, aliás, é uma conversa entre família e você não foi convidada. – Disse Cezar.

- Eu estava de saída mesmo! – Disse Imprimida subindo as escadas.

- Não é verdade o que você ouviu, era tudo brincadeira meu filho! – Disse Clarice.

- Esse tempo todo você deixou ela te chantagear, eu nunca percebi isso, agi como um idiota todo esse tempo. Eu não sou filho do Roberto?

- O Roberto era seu pai, ele te criou...

- Mas ele nunca soube disso né? Ele nunca soube que era o pai biológico. – Questionou Cezar.

- Eu e o seu pai transamos em uma noite muito agitada. Ele estava bêbado e eu engravidei. – Disse Clarice.

- Que história absurda é essa?

- Não transei com o seu pai, não sei o nome do seu pai verdadeiro, mas eu fiz o Roberto acreditar que era você o pai. – Disse Clarice.

- Como pode alimentar uma mentira por tanto tempo?

- Por amor a você!

- Eu vou embora daqui agora! – Disse Cezar.

 

Cena 14 – Apartamento de Verinha – Noite.

A polícia bate na porta de Verinha e ela os recebe. Jânio entrega uma fita para a dona da boate.

- Conseguimos recuperar esta imagem, você pode tentar reconhecer a criminosa? – Questiona Jânio.

- Criminosa?

- É melhor olhar bem a imagem! – Pediu o policial.

Eles colocam o vídeo e Verinha fica chocada com o que vê.

 

Cena 15 – Praça Central – Noite.

Roberta e Henrique caminham próximo a uma lagoa que ficava no meio da Praça Central. Eles se sentam em um banco de madeira.

- Eu prometi contar a verdade a você e mesmo que você me odeie para sempre. Eu vou falar tudo. – Disse Roberta.

- Tudo bem, Roberta... Eu estou preparado e pode confiar em mim! – Disse Henrique.

- Será mesmo que está? Bem, eu vou descobrir daqui...

- Sabe que eu amo você?

- Primeiramente eu te peço desculpas, nunca foi a minha intenção mentir, eu estava totalmente despreparada. Eu não consegui te contar o que sou, o que fui, o que sou de verdade.

- E o que é você de verdade?

- Uma mulher que ama muito você hoje, mas que no passado foi outra pessoa...

- Outra pessoa?

- Sim, eu fui outra pessoa no passado, hoje ele está morto, não existe mais, mas eu vivi essa vida antes da cirurgia....

 

 

Continua...

Capítulo 25 - Último Capítulo


Fanfic / Fanfiction Peruas de quinta 2.0 - Último Capítulo

Cena 01 – Praça Central – Noite.

Roberta Changed estava diante do amor de sua vida e de uma importante revelação.

- Primeiramente eu te peço desculpas, nunca foi a minha intenção mentir, eu estava totalmente despreparada. Eu não consegui te contar o que sou, o que fui, o que sou de verdade.

- E o que é você de verdade?

- Uma mulher que ama muito você hoje, mas que no passado foi outra pessoa...

- Outra pessoa?

- Sim, eu fui outra pessoa no passado, hoje ele está morto, não existe mais, mas eu vivi essa vida antes da cirurgia....

- Você está me dizendo que fez uma cirurgia?

- Uma troca de sexo, na verdade! – Respondeu Roberta.

- Espera aí, você é homem? Você é um homem? – Pergunta Henrique agora atordoado.

- Meu caro, Henrique! Eu já fui um homem nesta vida, não sou mais, agora sou uma mulher e muito bem resolvida. – Disse Roberta.

- Você mentiu para mim todo esse tempo?

- Eu não consegui contar antes, entenda que foi difícil, eu precisava contar e só agora, quase que no fim, consegui, eu consegui...

- Meu Deus!

- Você tem todo o direito de nunca me perdoar, de levantar agora e sair inteiramente da minha vida. Eu agi da melhor forma possível, eu tentei recuar e fui caindo cada vez mais. Vou entender qualquer que seja a sua reação...

- Roberta, eu me apaixonei por você de verdade! – Disse Henrique.

- Eu sinto muito por ter partido o seu coração, eu disse que era bem resolvida sobre quem eu sou, mas ainda há outras coisas importantes para serem resolvidas. – Ela levanta e pega a bolsa. – Você sabe onde me procurar, mas não vou esperar por muito tempo. Eu sinto muito. – Ela vai embora e o deixa completamente desolado.

 

Cena 02 – Rua – Noite.

Roberta Changed caminha sozinha em uma rua completamente deserta. Uma turma se aproxima e sorriem para ela. Há um rádio com eles e a música começa a tocar.

- Vamos nessa! – Disse uma garota.

- Isso é muito legal! – Respondeu um rapaz.

- Eu conheço essa música! – Gritou Roberta parando e se aproximando do grupo.

“Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
Baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you”.

Roberta dança Hung Up da Madonna ao lado do grupo.

 

Cena 03 – Mansão Figueira – Noite.

Clarice está completamente arrasada após a conversa reveladora com o filho. Imprimida se aproxima com um chá.

- Beba esse chá e isso vai acalmá-la. – Disse Imprimida.

- E quem disse que isso vai resolver a minha vida? O que vou fazer com a minha vida? – Questiona Clarice.

- Bem, a senhora é rica, não é? Tem essa mansão, a herança do falecido! – Disse Imprimida.

- Imprimida, a fortuna do Roberto ficou com o Cezar. Sabe o que aquela criatura me deixou? Nada.... Eu não tenho nada! – Disse Clarice.

- Jura?

- Espera aí, eu tenho as minhas joias e aquelas que dei a você. Agora que o Cezar sabe do meu segredo, você não tem mais motivos para me chantagear, fora daqui sua desgraçada...

- Eu posso ir embora, mas as joias que conquistei são minhas! – Afirma Imprimida.

- Você me extorquiu, sua delinquente! – Acusa Clarice.

Melissa toca a campainha e acaba entrando após ser ignorada.

- Gente rica é muito mal-educada, estou há horas lá fora e ninguém me deu atenção! – Reclama Melissa.

- E quem é você criatura? – Questiona Clarice.

- Eu tenho uma informação valiosa e é sobre o seu marido! – Disse Melissa.

- O que o Henrique fez? Está saindo com ele? – Questiona Clarice.

- Henrique? Não, eu falo do Roberto que morreu! – Disse Melissa.

- Ah, não! Veio aqui no conforto do meu lar falar sobre o falecido?  Não me diga que também é filha dele? Idade você não tem para ser filha dele que sei. – Responde Clarice.

- Verdade! – Afirma Imprimida.

- A informação que tenho vale ouro, estão dispostas a me pagar? – Questiona Melissa.

- Não tenho parentesco algum com o falecido, não pretendo pagar nada! – Disse Imprimida.

Clarice tira os brincos e entrega para Melissa.

- São de ouro, agora fala criatura do pó! – Exige Clarice.

- Pera aí, essa fala é minha! – Reclama Imprimida.

- Sou a sua patroa e não deve reclamar de nada! E você criatura do pó, abra logo esse bico!

- Vou falar.... É uma bomba que está prestes a explodir como naquela novela Torre de Babel. Sabe o seu marido Roberto?

- Claro que sei criatura, fui casada anos luzes com ele e ele bateu as botas! – Disse Clarice.

- Botas de salto alto? – Questiona Melissa.

- Se veio me contar que ele pertence a irmandade lgbt e etc. Não se preocupe, ele já morreu mesmo e eu sempre desconfiei. – Disse Clarice.

- ROBERTO ESTÁ VIVO! VIVINHA, NA VERDADE! – Afirma Melissa.

- Que? Mas que delírio é esse? – Questiona Clarice.

- Está aqui o endereço, vai lá e veja se reconhece a criatura. – Entrega Melissa um cartão.

Clarice desmaia.

 

Cena 04 – Quarto de Imprimida – Noite.

Imprimida entra e pega uma mala. Ela coloca todas as joias na bolsa e suas roupas.

- Se o Roberto estiver mesmo vivo? Já comprei a minha passagem mesmo e as férias vão começar em Cancun e eu vou ser a nova Maria Espalha. Eu amava aquela novela Deus nos Acuda. – Diz Imprimida.

 

Cena 05 - Apartamento de Verinha – Noite.

Verinha está completamente chocada com o vídeo que viu. A polícia ainda está em sua casa.

- A senhora está bem? – Pergunta o policial.

- O que vocês vão fazer agora? – Questiona Verinha.

- Bem, vamos começar a investigação. Essa sua amiga estava no local e constatamos que foi criminoso. – Relatou o policial.

- Prossiga a investigação, por favor! – Pediu Verinha.

Melissa chega naquele momento.

- Verinha?

- Melissa!

- Alguma novidade? – Pergunta Melissa.

- O que você estava fazendo na hora do crime? – Questiona Verinha.

- Crime? Eu juro que não entendi! – Disse Melissa.

Verinha não aguenta e dá uma tapa na cara de Melissa.

- Foi você, foi você! – Acusa Verinha.

- Como pode me acusar assim? Eu que sempre fui sua amiga! – Responde Melissa.

- Eu pensava que você era a minha amiga, mas nunca foi. Como pode fazer isso comigo? Inveja? Eu sempre compartilhei do meu sucesso com você. Nunca deixei você para trás. O que tinha?

- Está jogando na minha cara?

- Sinto muito, mas eu espero que pague pelo seu ato criminoso! – Disse Verinha.

- Temos um vídeo e precisamos que nos acompanhe até a delegacia! – Disse o policial.

- Que? Eu não vou colocar os meus pés na delegacia! – Disse Melissa tentando correr, mas foi impedida pelo policial.

- Que a justiça seja feita, Melissa e eu não vou amolecer! – Disse Verinha.

- Foi tudo culpa da Roberta, vocês sabiam? A amiga dela é uma criminosa e forjou a própria morte. Investiguem, não sou a única criminosa. – Afirma Melissa.

- Que? Do que está falando? Está confessando então? – Questiona o policial.

- Confesso sim, toquei fogo naquela boate cafona. Eu espero que façam justiça com a outra também, procurem a tal da Roberta Changed e eu tenho certeza que vão gostar da história da travecona. – Disse Melissa.

 

Cena 06 – Hotel – Dia.

Roberta Changed não consegue conter as lágrimas e olha triste para o horizonte. O sol acabara de aparecer. O telefone tocou, mas ela ignorou.

- O que estou fazendo com a minha vida? – Questiona Roberta.

O telefone toca mais uma vez e ela percebe que se trata de Verinha.

- Oi! Você está bem? – Questiona Verinha.

- Não. Não estou bem! – Disse Roberta.

- Nem eu estou bem, mas estou tentando te ligar a madrugada toda...

- O que houve?

- A Melissa foi presa, confessou que colocou no fogo na boate...

- Minha nossa, como ela foi capaz de fazer uma coisa dessas? Eu não imaginava que ela fosse capaz disso. – Disse Roberta.

- Jamais esperaria isso da Melissa, mas agora tem outro problema, ela sabe de você e contou para a polícia! – Disse Verinha.

- Que? – Reage Roberta.

A campainha toca e ela corre para ver quem é. Henrique está parado a porta.

 

Cena 07 – Mansão – Dia.

Clarice termina de se arrumar e desce para a sala. Imprimida está esperando pela patroa.

- Já colocou o meu café da manhã? – Questiona Clarice.

- Não, estou de férias a partir deste momento e agradeço muito a sua ajuda. – Respondeu Imprimida.

- Que ajuda? O que está dizendo criatura? – Questiona Clarice.

- A senhora vai sair tão cedo?

- Sim, preciso tirar a prova de que o Roberto está vivo! – Disse Clarice.

- O meu pai está vivo? O Roberto? – Questiona Cezar ao chegar. Valquilene está ao seu lado.

- Virou costume agora ouvir a conversa dos outros? – Questiona Clarice.

- A senhora está ficando cada dia mais louca! – Disse Cezar.

- Doida de pedra, pior você que vai casar com uma empregadinha de quinta! – Disse Clarice. – Pois bem, preciso agora tirar a prova de tudo!

- Cezar! – Chamou Valquilene.

- Oi meu amor.

- Não sei como chegou nos ouvidos da sua mãe, mas é verdade. – Disse Valquilene.

- O que é verdade? – Questiona Cezar.

- Eu trabalho para a Roberta.... É uma história muito complicada e você tem que entender. O seu pai não se sentia bem como homem. – Disse Valquilene.

- O que você sabe que eu não sei? – Questiona Cezar.

 

Cena 08 – Hotel – Quarto de Roberta – Dia.

Henrique entra e Roberta está completamente aflita. A verdade parece ter vindo à tona.

- Eu pensei a noite inteira e não consegui pregar os meus olhos. Eu não posso perder você. Eu amo você e não importa o que foi no passado. Eu sei que é complicado. – Disse Henrique.

- É muito mais complicado do que pensa. E quando a Clarice descobrir? Eu preciso ir embora agora. – Disse Roberta.

- Vai optar em fugir?

- A polícia sabe e não tenho muito tempo. Não quero ser presa. Eu fiz algo errado em querer matar o que eu era. – Disse Roberta.

- Os seus documentos são verdadeiros?

- São, eu fiz tudo direito!

- Vamos voltar do começo, você morreu para todo mundo, mas na verdade vai contar que simplesmente fez uma viagem e trocou de sexo. – Disse Henrique.

- Você acha que a polícia vai acreditar nisso? – Questiona Roberta.

- Pensando direito, não havia corpo algum naquele caixão, foi tudo um equívoco e você apenas viajou. – Afirma Henrique.

 

Cena 09 – Hotel – Corredor – Dia.

Clarice sai do elevador e vai em direção do quarto de Roberta. Henrique está abraçado com Roberta quando ouvem as batidas na porta.

- Apareça já! Eu sei que está aí se escondendo! – Grita Clarice.

- Meu Deus! Minha nossa senhora, das operadas... é a voz da Clarice! – Afirma Roberta.

- É a Clarice! – Responde Henrique.

- E o que faremos agora? – Questiona Roberta.

- Cadê aquela mulher corajosa que existe dentro de você?

- Ela está bem diante de você!

- Então, nada a temer!

- Nada a temer!

“Agora todos faz uó, faz uó, oh oh”.

Roberta vai em direção da porta e abre ficando de frente com Clarice.

- Não é possível que seja você! – Disse Clarice.

- Clarice! – Reage Roberta Changed.

 

Cena 10 – Carro – Dia.

Cezar está diante do volante. Valquilene sentada ao seu lado bastante apreensiva.

- O que você pensa que está fazendo? Não acha melhor eu dirigir? – Questiona Valquilene.

- E você sabe dirigir? Valquilene? – Questiona ele.

- Não sei, mas neste momento estou achando mais seguro que você dirigindo esse carro!

- Valquilene... Eu acabo de descobrir que meu pai está vivo esse tempo todo e ele é Gay! – Disse ele.

- E qual problema dele ser Gay? Olha que fui burrinha por muito tempo... Ele é uma mulher agora. Não o trate como Gay e sim como uma mulher. – Afirma Valquilene.

- Ele mentiu para mim!

- Ela tinha suas razões!

- E agora o que devo fazer?

- Abraça-la com todo o sentimento bom que você sente por ela! – Disse Valquilene.

- Eu não vou conseguir! – Diz ele.

- Você vai conseguir porque o Cezar que amo não é capaz de negar um perdão!

- O que seria de mim sem você?

- Eu amo você!

- Eu também te amo muito!

Os dois se entendem e se beijam após estacionar o carro.

 

Cena 11 – Hotel – Tarde.

Clarice estava frente a frente com Roberta Changed. Henrique estava diante das mulheres que fizeram e fazem parte de sua vida.

- Eu nunca imaginei que fosse encontrar você assim. Assim desse jeito. Quem diria? Eu no fundo desconfiava, mas eu preferia fingir e sempre evitei esse assunto. – Disse Clarice.

- Clarice, o passado ficou lá trás e não é um assunto que desejo discutir. Mas já que você veio até aqui. Eu devo ao menos uma explicação. – Respondeu Roberta.

- Será que só deve uma explicação mesmo?

- Bem, todos pensavam que eu estava morta e você ficou com tudo que era meu. Eu tenho certeza que foi algo muito fácil para você.

- Bastante, casei com o Henrique meses depois e olha o que vejo aqui. Você e esse traste no mesmo quarto?

- Olha o jeito que você fala comigo! – Exige Henrique.

- E a polícia? Será que sabe que essa travecuda tramou a própria morte? Eu vou amar ser a primeira a contar.

- A Roberta não sabia que todos pensavam que ela estava morta, viajou em um jatinho particular e o carro sumiu...

- Querem mesmo contar essa história sem pé nem cabeça?

- Quer iniciar mesmo uma disputa, Clarice? – Questiona Henrique.

- Eu já contei a polícia o que aconteceu, Clarice... Não precisa se preocupar! – Afirma Roberta.

- Mesmo? E aquela viatura na frente do hotel? – Questiona Clarice.

Henrique dá uma olhada pela janela e vê o carro estacionado da polícia.

- Chamou a polícia? – Pergunta Henrique.

- Não estou aqui para brincadeira! – Disse Clarice.

- Roberta, vem comigo! – Pediu Henrique levando sua amada.

- Não fuja! Voltem aqui seus... – Clarice tentou gritar, mas perdeu as forças.

 

Cena 12 – Aeroporto Particular – Tarde.

Henrique e Roberta Changed chegam de carro em um aeroporto que fica em uma área restrita.

- Quem está nos esperando é o meu amigo Paul. Eu implorei para que ele reservasse o tempo precioso dele para mim. – Revelou Henrique.

- Como você fez tudo isso sozinho? – Questiona ela.

- O meu amor por você fez...

- Não podemos fugir! – Disse Roberta.

- É temporário.... Não posso arriscar que você seja presa. Temos que provar a sua inocência.

- Henrique.... Eu não posso viajar sem resolver o que tenho pendente com o Cezar e a Fernandona. – Disse Roberta.

- Roberta, é muito arriscado!

- Estou pensando na minha consciência, no meu ser, a Roberta Changed não faria isso. Eu preciso voltar!

 

Alguns dias depois.

Muitas coisas aconteceram depois que o meu segredo foi revelado. Sempre tem os dois lados da mesma moeda. Eu ganhei um amor de verdade. Um amor que eu nunca senti antes e o Henrique é realmente tudo para mim. Ele esteve do meu lado quando mais precisei e sinto que ele estará também em outros momentos complicados.

- Eu amo muito você! – Disse Henrique beijando Roberta.

- Eu também te amo demais! – Ela respondeu e sorriu.

O Cezar está tentando se aproximar e eu o entendo completamente. Eu menti por muito tempo. Sou culpada por isso. Ele é o meu filho, não importa se não é biologicamente, mas eu o criei com muito amor.

- Vai ser difícil, mas eu juro que estou tentando! – Disse Cezar.

- Eu espero o tempo que for necessário! – Respondeu Roberta e eles se abraçaram.

Cezar e Valquilene formam um belo casal e eu sou estou muito feliz por eles. Já a mãe do Cezar, a Clarice. A mansão ficou para ela e ela faz o que bem entender. Eu soube que a governanta viajou em uma tour pela Europa patrocinado por ela. Não conhecia esse lado caridoso da Clarice.

- Um dia eu mato a Imprimida! – Disse Clarice limpando a própria mansão.

- Quem sabe eu não consigo conquistar um GRINGO! – Disse Imprimida em Roma.

A boate de Verinha ainda está em reforma, mas ela vai voltar muito em breve a ativa. Melissa continua presa e penso que é uma segurança para a humanidade. Espero que minha amiga seja muito feliz.

- Você tem que ser muito feliz, está me ouvindo? – Questiona Roberta.

- Eu prometo ser feliz um dia, mas eu preciso antes cuidar do meu negócio e tocar em frente. Você é a melhor amiga do mundo e obrigada por sua ajuda. Te amo. – Disse Verinha.

As duas se abraçaram.

Infelizmente, o resultado do exame mostrou que Fernandona não é mesmo a minha filha. Eu no fundo quis que fosse verdade, mas precisamos encarar a realidade.

- Eu peço mil desculpas por toda essa confusão. Eu não agi por interesse. Eu queria apenas a verdade. – Disse Fernandona.

- Fernandona, você pode não ser a minha filha, mas tenha certeza que ganhou uma grande amiga! – Avisa Roberta.

Ah, esqueci de contar, mas a história com a polícia deu tudo certo.

- Espera aí, está me dizendo que esse tempo todo não estava morta e sim viajando pelo exterior por causa da cirurgia? – Questiona o Delegado.

- A mais pura verdade, os documentos são autenticados na Espanha... – Explicou Roberta.

- Então, vamos reparar todo esse mal-entendido. Este caso realmente foi muito esquisito, não havia corpo para ser enterrado e ocorreu um mesmo assim. – Lembrou o delegado.

- Obrigada pela compreensão! – Agradeceu Roberta Changed saindo da delegacia.

Ela caminhou pela calçada do centro da cidade ao som de “I Will Survive da Gloria Gaynor”.

- Estou com o coração aliviado.... Eu acabei de tirar um peso imenso de mim e tudo que eu quero agora é viver do jeito que sempre quis. Eu sobrevivi. Eu sobrevivi. A mentira não é a melhor maneira de construir alguma coisa. Eu sei que eu tenho o necessário para construir uma carreira como Roberta Changed.

 

HEY HEY FIM!

 


 

 

 


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